July 9, 2009 6

Devagar se vai ao longe*

By in London

Comecei a conduzir a sério por estas bandas há uns dias atrás e cheguei a uma conclusão rápida e, porventura, dispendiosa também: o mais difícil de se conduzir por cá não é ter que o fazer à esquerda, nem com o volante do lado contrário ou meter mudanças com a mão esquerda. É ter mesmo de cumprir os limites de velocidade, já que as câmaras (radares) estão literalmente por todo o lado. Desde das estradas com limite de 30mph (50km/h) às autoestradas de 70mph (113km/h), são mais que as mães e a quinta mudança dentro da cidade não mexe. N’existe pas. Para quem foi criado como condutor português, em estradas portuguesas, cumprir limites de velocidade não é das coisas mais naturais. Tá foda.

* Que remédio.

6 Responses to “Devagar se vai ao longe*”

  1. Pedro Gonçalves says:

    Não morro de amores pelos ingleses (não me aquecem nem me arrefecem =P ), mas admiro um país onde as regras são feitas para serem cumpridas. Qualquer dia quero experimentar um país desses.

  2. miguel says:

    e nao te esquecas de q, embora aqui se conduza pela esquerda, a prioridade continua a ser à direita. o que e’ muito mais eficiente.

  3. pepasapep says:

    Quanto mais a norte (países), mais regrados são. Mas eu tinha ideia que ser conduzido pelos transportes públicos aí, era mais rápido e barato! Enquanto os condutores portugueses não forem como os italianos ou chineses, tudo ok.
    Aguenta aí e mete um calço debaixo do pedal da direita. 😉
    Fica bem

  4. li says:

    fui uma vez parada pela polícia na irlanda do norte por excesso de velocidade. ia a cerca de 80km/h numa zona de 30milhas/h (à boa maneira lusa). a minha sorte foi o sr. polícia ter acreditado na minha estória de eu me ter enganado na conversão milhas-km, pois o meu carro era “europeu” (matrícula portuguesa e volante à esquerda). safei-me com uma advertência, mas o fulano ainda ficou uns valentes minutos à conversa comigo.
    o que não vale ser mulher (às vezes…).

    http://in-comprehension.blogspot.com/2008/06/supersties-vs-realidade.html

  5. Ric Jo says:

    Pedro, as coisas por cá, por norma de facto funcionam. Essa costuma ser a regra e não a excepção. Mas há casos em que tu olhas para a coisa e só te vem um pensamento à cabeça: control freaks. Neste caso do código da estrada, acho muito bem o controlo apertado. Apenas terei de me habituar a ele. Nada mais. Mas em casos com higiene e segurança no trabalho, só mesmo passando por ele é que se vê que caír no exagero às vezes pode ser caír no ridículo.

    É isso mesmo, Miguel. Porque se a prioridade fosse também contrária, a coisa ainda seria mais difícil de apreender.

    Pepinhas, por aqui! 🙂 Os transportes públicos daqui são mais numa coisa em relação ao qualquer outro local onde tenha estado: caros. Mais caros. Muitos mais caros. E para o serviço prestado, são caríssimos. Mas diga-se que apesar de tudo, a coisa funciona. Peca sobretudo é por ser caro. Lol… os italianos, esses malucos. A única vez que estive em itália, ganhei genuíno receio em passar numa passadeira. Mesmo com semáforos vermelhos para os automóveis. Puta que os pariu.

    Ou calço debaixo do pedal ou bolsos fundos para pagar multas. Opto pelo primeiro.

    Lol… Li. Justificaste que estavas a fazer um mestrado e que não tinhas sabido converter as unidades (IPQ, para que te quero!)… lol! 🙂 O sr. polícia foi mas é pelo facto que referes na última frase do teu post, só pode! 🙂 A verdade é que nós é que estamos mal habituados e a coisa se deve fazer como cá por cima. Essa é que é essa.

    Por acaso vou trocar a minha carta pela Inglesa, mas a palavra “gratuita” não fará parte do contexto, a menos que tenha as palavras “não é” atrás.

    Beijos e abraços.

  6. Helena says:

    Até sou bastante cumpridora do código, mas não há coisa que me irrite mais do que os limites de velocidade exagerados. Tentam compensar a falta de civismo com limites impraticáveis para quem precisa de chegar a algum lado a tempo e horas. Continuo a dizer que devíamos ter aulas de civismo, em vez de religião e moral…
    Tal como a Li, também eu já escapei à multa e tenho consciência de que um rapaz não escaparia. Por acaso os polícias são meus amigos 🙂

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