Vivemos um momento social e económico absolutamente histórico. Creio não ser necessário ser-se um perito em economia para perceber isso. Basta ver o que aconteceu não aconteceu há umas horas atrás nos E.U.A. para se perceber que the times, they are a-changing. Uma coisa é certa, vai ser uma viagem e tantas e estou curioso para ver a evolução da coisa. Houve alguém que um pouco assustado me disse há uns dias atrás que, lentamente, o Marxismo está a voltar à ribalta por força das circunstâncias e da paranóia dos Governos, que sucessivamente vão tapando buracos do sistema capitalista com o dinheiro dos contribuintes. Isto quando íamos precisamente a passar em frente a uma livraria aqui em Londres, onde estavam na montra grandes posteres em destaque a publicitar precisamente um qualquer livro sobre o socialismo. Lol. A regulação, ao que parece, veio para ficar.
Espelho do que se vai passando é o que está a acontecer no Japão, por exemplo. “Um livro editado em 1929 (…), ‘The Crab Ship’, escrito pelo japonês Takji Kobayashi, é um verdadeiro manifesto marxista que está a ser consumido em larga escala pelos leitores japoneses entre os 20 e os 30 anos. (…) Já foram vendidas cerca de meio milhão de cópias…” (in Ípsilon de 5 Setembro 2008).
Actualmente não tenho conhecimentos económicos suficientes para poder dizer com toda a segurança de que sou apologista de um sistema ou de outro. Ou mesmo do meio termo. Mas tenho a sensação de que estou prestes a viver uma aula de economia que muito me vai ensinar. Enquanto isso, ao que parece, ele anda mesmo por aí… Lol.

Hiii Ricjooo,
de facto é preocupante a crise. Parece ser um repeat da crise dos anos 30, mas mais lenta e gradual. Em jeito irónico, talvez a quebra do consumismo até faça bem ao planeta, uma vantagem. E por outro lado, pode ser que ajude a reformular as vidas das pessoas, das estruturas das sociedades e dos governos para uma coisa melhor. Talvez um regresso a um maior localismo em vez de globalismo, especulo eu. Hard times are ahead, mas espero que não muito graves. Bem, as pessoas voltam-se mais para as boas coisas da vida que são gratuitas: amigos, criatividade, arte, natureza, amor, sexo…