May 22, 2006 9

Luta de gladiadores moderna

By in Sem categoria

“Ricardo Costa, a partir de hoje você é o rosto da vergonha que é o jornalismo Português!” – M. Mª. Carrilho

Ele bem dizia que seria uma luta de Gladiadores…

9 Responses to “Luta de gladiadores moderna”

  1. Abel says:

    Bem, aquilo foi… terrível!
    Eu vejo as coisas de duas maneiras:
    1 – Por um lado, existe inequivocamente uma intenção do autor desta frase em obter protagonismo e, assim, passar a estar novamente na ordem do dia. A isto, chama-se política.
    2 – Por outro lado, existe, de facto, necessidade de se lançar um debate sobre o tipo de jornalismo que se faz em Portugal. Porque temos 7/8 jornais diários “generalistas”, 1/2 pasquins sensacionalistas (ó grande 24 horas, porque foste tu aparecer quando ninguém clamava por ti?…), 3 jornais diários desportivos (a Alemanha, que é a Alemanha parece que só tem 1…), um sem número de revistas cor-de-rosa e outras de conteúdos pobres e tristes, e, ainda, 4 canais de televisão em sinal aberto (que são todos “fotocópias” fiéis uns dos outros – excepção à resistente 2:). Sem falar na imprensa de periodicidade semanal…
    Isto é matemático. Para se compreender o debate de ontem temos de somar dois elementos:A mentalidade dos portugueses (ou seja, as características idiossincráticas de um povo mais dado à religião e à bruxaria do que ao concreto, ao factual) + a evolução que o país sentiu nos últimos 30 anos (em que entramos demasiado depressa na liberdade; em que nossos intelectuais chamam a si o direito de comentar indiscriminadamente, de sugerir, de desfazer em palavras e actos os actos dos outros)= sociedade dividida e descontrolada.
    Assim, temos:
    1- Os comentadores e os políticos que são uma espécie de “Técnicos de Ideias Gerais”, ou se se preferir, “Técnicos de sugestão e manobra”;
    2- Um povo descontrolado perante a oportunidade de consumir tudo o que lhe vem ás mãos, aos olhos e aos ouvidos. Vítima da globalização mas, sem dúvida nenhuma (repito, sem dúvida nenhuma), vítima da sua própria ignorância e da sua vontade permanente em hostentá-la na praça pública como forma de se distinguir do próximo.
    Coitado do País que não trata do seu povo!
    A Inglaterra que tem uma liberdade de imprensa secular (e de onde nós herdamos a técnica) brinca internamente com a vida de uns e de outros, mas os assuntos de interesse nacional são debatidos como sendo de interesse nacional. Com firmeza, com rigor e com união.

    Um pequeno apontamento final: Não desfazendo os restantes elementos do painel de ontem, o P. Pereira é de facto um grande senhor da nossa praça. Em 10 minutos desconstruiu o livro do Carrilho (outro grande nome, mas não na política) e cada vez que interveio demonstrou a acutilância do seu discurso. Estava destinado, desde o início do programa, a moralizar o debate e a demonstrar que os portugueses podem ter fé nos seus “intelectuais”. Ele sim. É um verdadeiro intelectual.
    Por isso, cá vai: Checo, um grande abraço!

  2. Anonymous says:

    Olha quem ele é… é o Abellll!
    O gajo que não se dignou a responder-me quando eu encerrei aquela polémica(deste uma luta do caraças, há que reconhecê-lo)de forma amistosa, elogiando-o.
    É pá, até enviei cumprimentos por intermédio do nosso grande amigo comum Ricardo, mas… nada, nem um postal mano. Fico chateado, concerteza que fico chateado…
    Ó meu!
    Dizes que não gostas de política, mas aqui estás tu a fazer…POLÍTICA mais uma vez.
    Metes sempre uma “colherada” nas polémicas, ávido de crítica corrosivo/filosófica.
    Política é um conjunto de ideias, meios ou acções que visam o efectivo bem comum.
    Política é o nosso dia a dia nas relações dos homens que a natureza criou livres de acção e pensamento (e tu és um tipo culto, sabes perfeitamente disto).
    A política é “boa como o milho”, os chulos que andam à sua volta é que estragam a sua beleza e essência.
    Não te deixes corromper pela crítica fácil e vulgar em que todos caimos, porque é mais fácil criticar do que ajudar, e a nossa obrigação moral é precisamente ajudar.Mas é evidente que devemos criticar quando for necessário, essa é a nossa natureza e a de um estado de direito democrático.
    Abel!
    A tua escrita é excelente, profunda e muito pertinente, pendes para a direita, mas pronto… é uma imposição elementar eu ter que te respeitar.
    Tenta ser menos agressivo(também é necessário às vezes),mais prático e imparcial.
    A política está moribunda, não a ponhas mais. Esse tipo de artigo ou opinião não contribui decisivamente em nada, a não ser para desabafar um pouco, e está no teu direito fazê-lo.
    Ah! não metas a igreja ao barulho, porque coitadinha da igreja, o seu poder foi “chão que deu uvas”. E eu sou católico com muita fé e caridade diária, não me considerando menos evoluido por causa disso.
    Tem que partir de nós jovens com sangue na guelra a iniciativa de credibilizar a política. Como?
    Olha! Começando por não ferir susceptibilidades, seria um bom princípio…
    Ah! Quanto ao Carrilho: tem uma mulher muito BOOOOOOOOOOOA…
    Quanto ao resto é … SHOW OF e está fodido completamente por ter perdido a cãmara de Lisboa, deixa lá o coitado deitar cá para fora a frustação.
    Grande abraço
    Nuno Pereira

  3. Ric Jo says:

    Eh pah… mas eu quando é que vos posso juntar à mesa, numa conversa bem loooonga, regada com cerveja, boa disposição e muita amizade? Tou mesmo a ser sincero… abel, arrnja um fds para ires até Ourém, onde terei o prazer de te apresentar o Yuran. Pensem bem nisto.

