February 23, 2008 0

Petites vues de Paris [2]

By in Petites vues de Paris
Num dos fds do mês de Janeiro, decidi visitar o famoso cemitério de Père Lachaise. Para ser sincero, até investigar como lá chegar, pensei que o Jim Morrison fosse o seu único ilustre habitante. Estava vergonhosamente enganado, claro. É grande a lista de celebridades que por lá moram. Mas a razão principal que me levava lá era mesmo o vocalista dos Doors. Estando a viver numa cidade tão importante na história daquela banda e deixando-me levar pela leitura da descrição daqueles momentos da década de 70, ia a Père Lachaise para ver o Jim. Mas vim de lá com muito mais do que esperava. Nunca conheci um cemitério daquele género. É qualquer coisa de imponente e até intimidatório. Ao entrar, ia com uma sensação estranha de morbidez por estar a visitar um cemitério. Mas Père Lachaise não é apenas um cemitério. É uma autêntico quarteirão de arte. E as milhares de obras de arte que lá existem e as milhares de pessoas que também por lá andavam convenceram-me disso.





Jim Morrison’s resting place. Já sabia ao que ia, portanto não esperava algo grandioso. Bem pelo contrário. Dadas as circunstâncias do morte do senhor, foi-lhe dado um funeral do mais simples que havia. Daí que a sua campa não seja absolutamente nada condicente com a vida que levou e a arte que produziu. Seja como for, não deixa de ser forte a sensação de se estar ali perante um ícone da música, para o bem e para o mal. E ao som dos Doors, o momento pode ser até inspirador. De “guarda” esteve, estava e continuou a estar um hardcore fan dos Doors. Recostado a uma campa vizinha, fones nos ouvidos e meditação apenas interrompida por dezenas e dezenas de visitantes que por lá passavam. Com cara de poucos amigos, como que não querendo partilhar o momento e o espaço com simples voyeuristas e fotógrafos, pessoas que com certeza na opinião dele não dão o devido valor ao local, o olhar do gajo transpirava pudor para os que se encontravam em seu redor. E eu sendo um dos que perturbava o seu momento, axei por bem respeitar e deixá-los sós. Li algures na net que a campa do Jim é o 4º monumento de Paris mais visitado. Duvido mesmo muito que seja verdade. Mas que a campa dele é de longe a mais visitada em Père Lachaise e a única que requer barreira e um guarda constante, é um facto.
Campa da pequena grande Edith Piaf. Vindo mesmo a calhar, aconselho vivamente a visualização do seu filme biográfico, La Vie en Rose, onde a actriz Marion Cotillard faz um fabuloso papel, merecendo bem a nomeação para o Oscar deste fds. Vejam é o filme legendado, pois é grande foda na cabeça tentar vê-lo só em Francês… lol. Mania de pensar que faz bem à aprendizagem da língua…

Campa de Oscar Wilde. A mais bizarra de todas, por todos os motivos e mais algum. É famosa a tradição dos beijos na sua campa. Pelo que me contaram, cada 6 meses lavam aquilo. Portanto podem imaginar o número de beijos que o homem já levou… lol. É bonito que a obra de alguém vá perdurando no tempo e que mesmo depois destes anos todos após a sua morte, consiga ainda provocar actos deste género.

Como podem ver, a zona genital da campa deste senhor, Victor Noir, encontra-se desgasta, sinal óbvio de que alguém tem andado por ali a brincar. Achei bizarro, por isso fotografei e vim para casa tentar descobrir a razão daquilo. Pelos vistos, dada a (avantajada) protuberância na zona genital da sua estátua/campa, é sabido que mulher que queira engravidar ou ficar mais fértil, terá de passar a mão (ou outra coisa…) por aquela protuberância et… voilà! Bebé a bordo! Lol. Mais informação para as interessadas, aqui (by the way, já não há lá nenhuma barreira, portanto estão à vontade para mexer).

A zona de Bastille (estas duas fotos) é das mais bacanas da cidade. É um dos locais nocturnos, portanto com muita boa onda e bué de pessoal novo. Foi nesta zona, precisamente, que Jim Morrison escolheu viver nos últimos anos da sua vida. Relativamente a este tema, há uma brutal praça na zona de Bastille onde se diz que Jim terá escrito a maioria do seu material de fim de vida, inspirado na beleza do local. Aquilo é de facto fabuloso. Já estive lá uma noite, mas não tinha máquina comigo para registar o local. Em breve volto lá e depois publico aqui. Sei que pareço um freak fan dos Doors com isto tudo. Não o sou e vocês sabem bem. Curto-os bué, mas não o suficiente para ser mesmo fã. Apenas acho que devo aproveitar tudo aquilo que Paris me proporciona e se o Jim ainda anda por cá, I thought I should look for him 😉

Ai… perdição. E não são apenas as Fnac. Aliás, maior perdição são as lojas de discos mais pequenas. Mas sobre isso falarei durante esta semana…

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