Trabalhar em França, ou melhor, em Paris (de hoje em diante irei referir-me a França chamado-lhe de Paris, pode ser? A palavra França é um estigma, eu sei. Mas a melhor forma de lidar com ela é omitindo-a, e é isso que farei… lol. Mas a palavra Francesa continuará a ser usada. Lol.), tem o seu quê de formalidades. Vindo de uma PME Portuguesa, não estava, de todo, habituado a trabalhar numa empresa do tamanho desta. Multinacional, com centenas de Business Units espalhados por todo o mundo e estando na edifício sede da parte que me concerna de entre as quatro que existem – Veolia Water Solutions & Technologies – e vindo de outro país, digamos que dizer que foi uma mudança radical seria um understatement. Lol.
Uma das grandes diferenças em relação a Portugal é que aqui em Paris, tudo se processa de uma forma bastante formal. Muito formal mesmo. Por exemplo, podes ter visto e ter estado no mesmo gabinete que uma determinada pessoa várias vezes. Podes-lhe saber o nome e a nacionalidade, mas se não tiveres sido apresentado formalmente a essa pessoa, a tua relação com ela nunca passar do típico “Bonjour”, “bonne journée”, “bonne après-midi”, “bonsoir” e “bon’soirée”. Lol. Very weird.
O almoço, que para os Portugueses é uma festa, um momento social de grande importância, é vivido como uma obrigação chata em Paris. Não me refiro a um jantar de sexta ou sábado à noite, mas à refeição diária que se tem em dias de trabalho. No norte de Portugal é prática comum as empresas terem 2 horas de almoço. Podemos não ter a siesta, mas que ninguém nos foda o almoço! Lol. Por cá, como já disse, é algo que têm de fazer simplesmente porque se não o fizerem, morrem. De fome, claro. E então se quiseres almoçar com alguém em específico, o encontro ao acaso pode acontecer, embora seja muito raro. O que tens de fazer é ligar para o gabinete do teu colega e marcar com um, dois ou três dias em avanço um almoço de 30, 40 minutos. Quando a refeição chegar, it’s business as usual. Tás ali para comer, não para fazer daquilo uma festa!
Outra questão, e esta é a que mais me atrofia, é que o Francês é muito polite quando se cruza com alguém conhecido (e com conhecido quero dizer formalmente apresentado) nos corredores ou se vais com alguém conhecido a alguma reunião, à cantina ou outro local, por exemplo. É que venha a porta que vier, mesmo que tu estejas a 100m duma, o polite Francês não largará a puta da porta enquanto tu não passares por ela primeiro que ele. O mesmo acontece nos elevadores, nas portas das casa de banho, etc. etc. Lol. Grande atrofio. Tu estás a 100m da porta e o tipo tá lá há 5minutos a segurar-te a porta à espera que tu chegues. Nem que tu grites que não é necessário e que ele deve seguir viagem, o tipo não larga a porta. E então tu tens de acelerar o passo para não o fazer esperar mais e responder sempre com a porra do “merci”. Lol. Aconteça o que acontecer, nunca passarás antes de mim por uma porta. Deve ser um dos 11º mandamento Françês. Lol.
A formalidade Francesa pode ser um aspecto positivo ou negativo, dependendo da perspectiva. Seja como for, e apesar de não curtir muitos estes acontecimentos diários que aqui descrevi, há muitas outros aspectos Franceses que são óptimos na forma como trabalham. Mas isso não tem piada e por isso não se conta.
É de facto tudo muito formal por Paris. Mas pelo menos ninguém se trata por Engenheiro ou Doutor!
Fantástico post Ric…Lol .-)
Tens de começar a agilizar essas conices francesas… Senão quem atrofia és tu! 😉
Isso das portas também acontece noutros sítios do planeta, à excepção de Portugal que é tudo mais à bruta!!
É só mariconsos. Nada como um bom tuga lol
Messieur, avait une bonne stadie!! et a tout a l’heur.
My french skills kill me hehe