April 2, 2009 3

4 canções e um post

By in Devaneios

ipod

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Dada a proliferação de aparelhos reprodutores de áudio (comprimido e de má qualidade – mas isso é outra história!) a que a sociedade assiste e dada a fraca apetência geral dessa mesma sociedade para a matemática – vamos ser sinceros, caso a “gente branca de olhos azuis” soubesse fazer contas, provavelmente não estaríamos no estado financeiro merdoso em que estamos – dada essa realidade, dizia, sou totalmente apologista de se converter as medições usadas no dia-a-dia, em unidades de medida de compreensão bem mais fáceis e com as quais todos se possam identificar. Podia-se começar logo pelas unidades de medição de distâncias. Para quê usar metros, pés, quilómetros ou milhas, se podemos usar uma canção como ponto de referência? Uma canção tem em média 4 minutos de duração. Tá feito. Não sei quantas milhas são da porta da minha casa à minha secretária, mas sei que em dias de trânsito estamos a falar de um álbum e duas canções e num dia de bom fluxo, oito canções. Isto tudo de autocarro. Já estão a ver a que distancia vivo do escritório, não estão? Nada mais simples.

Já agora, este post demorou-me 4 canções do Achtung Baby a escrever (queria perceber que “álbum de ruptura” , nas palavras do Jornal Ípsilon, era este, algo que pelos vistos o novo dos U2 não é. Já percebi.). Agora já conseguem apreender quão lenta é a minha imaginação.

3 Responses to “4 canções e um post”

  1. Helder says:

    excelente post 🙂 apoio a “metrica” ..

  2. Eu says:

    Muito bom mesmo!

    E mais engraçado em tempos alguém me mediu a sua distância de casa ao office por músicas ouvidas nas viagens…..

    Coincidências.

  3. Ric Jo says:

    Thanks, thanks. Já na Universidade havia quem também defendesse que se deveria usar o garrafão de vinho como moeda corrente, em vez de se usarem escudos ou euros, que como se sabe, escasseiam enquanto se é estudante. É que o vinho, especialmente o de cozinhar, que, diga-se, quando misturado com gasosa nem se diferencia de vinho ‘normal’, eh eh, nunca faltava! E em abono da verdade, creio que até cheguei (chegamos) a adoptar esse sistema monetário, pelo menos durante um aninho 😉

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