February 27, 2008 0

A (sort of a) concert review

By in Musica

Não vou entrar em grandes detalhes sobre o concerto de José Gonzalez de domingo. Não tenho jeito para fazer grandes revisões, como o André, por exemplo. Sim, foi excelente. Sim, tocou todos os seus maiores êxitos: Heartbeats, Down the line, Teardrop e acabou o concerto ao som dos Joy Division com o Love will tear us apart. Foi muito, muito bom. Não, nunca trocou de guitarra. Apenas afinava e desafinava a que tinha com ele, consoante a canção. Sim, era so ele, a guitarra e um outro instrumento deveras intrigante : o seu pé e um tapete que deveria estar ligado a uma qualquer pedaleira que transformava os seus batimentos do pé numa qualquer bateria. Não é de grandes conversas, mas foda-se, toca tanto.

Foco-me sim naquilo em que sou um pouco mais especialista: nos discos, eh eh. A bancada do José Gonzalez, para além da parnoplia comum que se costuma encontrar a venda em concertos (t-shirts e pins), tinha uma bela secção de discos a venda. E nunca tive tanta vontade de voltar a comprar discos que ja tinha… Passo a explicar : a venda estavam os seus dois álbuns (formato CD), um a 10€ (Veneer – 1° album) e o outro a 15€ (In our Nature). Uma autêntica pechincha! Sim, leram bem. Uma pechincha. é que os CDs do senhor José Gonzalez estavam todos autografados por ele! Fonix, 10€ por um CD autografado pelo José Gonzalez?, pensei eu. Era um facto. Nunca me arrependi tanto em já ter os álbuns do gajo em casa. Para quem, como eu, da tanto valor ao original, como sera com um original autografado? E depois de ver uma mulher gorda (eu sei que o facto de ela ser gorda nada tem a ver com o caso, mas é apenas uma forma de carregar mais raiva sobre o assunto… lol), que claramente nunca tinha ouvido José Gonzalez na vida antes do concerto e que teve, porventura, um amigo ou familiar iluminado que lhe mostrou a luz, a levar para casa por uns míseros 10€ uma copia autografada do Veneer, não tive outra alternativa que não… adquirir os 3 singles que estavam a venda a 3€, cada um deles com um lado b inédito. Eram eles o “Killing for Love” com o lado b “Smalltown Boy“, o “Teardrop” com o lado b “Four Forks Ache” e por fim o “Down the Line” com o lado b “Neon Lights“. Escusado sera dizer que os lados bs sao muito bons e que fiquei, de certa forma, saciado. Mas aqueles CDs autografados ainda me estão aqui encravados…

Nota final para os Caribou que me surpreenderam muito positivamente. Duas baterias, duas guitarras e um louco baixo so poderiam dar naquilo. Muito bom som e uma energia brutal. E o ultimo álbum deles (Andorra, salvo erro), pela amostra, é qualquer coisa. Eles vão estar por Lisboa em Abril. Se puderem, não percam.

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