Lá fora, as castanhas continuavam caídas no chão, à espera de serem colhidas para depois servirem de companhia ao tinto que, horas mais tarde, não havia de ter descanso nem tempo para respirar. O termómetro, esse acompanhava e marcava a subida da temperatura que, gradualmente, se fazia sentir lá dentro. Concorrência teve a salamandra, pois fontes alternativas de calor não faltavam. Naquela noite, e apenas naquela noite, o silêncio geralmente proporcionado pelo muro imaginário que são a barragem, as árvores, o monte e o caminho de terra – única ligação ao mundo real – foi rompido por uma pequena maçã, ao qual se juntaram várias vozes e vários corpos, a darem forma à canção e ao ano que aí vinha. Aquilo sim, era uma verdadeira fuga.

essa fotografia foi um bom golpe de vista!!! gosto muito!!
Aquele sítio é ideal para fugas melancólicas ou mesmo medicinais! Água, terra, silêncio! é pena nao ser nossa…
Bom trabalho
Aquele sítio é ideal para tanta coisa bonita… Aquele sítio é fabuloso. Não é meu, nem é teu, mas será mais teu do que meu 😉
Talvez a repetir, noutro contexto, noutras condições, noutro momento mais tarde, quiçá…
Beijo*