
“Também há demasiadas coisas nos anos 60: um muro em Berlim, uma guerra na Argélia (…), um golpe de Estado em Cuba, quatro ingleses no “Ed Sullivan Show” (e depois os mesmos quatro ingleses no céu com diamantes), um assassinato em Dallas, uma marcha em Washington (e um homem com um sonho, e mais um assassinato), um concílio no Vaticano, um apocalipse no Vietname, uma revolução cultural na China, um cadáver bonito na Bolívia, uma Primavera em Praga, um mês de Maio em Paris, um festival em Woodstock, um protesto em Berkeley, uma mulher na cama (mas na cama com a pílula, e isso mudou tudo), um homem na lua.”
sabes, o que mais me fode, para além de não ter estado nas ruas de Paris em 68, é ter cada vez mais forte a terrível sensação de que, a minha geração, ou a nossa geração, está cuidadosamente a dar destruir o legado de Maio!, que, supostamente, deveria de ter chegado até nós… &$#$($)#”
Isso é uma conversa que exige mais do que espaços de comentários como estes que utilizamos. Há muita coisa boa que poderiam ser extraídos dos anos 60 e utilizados pela nossa geração: Mas a questão não é tão simples quanto isso. E assim sendo, fica a extrema curiosidade de saber como terá sido viver nessa década, em países que não Portugal, claro.