Viver na Cidade Pequena tem os seus ‘quês’ de constrangedor. Mas poder usufruir de uma noite de céu limpo e temperatura amena envolto de tanta flora, com a fabulosa banda sonora que os grilos proporcionam, aliado à quele aroma de pinhal no ar (há que aproveitar antes que o cheiro dominante passe a ser o queimado) é qualquer coisa de fantástico. Viver no campo tem destas coisas. Nem tudo é mau por aqui.
* tÃtulo de uma canção dos Smashing Pumpkins do álbum Pisces Iscariot
A ideia que a força para um novo dia está agarrada à terra, é fabulosamente TEU e confesso q padeço do mesmo…
Ideal seria viver numa cidade pequena, mas grande em actividades culturais, em locais de lazer, enfim, numa cidade pequena com vontade de crescer e de oferecer aos habitantes aquilo q mais q o cheiro da terra apega as pessoas.
Mas essa terra quer ser pequena, quer que ninguém vá destruir a pacatez…
Revoltem-se os oureenses, ousem voar para outras cores que nao seja a cor de laranja podre!
Ora ai está a qualidade de vida na óptica natural! compensa muitos ‘quês’!
Quanto aos ‘quês’:
Revoltem-se os Portugueses! Há quantas centenas de anos este pais trata mal as suas Cidades Pequenas!?!?!?
Os grilos, o pinhal, o cheiro da terra… Não estão a falar de Ourém! mas sim das aldeias que envolvem a pequena cidade de ourém. Porque na minha casa em ourém não oiço os grilos, mas oiço os motores do intermarché! isso sim é qualidade de vida!
Ideal seriam tantas coisas se…
Mas sim, ideal seria uma cidade pequena, mas grande em tudo o resto.
Cátia, se eu limitar Ourém no meu imaginário à parte urbana, terei que alterar a definição de cidade pequena para cidade minúscula. Ourém para mim é muito mais do que da rotunda do Lidl aos semáforos do ciclo. Tem de ser! Senão corro o risco de perdê-la na minha cabeça no meio de tantos outros pensamentos, de tão pequenina que ela seria…!