
Diz-me o Francês com quem moro, num tom de orgulho como quem demonstra ter algum conhecimento da cultura Portuguesa, “I have a bottle of the famous Portuguese green wine”. Hmmm… Vinho Verde. Onde tudo começou para mim… lol. “Really? Let me have a look”, respondi eu, à espera de ver um qualquer vinho do Minho ou arredores, de grande qualidade, dado o estatuto do Francês na empresa. Pego na garrafa e dou de caras com um rótulo do género “Portuguese Green Wine”, exactamente como a garrafa na imagem (mas Vinho Verde ao invés do Rosé). Viro a garrafa no intuito de saber qual a Quinta ou Herdade que produz esta marca branca para Inglaterra e dou-me de frente com uma qualquer Quinta de… Rio Maior, essa famosa localidade de Vinhos Verdes… Coitado do Francês que iria levar com aquela garrafa, à espera de saborear pela primeira vez a famosa frescura do Vinho Verde Português, defraudando as suas expectativas em relação à qualidade do produto e possivelmente inibindo-o de voltar a adquirir um produto nacional do mesmo género no futuro, para além da má publicidade de boca-a-boca que tão importante é num mercado como o dos vinhos. E ainda por cima a dita garrafa não contribuia para o salvamento do Miguel.
“Forget that bottle”. “I’ll bring you a proper one next week from Portugal”, disse-lhe.
E agora sim, com uma garrafa de Gazela já no frio, à espera de ser saboreada como deve ser pelo meu housemate, creio ter feito a minha pequena parte na (boa) promoção do produto nacional. Isso, ou ter obtido o direito a um Brie ou Roquefort trazido por ele aquando da sua próxima visita ao seu país natal… Isso é que era.
Pá, agradecendo a preocupação, informo que o Miguel está bem e não precisa de salvação.
Lol… Não te enganaste no post a comentar…? 😉
lol não.
GAZELA: excellent choice 🙂