
Foi notícia por cá neste fds que o governo Britânico pondera introduzir uma taxa de £0,50 por cada ‘unit’ de álcool vendido no Reino Unido. Servirá esta medida para combater o fenómeno do binge drinking. Querendo isto na prática dizer que o preço das latas de cerveja e tudo mais que é álcool que estão à venda nos supermercados e off-licences, vão sofrer um aumento brutal no preço. A adicionar a isto, as promoções do género compre 5 e leve 6 serão proibidas. Os já elevadíssimos preços praticados nos pubs não sofrerão qualquer aumento, visto o seu preço excessivo cobrir a tal futura taxa.
Parece-me a mim que o governo do senhor Brown está completamente equivocado quanto a esta questão. Parece-me ridículo que alguém possa acreditar que os Ingleses vão deixar de consumir tanto álcool devido a um aumento no seu preço. Não será um aumento de uma ou duas libras por lata que acabará por evitar a aquisição da dita cuja. Mesmo que uma lata de cerveja passasse a custar £30, as pessoas deixariam de as comprar legalmente para o passar a fazer num mercado negro paralelo, com produto mais barato e de inferior qualidade. Ou seja, não é, nem de perto nem de longe, a solução para o caso.
A verdade é que os Ingleses bebem de caralho. E ver uma rapariga ou um rapaz totalmente estatelado no chão à saída de um pub é tão normal como ver um taxi preto nas ruas de Londres. É algo que de facto precisa de ser combatido. Mas combatido de uma forma correcta. E a mim parece-me que a forma mais efcaz de o fazer é através da educação e da mudança de cultura. O binge drinking está de tal forma enraizado por cá que só mudando as mentalidades dos mais novos e alterando a própria forma de beber em Inglaterra, se poderá ter sucesso.
Em vez de limitarem a larga maioria dos pubs a encerrarem portas às 23h, deveriam alargar mais os horários de funcionamento dos estabelecimentos públicos (já existem muitos bares abertos até à uma da manhã, mas não são suficientes), por forma a diluir mais no tempo a quantidade de álcool que se consume. É que beber 6 pints (ie, 3 litros de cerveja) em 3 horas tem obviamente um efeito mais nefasto do que se o mesmo for feito em 5 ou 6 horas. E o grande problema dos Ingleses está no facto de quererem consumir sempre muito álcool, tendo sempre pouco tempo para o fazer – o tal binge drinking. Outro aspecto é o facto de a cerveja se beber sempre aos pints e não aos meio-pints como em Portugal, por exemplo. E falo por mim quando digo que no momento da minha chegada por cá, beber um pint levava-me o mesmo tempo que beber a mesma quantidade de cerveja em Portugal, ou seja, bastante tempo. Mas passado quase um ano e depois de muitas horas de prática (lol), consigo empinar meio litro de cerveja (um pint) quase à mesma velocidade que uma imperial de 25cl em Portugal, logo o meu consumo num curto epaço de tempo também acaba por ser bastante superior do que o mesmo em Portugal.
Portanto uma das soluções seria a europeização da cultura alcóolica Inglesa. E se essa europeização foi bem sucedida em relação aos hábitos de café, não duvido que poderia igualmente sê-lo com o álcool. Cobrar cinquenta pennies por cada ‘unit’ de álcool nada resolverá e levará apenas à existência do mesmo número de alcoólicos, mas com menos moedas no bolso.
pá é uma tristeza… enfim.. por cá é a história do sal e da broa. o nosso querido governo socialista, grande pai prtector dos cidadãos e defensor do seu bem estar, não para com os seu tiques de querer controlar tudo.. enfim, é moda nesta triste europa..
… olha vou ver agora isto: http://www.imdb.com/title/tt0411705/, parece-me que irias curtir… 😉
abraço
Parece que caminhamos para o protecionismo global. E’ deveras preocupante e urge fazer-se alguma coisa para impedir que tal aconteca. Mas quando se e’ criado desde do berco (como o sa~o as novas geraco~es) envolto de ca^maras de cctv e com governos que teimam em tomar todas as deciso~es por ti, propagando a mensagem de que assim esta’s protegido e o teu bem-estar assegurado, preve^-se uma luta difi’cil. O tempo corre a favor do proteccionismo.
Hmmm… Na~o conhecia esse filme. O plot parece-me muito bem, indeed! Teve foi somente 5.0/10 de avaliaca~o, se bem que isso na~o queira sempre dizer alguma coisa. Orientas isso em divx na pa’scoa…? 😉
Tenho de concordar que cada vez que vejo as notícias levo um valente susto. Esta história de espalhar camâras, forçar-nos a pôr chips (pagos por nós), aumentar preços de tabaco, alcoól. Fazerem uma constante lavagem cerebral ao povinho com programas rídiculos com mensagens subliminares de que a conformidade é que é boa. Pior, essa mania paternalista de tomar decisões por nós, como se fossemos umas crianças novas demais para saber o que andamos a fazer, com foi o exemplo do “não-referendo” sobre o tratado de lisboa. Esta democracia tem um cheiro a 1984, ou Brave New World, não sei bem porquê… Talvez mais Brave New World com esta história da conservação criogénica de células estaminais, serei só eu a pensar que um dia poderão ter um uso errado?
É o mundo de Orson Wells transposto para a realidade. É mesmo isso. Aos poucos, as ideias vão passando do papel para a realidade e nós vamos assistindo à coisa muito paulatinamente. E depois, o estado lastimável da economia mundial também ajuda à festa. Embora não tenha nada a ver, tem tudo a ver. O neo-liberalismo de Thatcher e Cª. (ie, menor controlo e fiscalização possível do sistema financeiro por parte do governo) – supostamente – deu neste buraco enorme que se vê e agora os governos têm justificação para passar a controlar novamente tudo e todos. É mais uma onda (desta feita gigante) a ajudar à vaga. Veja-se o Jerónimo de Sousa que na semana passada pediu a nacionalização total de todos os bancos e seguradoras nacionais…!! É do caraças.
Aqui no Reino Unido, uma das características mais tipicamente Britânico, que é a ausência de um documento oficial de identificação, vai passar também à história, gastando-se milhões num controlo tipo-chip-em-cartão de todos os cidadãos.
Quanto às células estaminais, confesso que a minha mente ainda não tinha percorrido esse caminho. Julguei e continuo a julgar que a investigação que se faz mundo fora e que se vai agora começar a fazer nos States, nomeadamente, é conduzida por boas razões. Mas daí, já nem sei… Pode ser que tenhas razão…
É… as investigações são sempre conduzidas por uma boa causa. Só acho curioso que as mesmas mãos que se dedicam a essas boas causas se dediquem também a causas menos próprias. Não percebo grande coisa de química, biologia e afins, mas acho estranho que na busca de curas milagrosas os cientistas tropecem sempre em vírus mais mortíferos e afins. A conservação das células é realmente um avanço espantoso, mas o homem tem sempre aquela ansia de se fazer passar pelo criador, n? Eu tenho a mania da conspiração, eu sei. 🙂
O que realmente importa é que esta passividade incomoda, mas tb acredito que não durará para ser sempre. Pode ser que a crise dê uma ajudinha para acordar as mentes adormecidas aqui do ppl. Sempre quis viver uma revolução 🙂
ric oriento isso e muito mais!!! 😉 bem, desculpa a reposta curta, mas vou para uma aula!!!
Venha então daí essa revolução, que também quero um pouco! 😉
Tiago, no probs. Na páscoa, se fores à Cidade Pequena, orienta então. Entretanto, atenção às aulas!