Charan! Eis que de repente a Europa passou a ser a nossa maior preocupação. Eis que o biodiesel passa a ocupar nas nossas mentes um lugar mais destacado que a taxa de desemprego. Nos telejornais pouco ou nada do que se passa no paÃs agora merece destaque. Se não fosse o caso das juntas médicas, até me teria esquecido que Portugal e a polÃtica nacional existiam. Seis meses para esquecer que vivemos por cá. Durante os próximos seis meses vivemos na Europa.
July 6, 2007
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Charan! Eis que de repente a Europa passou a ser a nossa maior preocupação. Eis que o biodiesel passa a ocupar nas nossas mentes um lugar mais destacado que a taxa de desemprego. Nos telejornais pouco ou nada do que se passa no paÃs agora merece destaque. Se não fosse o caso das juntas médicas, até me teria esquecido que Portugal e a polÃtica nacional existiam. Seis meses para esquecer que vivemos por cá. Durante os próximos seis meses vivemos na Europa.
Portugal: volto já, em 2008!
By Ric Jo in PolÃtiquices, Portugal
Charan! Eis que de repente a Europa passou a ser a nossa maior preocupação. Eis que o biodiesel passa a ocupar nas nossas mentes um lugar mais destacado que a taxa de desemprego. Nos telejornais pouco ou nada do que se passa no paÃs agora merece destaque. Se não fosse o caso das juntas médicas, até me teria esquecido que Portugal e a polÃtica nacional existiam. Seis meses para esquecer que vivemos por cá. Durante os próximos seis meses vivemos na Europa.
Oh ricardo, nem parece teu… Vai dai até parece, afinal tens costela de Ilhéu (vulgo Gra Bretanha) e eles por lá nao querem nada com o continente!! 😀 ;), aliás isso é sindroma das ilhas, temos por cá uma que tb quer ter pouca relação com o contenente :P, mas isso fica para outro dia!
Geograficamente, Portugal é Europa, socialmente, muitos dos provérbios, palavras, hábitos e costumes portugueses tb o são para toda a Europa do Sul (salvaguarda importante!), economicamente, somos €uropeus, portanto, nos proximos seis meses as nossas vidas vão decorrer na Europa, como sempre! A diferença Gigante que vejo é que durante 6 meses vamos esquecer a posição periférica que temos em relação as decisões politicas, económicas e sociais que a UE toma todos os dias e que nos influencia todos os dias! Desde as normas de segurança dos edificios q habitamos (ou a falta delas) até ao mÃnino pormenor do rótulo da garrafa de agua que comprarmos.
O mail que te enviei com a reportagem dos deputados que literalmente se marimbaram para a Comissária é prova da nossa consciencia periférica e.. parece que continuamos (por conta dos nossos assiduos deputados) a querer estar “orgulhosamente sós”!!!
Ja me alarguei…
De uma euro céptica – VIVA A EUROPA! Durante 6 meses o sonho (ou pesadelo) europeu está em nossa casa, aproveitem para conhecer!
Muito bem, Zita! Assim é que eu gosto de ouvir. Ou ler, neste caso.
Concordo contigo. É bom que o poder central Europeu passe pelas mãos dos mais pequenos como nós. Mas a maior crÃtica que fazia era relativo à comunicação social. Apesar de compreender a importância destes seis meses, faz-me confusão a discrepância do tempo de antena dado à s notÃcias/polÃticas nacionais que acabam por ser mais relevantes para nos na realidade do dia-a-dia do que as (boas) normas europeias que se vão aprovando.
Agrada-te a ideia do PM passar estes seis meses mais preocupado em ser o anfitrião da futura assinatura do futuro mini-tratado europeu do que tentar resolver a nossa taxa de desemprego?
Assinado: um pró-União Europeia 😉
Meu caro Ric Jo! Desde há muitos anos que o nosso paÃs conviveu com aquilo a que normalmente se chama por “politica de transporte”. Significa isto que tivemos nas mãos algumas das maiores riquezas mundiais assentes nos nossos impérios e que pura e simplemente as gastávamos transportando essas riquezas na aquisição de bens aos restantes paÃses europeus que se foram desenvolvendo criando factores estratégicos de riqueza.
As especiarias do Oriente, o Ouro do Brasil, os escravos de �fica, as ex-colónias, e mais recentemente os fundos estruturais da União Europeia. E ao longo destes 600 anos de história, depois de gastarmos o dinheiro ficamos novamente de mão estendida à espera de novas remessas.
Acredita, é um problema cultural e social. Temos que pensar no que devemos fazer pelo paÃs e não no que o paÃs deve fazer por nós.
A culpa não é só dos últimos governos. É de todos nós.
O melhor exemplo que tenho passou-se no inicio dos anos 90 com a “cultura do girosidio”. Não sei se alguma vez encontraste pelo nosso paÃs campos de girassol queimado? Porque seria? Mau tempo? Granizo? Geada? Não! O problema é que a europa pagava para semear mas não pagava para colher. Assim mais valia deixar queimar, cortar e semear de novo.
Ainda nos anos 90 quando estudava em Lisboa,trabalhava numa empresa de formação profissional. A primeira pergunta que um candidato para um curso me fazia era: “quanto é que vou receber de subsidio?”. E quantas vezes ia à sala de aula e tinha trinta assinaturas feitas nas folhas de presença mas só estavam 5 pessoas na sala.
A culpa não é só dos governos é de todos nós. Compete a mim e a ti mudar o estado das coisas mas não vai ser fácil.
Temos que nos libertar do peso do Estado e eliminar a presença dos aparelhos partidários e das elites que lhes estão associadas.
Abraço,
Pedro Lopes
P.S.-Isto a propósito do facto de não termos alternativa nenhuma a não ser estender a mão à europa. E claro, José Sócrates tem naturalmente que dar prioridade a quem nos paga.
Já agora uma questão económica. Pode parecer incongruente mas a taxa de desemprego tem naturalmente que subir mais ainda para que a economia possa recuperar. Lembra-te que Espanha nos primeiros anos de grande crescimento chegou aos 18% de desemprego.
Abraço,