    Agradeço desde já o debate com que vocês geralmente enriquecem este tasco e deixo-vos o espaço para prolongarem o debate, caso esse seja o vosso desejo. Como sei que não tenho traquejo para o vosso nível, enconsto-me na cadeira e aguardo com expectativa as vossas palavras!

    Um grande abraço aos dois.

    PS: ao vivo, numa mesa e com umas cervejinhas, sinto-me em melhores condições para debater este assunto convosco 🙂

  4. Photoman says:

    Neste debate só consegui chegar a uma conclusão e a uma dúvida! A conclusão foi que ali se lavou muita roupa suja. A dúvida é saber se algum dos intervenientes estaria ali a falar verdade? Outras considerações acerca deste debate remeto para uma jantarada!!! lol!

  5. Abel says:

    Meu caro Nuno Pereira,
    eu nunca disse que não gostava de política! Em tempos, quando me referi aos nossos políticos, que estão no governo e no parlamento, disse que quem não consegue sobressair na sua profissão segue para a política… Parece-me que foi qualquer coisa como isto! Depois, é só olhar para o Carrilho: Achas que se ele não fosse político alguém conhecia o homem? Achas que existem em Portugal assim tantas pessoas interessadas em Filosofia? Infelizmente, eu acho que não… Até tava a ver a legenda de uma fotografia da Caras: «Bárbara Guimarães elegantérrima e o seu marido, um notável filósofo português defensor das ideias expressas por Nietszche no “Ecce Homo”»…
    Depois, em relação ao facto de não te ter respondido… bem… é só ir aos “malibus servidos” de Ricjo e penso que deve estar lá uma conversa bem animada e com os devidos “até jás” ; ) Porque eu já sabia que haviamos de nos encontrar novamente por aqui!
    Política? Gosto muito! Da sua essência e do sua função! Detesto, abomino os políticos que andam neste mundo cruel a ver se se safam de qualquer coisa e a trabalhar em proveito próprio. Qualquer um deles! Queres um exemplo? O sr. Silva, deputado pelo maior partido da direita, cacique numa zona perto de Aveiro, que mexeu os cordelinhos para ir para o Parlamento e assim obter imunidade num processo de lavagem de…
    Crítica fácil? Não penso. Disse no post que achava (e acho) o debate necessário. E ainda bem que aparece pela pena de um intelectual como Carrilho. Deus nos livre se fosse uma cena à moda do 24 horas!!!!
    Agressividade? Não! Pragmático, directo e verdadeiro (na minha óptica). Isso, sim.
    Ferir susceptibilidades? Peço desculpa se disse algo que possa, eventualmente, ter ferido a tua susceptibilidade. Mas, fui sincero. Tal como és sincero quando dizes que eu caio na crítica fácil. Levo a mal? Não! Agradeço porque para a próxima presto atenção se os meus comentários ou pensamentos não serão pura “gelatina política” no seio de um grupo de amigos.
    Mas, faço-te uma proposta: assumimos que somos de campos políticos diferentes e não ofendemos o próximo. Mas debatemos as questões com uma rigorosa noção da realidade.
    Por isso,
    Mandamento 1: Não endeusamos os políticos dos nossos partidos.
    Mandamento 2: Respeitaremos os políticos como um homem qualquer. Com todas as virtudes e com todos os defeitos como o Zé dos Plásticos.
    Mandamento 3: Temos de ter a noção de que a crise é para todos (políticos incluido) e cada qual luta por si (é isso que eles ensinam).
    Mandamento 4: Tenhamos a ideia de que a vida é fodida. Que não é possível irmos para um alto cargo político e mantermos a uma postura imaculada (tu sabes que é verdade).

    Para terminar, um dia destes temos de combinar umas cervejas e conversarmos sobre estes temas.
    Esmago a tua base ideológica! loooooooooool
    Tou a brincar!
    Já ouço falar de ti há muitos muitos muitos anos. Praticamente desde o primeiro dia que conheci o Ricjo.
    E ainda mais: o nosso Benfica? Ainda tou a ver se consigo digerir o F. Santos, porque “santos da casa não fazem milagres”…
    A ver vamos!
    Um abraço e até já!

  6. Anonymous says:

    Mais palavras para quê !
    Está tudo dito.
    És um indivíduo com honra e acabaste de me “esmagar”. Mas ser “esmagado” por ti é um prazer.
    Temos de nos encontrar um dia. Grande abraço. Nuno Pereira

  7. Anonymous says:

    dou só aki um saltinho para um breve comentário:

    O que se faz para manter a cabeça erguida…
    E o que se faz para, finalmente, erguer a cabeça (Rangel)…
    E, por ventura, tem ele algo “tão concreto e definido” naquela cabeça? (P. Pereira)
    Cabeça de “ouro”, pés de barro… (Carrilho)
    Aspirante a cabeça de cartaz da revista à portuguesa, ou no caso, do repórter sob a mesa. (RicCosta)
    COLAPSO

  8. Ric Jo says:

    Volto a dizer, este tema à volta de uma mesa com umas cervejinhas seria um mimo… E eu arranjaria aqui um belo grupo de debate, desde de Comunistas, Scialistas, Sociais Democratas, Esquerditas, Neutros… Falta-me alguem da extrema direita, e refiro-me ao CDS… lol

    Vamos lá passar isto de comentários num blog para comentários num jantar ou lanche… Tenho tanto que queria dizer, e aqui não é fácil esplanar todas as nossas ideias, se bem que o Yuran e o Abel o tenham feito de uma forma fantástica…

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