Pode até ser coincidência ou uma mania minha, mas as capas dos jornais Público e The Times de ontém, só vêm reforçar o que disse aqui há tempos. E se pensassem pela própria cabeça, hã?
Pode até ser coincidência ou uma mania minha, mas as capas dos jornais Público e The Times de ontém, só vêm reforçar o que disse aqui há tempos. E se pensassem pela própria cabeça, hã?
É mania sua, sim. É absolutamente normal dois jornais partilharem a mesma fotografia de capa. Acontece mais do que se pensa dentro do próprio país. O Público sempre deu grande destaque a matérias científicas e outras que tais e é o único jornal português (diário ou não) que traz para a capa temas como a exploração espacial, o genoma humano e etc. É, assim, perfeitamente compreensível que essa capa tenha existido. O resto dos temas não tem convergência e os designs de capa não são sequer parecidos.
O que me leva para o post para o qual linka em que fala, pela primeira vez, nas alegadas semelhanças entre o novo grafismo do Público e o Times londrino. Por causa de um comentário chega à conclusão que o Público, além de copiar o Times, copia também o Guardian. O Público não copia o Guardian, o Público CONTRATOU o responsável pelo desenho gráfico do Guardian o que é bem diferença. Não estamos a falar de plágio ou de um roubo encapotado, mas sim de uma contratação, uma escolha criativa perfeitamente legítima. Mais: o autor, Mark Porter, vem creditado em TODAS as edições do jornal porque em todos os números do Público há ficha técnica e não há como inventar. Mais ainda: o Guardian só assumiu o presente design em 2005, ou seja, dois anos antes do makeover do Público. O conceito de identidade visual não é do Guardian, mas sim do criativo que ambos os jornais contrataram.
Seria bom tentar informar-se antes de partir para conclusões precipitadas.
Respeitosamente,
GC
Boas,
Desde já agradeço a sua opinião sobre o assunto e por a ter partilhado aqui. Parece-me pelo teor do seu comentário que trabalha no ramo em questão, o que lhe dá um leque de conhecimento do qual não partilho, nem de perto nem de longe. A minha profissão não poderia estar mais longe do ramo da comunicação social, e como tal não vou questionar a validade daquilo que diz. Aliás, o meu comentário no post é feito como leitor apenas, escrito num blog pessoal, envolto de posts que tanto podem falar sobre street art ou filas no supermercado – portanto vale o que vale. Não me assumo nunca no post como especialista no assunto, nem utilizei o post para reclamação oficial (ie, junto a qualquer tipo de figura de autoridade do jornal Público). Se o tivesse feito, com certeza que teria investigado bem mais sobre o assunto. Mas apesar disso, sou um leitor que embora não tendo obrigatoriamente conhecimentos técnicos nem estudos na área, pelo menos não aceita nem engole tudo aquilo que a comunicação social Portuguesa lhe apresenta. E como tal, voltaria – como voltarei concerteza – a emitir a minha opinião sobre aquilo que achar uma colagem demasiado fácil a meios de comunicação Britânicos que, convenhamos, é bem sabido serem fonte principal de inspiração para a larga maioria dos orgãos de comunicação social Portugueses. Creio que seria positivo para o país se todos os consumidores de informação em Portugal questionassem aquilo que lhes é apresentado, visto a preversão existente nalgumas relações entre as empresas que detêm os meios e alguns partidos políticos – mas isso é outro assunto que agora não importa discutir.
Em relação ao grafismo do Público em si e à contratação de Mark Porter, responsável pelo grafismo do The Guardian, você acaba por me dar razão pelo simples facto de ele ter sido contratado para tratar do grafismo e identidade visual do jornal. E isso é diferente do que a própria formatação do jornal (à falta de conhecimento da palavra técnica que se deveria usar, tomo a liberdade de usar esta), isto é – a criação do P2, por exemplo, que não existia antes do novo grafismo do Público, foi uma secção nova que se criou. Aqui estamos a falar de conteúdos e não de cores ou fontes de letras. O que é diferente a meu ver. E mesmo que fosse igual (que na minha opinião como simples leitor nao o é, apesar de aceitar que para os profissionais talvez o seja – não tenho conhecimentos para questionar isso), como leitor do Público consideraria (como considero) fraco aceitar-se uma proposta por parte de Mark Porter para criar uma secção completamente tirada a papel químico de um jornal já existente (ainda para mais, existente já há 2 anos na altura, como você próprio informa). Custa-me a crer que Mark Porter nao fosse capaz de criar algo diferente ou pelo menos, se quisesse mesmo criar uma secção com os conteúdos daquela, que lhe desse outro nome que não aquele. Só mesmo para ser diferente e evitar que pessoas leigas como eu os pudessem julgar por falta de originalidade – que é a opinião que tenho como tal.
Quanto à capa usada, aceito a sua opinião e dou-lhe razao, apesar de, volto a dizer, ser bem conhecida a ‘admiração’ que jornais como o Público têm pelos jornais aqui de Inglaterra.
Cumprimentos,
Ric