
O que aconteceu na madrugada de ontem foi, de facto, um momento histórico. Mas foi um momento histórico simplesmente porque Obama foi o primeiro Afro-Americano a ser eleito para Presidente dos Estados Unidos e não porque o Super-Homem tenha chegado ao lugar mais poderoso do Mundo. Dizer-se que esta eleição marca o fim, ou início do fim, do racismo e achar-se que brancos e negros passaram-se a dar sem problemas de forro racista, da noite para o dia, é uma autêntica utopia. Fez-se história, sim. Mas não se aboliu o racismo nem ele deixará (infelizmente) de existir. Acredito em mudanças na direcção política dos E.U.A. e consequentemente na direcção política do Mundo, mas não sou ingénuo ao ponto de pensar que a partir de agora vai ser mais fácil a um negro obter emprego ou simplesmente ser tão respeitado como um branco nos E.U.A.. E isto para não falar noutro overstatement que é acreditar-se que de repente todos os males terão solução e que todas as soluções a serem apresentadas serão boas. Obama é Humano. E Ser Humano erra.
Apesar disto tudo, agora é tempo de saborear, acima de tudo, a onda mais liberal e tolerante que soprará por Washington.
Here, here!!! Ainda bem que alguém concorda comigo, o Obama é um político, fez o seu papel bem, apresentou políticas que agradaram obviamente ao eleitorado norte americano e ganhou, mas não é o Super Homem ou o salvador da pátria (quanto mais do mundo!)! Mais, elegeram um afro americano, a sociedade americana percorreu um longo caminho em apenas 40 anos, mas se olharmos as estatisticas dos crimes, dos bairros sociais ou até da aplicação da pena de morte, verificamos que os seres humanos (que toda a gente ainda sente necessidade de nomear em primeiro lugar como pretos ou negros) de raça negra continuam a ser os mais atingidos, os mais desfavorecidos na sociedade norte americana e em todas as sociedades ocidentais!
Como diriam uns tipos que a malta conhece bem, acho que daqui a um ano os entusiastas até à exaustão do Obama, estarão a dizer que it “changes by not changing at all”.
Até sábado!
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… mas não sou ingénuo ao ponto de pensar que a partir de agora vai ser mais fácil a um negro obter emprego ou simplesmente ser tão respeitado como um branco nos E.U.A.
Mas pode ser que a partir de gora vá ser mais fácil a um negro obter emprego ou simplesmente ser tão respeitado como um branco… na europa 😉
Obama é a nova mensagem. Ganhou por isso e também pela azelhice do analfabeto do seu predecessor e do mau candidato que foi John Mccain (pouco expressivo, mas um grande senhor na hora de assumir a derrota).
Mas, nos USA acho que não há verdadeira esquerda do tipo PCP, PS, BE, Os Greens, Vitorino e Janita Salomé, etc. Há a Direita e uma Direita mais social. Ali fala o capital!
Mas, acho que todos temos de ficar contentes com o Barackinho.
Só aquela Sarah Pallin… é de fugir! Era a mesma coisa que a Fátima Felgueiras de repente se candidatasse a Presidente da Comissão Europeia. Glup!
Quem eh este “Luis Costa Ribas unplugged”? Decerteza que nao sou eu. E este blog nao devia aceitar comentarios de impostores
Sr. Luís Costa Ribas (caso seja de facto o verdadeiro), desde já agradeço-lhe a visita a este blog. Em segundo lugar, apenas referir que esse “Luís Costa Ribas Unplugged” foi um nick temporário que um amigo meu utilizou para se identificar neste post que, como pode bem ver, refere-se às eleições Norte Americanas e sendo o senhor um perito na política Norte Americana, usou-o apenas como referência e adulterou o seu nome apenas para não o confundirem com o autêntico Luís Costa Ribas. É um elogio a si, mais do que outra coisa.
Cumprimentos.
[…] é todos os dias que tenho a visita de uma figura ilustre como a de Luís Costa Ribas no meu blog, em forma de comentário. Mesmo que seja para reclamar, é […]