February 25, 2008 0

Petites vues de Paris [4]

By in Petites vues de Paris

Se há algo que me fascina e surpreende em Paris, é que a cidade respira cultura. Por todos os cantos se vêem pequenas livrarias, maioritariamente de livros em segunda mão, todas elas cheias de clientela. De todos os géneros e de todas as idades. Livros a 0,20€, 0,50€, 1€, 1,50€, etc. etc. Até livrarias há que oferecem livros! É de facto impressionante. Não venho para aqui armar-me em amante de livros e criticar a pouca leitura que se faz em Portugal, pois eu próprio, apesar de ler imenso jornais&revistas, confesso que de livros não sou muito amigo. Lá acontecem ciclos de x em x tempos que me dá um vaipe ou uma certa vontade de ler. Mas não passa disso. E mesmo um livro demora-me sempre imesno tempo a ler. Mas estando aqui envolto de tanto livro (ele é nas livrarias, no metro, nos autocarros, nos bancos do jardim, nas esplanadas dos cafés, e, pasmem-se!, até entre concertos, caso que vi entre o espectáculo dos Caribou e o concerto de José Gonzalez este domingo), é impossível não ter invejo primeiro e vontade em segundo lugar para também andar sempre com um livro de bolso… no bolso. Aqui o livro não serve apenas para embelezar prateleiras. Serve mesmo para instruir e viajar por outros mundos

Os Bateaux Mouches são uma forma alternativa de se conhecer a cidade. Rio acima e rio abaixo, por preços muito, muito acessíveis, faz-se um passeio de cerca de 1h e pouco que vale bem a pena fazer. Se se conseguir fazer a viagem ao fim da tarde, apanhando metade do tempo a luz do dia e a outra metade a noite contrastada com a bela luminosidade da cidade, melhor ainda.

Este jovem de máscara à la orgia “Eyes Wide Shut” está todos os fds nos arredores do Centro Georges Pampidou a dançar ao som do tinitilhar das moedas. Nada de especial e que merecesse a minha grande atenção. Só que num dos vários domingos em que por lá passei, algo de diferente havia. Do seu lado, um escandinavo passadão fazia mais e melhor espectáculo que o homem da máscara. Cada vez que e moeda caía, era ver o gajo a dar show a dançar. Armado com o seu bigodinho e gabardine&chapéu à Inspector Gadjet, o homem roubou o espectáculo a Dartanhão do lado. É certo que tinha com ele um grupo de 10 ou 15 amigos que se partiam a rir, mas mesmo assim é de coragem!

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