November 14, 2008 6

Reserva’98

By in Braga, Devaneios

Foda-se, o que eu não dava agora por um frango assado do Feira Nova, um pão tigre do mesmo estabelecimento, um pacote de Lays Vinagreta e umas Carlsbergs (deja vu). Se pudesse juntar-lhes em som de fundo o Black Market Music dos Placebo, recuar o tempo para o início desta década e fazer isso tudo por Braga, seria pedir muito?

Não há vida como a Académica. Não há não.

6 Responses to “Reserva’98”

  1. bhá bhá.. pá, são bons tempos… sem duvida.. mas talvez as coisas não sejam assim tão lineares.. até penso que se há pessoas que já passaram por uns bons momentos pós académicos, teu és certamente uma delas… não? estarei eu enganado? 😛 vá, faz lá um dia destes um post descritivo dos pontos bem positivos que advêm dos factos de não ter agenda de exames, não ter trabalho à bolonhesa e ter um ordenado no final do mês!, heim??.. 😛 não valerá mais a liberdade que ganhas desta tua nova independência do que a libertinagem que temos enquanto estudamos limitada por datas na agenda e por quem te nos paga os estudos… rsrsrssss… são duvidas que tenho.. 😛

    forte abraço!

  2. Zita says:

    Estou com o Ricardo (e já é a 2ª vez que comento – não sabes não obrigar as pessoas a por email e bla bla!!??)!!!
    Se eu pudesse hoje mandar umas aulitas, mesmo que teoricas, à fava e ir para a rua sentir, cheirar e fotografar este lindo dia de Outono, era mesmo isso que eu faria!
    Tiago, falas na limitação da vida académica, por causa da agenda de exames e de trabalhos, mas a vida académica é a menos limitativa! Experimente as limitações do relógio a tocar dia após dia após dia sempre à mesma hora, experimenta a sensação de oito horas num so espaço, com as mesmas pessoas, com uma pausa para almoço!
    Ai que saudades!, do Buraco Negro, de uma noite de semana que era para ser só uma ida ao cinema e acabava às 5h! A liberdade de poder faltar às aulas porque apetecia ir para a baixa passear ou ficar a curar as horas em falta de sono!!!
    Aqui se faltas tens que justificar porquê e dizer, não apeteceu não é hipótese e ganhas menos ao fim do mês por isso!
    Aí no teu mundo não recebes de uma entidade independente, é facto, mas se faltares a uma aula, não perdes nada! Ou muito pouco e ninguem te pergunta porquÊ!
    A tua vida neste momento é tua, de mais ninguém, a minha e do Ricardo, é nossa, é da roupa, da comida, do apartamento, da empresa onde trabalhamos…
    Ai saudades!!!!!
    🙂
    Desculpem o desabafo, é 6ª feira, está um dia lindo e eu estou fechada! GRRRRRRRRRRR!

  3. Ric Jo says:

    Tiaga~o, acho que posso fazer das palavras da Zita as minhas. E’ obvio que trabalhar tem muitas vantagens, sendo a independe^ncia financeira a maior delas. Mas essa independe^encia financeira e’ um pouco iluso’ria tambe’m, pois como diz a Zita e bem, tens impostos, agua, luz, gas, net, renda/impre’stimos, etc. etc. para pagar.
    Depois, quando passas a larga maioria do teu tempo no trabalho e a casa serve apenas para as horas entre as 19h e as 00h (onde ainda tens de jantar e tens as tarefas de lavar e passar a roupa ferro, limpeza, etc.), quando as pessoas com quem mais convives na vida sa~o os teus colegas de trabalho e na~o os teus amigos e fami’lia; quando 70% dos teus dias tens de te vestir de acordo com os formalismos de merda de escrito’rios, apesar de as u’nicas pessoas com quem vais estar serem os teus colegas de trabalho e na~o clientes (o que justificaria o tal co’digo de vestimento); quando aquele casaco, aquela camisola ou aquelas sapatilhas so’ podem ser usados ao fim de semana e a larga maioria do teu orcamento para a roupa tem de ir para camisas, sapatos e afins, vestimentos em que nunca gastarias um tusto, caso te pudesses vestir como gostas; quando tens um emprego das 9h ‘as 18h para o qual na~o nasceste ou o qual na~o te satisfaz plenamente (sejamos sinceros, a grupo de pessoas que faz mesmo aquilo que gosta e’ uma minoria muito pequena e infelizmente eu na~o faco parte dela!) ; quando, quando, quando… haveria ainda tanto por dizer. E isto so’ vendo os aspectos realistas de se trabalhar e na~o me referindo ‘as coisas boas que a vida acade’mica tem e que a Zita ta~o bem descreveu… Enfim, como disse no ini’cio, ha’ coisas boas, mas a balanca pende maioritariamente para o outro lado.

    Tens a vida toda para trabalhar, por isso na~o tenhas pressa em faze^-lo. So’ se e’ estudante acade’mico uma pequena parcela da vida. Trabalhador, e’-se para o resto dela.

    Beijo & abraco.

  4. obrigado pela vossa reposta. mas um gajo fica um pouco assustado… pronto, antes de ler já não anda muito encorajado com futuro que aí vem tendo em conta o estado do Mundo… mas pronto, há que manter uma esperançazinha em coisas boas que advenham do passar da etapa académica, carago!… 😉 se não onde é que vou buscar forças para estudar probabilidades e estatística esta semana… heim?!… pois… 😛

    cumprimentos bem rijos para os dois… 😉

  5. Abel says:

    Eu faço pulseiras na Rua do Souto
    Dope, guns, fucking in the streets (Revolution)

    Everything will blow tonight
    Either friend or foe, tonight

    Lol. Não conheço a Zita (pessoalmente), mas tem espírito sim senhor.
    No caso de Braga City, a estas horas era um cafézinho para iniciar o triatlo: CarlinhosBerg at home toda a tarde, CarlinhosBerg no BA (até às 4) e gasolina para aviões no Sardinha! Dia seguinte, dormir até às 14 h (lol! até às 18h!!!!) e vira o cd e toca o mesmo:

    Eu faço pulseiras na Rua do Souto
    Dope, guns, fucking in the streets (Revolution)

    Everything will blow tonight
    Either friend or foe, tonight

    Saudades, amigo…

  6. Ric Jo says:

    Muitas mesmo, my friend. Muitas mesmo. A ver se no Natal temos uma dose disto (ou mais!)

    Eu faço pulseiras na Rua do Souto
    Dope, guns, fucking in the streets (Revolution)

    Everything will blow tonight
    Either friend or foe, tonight

    Abraço

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