
Feitas as contas aos gastos diários com metro e comboio contra os custos de adquirir um automóvel de baixa cilindrada em segunda mão, manutenção, road tax, inspecção e gasolina/gasóleo mensal, é-me economicamente mais eficiente adquirir e usar o automóvel para ir e vir do trabalho. Assim o farei.
As políticas de incentivo à eficiência ambiental, aqui pelo reino pouco unido, de eficientes não têm muito, tá visto.
olha, olha.. e a gingla????.. amanhã telefono-te. abraço.
Uma coisa nao interfere com a outra 🙂 Uma (essa) e’ para andar dentro da cidade. O outro (poluente) e’ para ir para o trabalho, ja que pedalar 30 milhas de manha nao seria propriamente pratico, eh eh.
Grande abraco!!
O que eu curto, esta novilingua ecofriendly. “Eficiencia ambiental” wtf?
Tem tudo base na actual palavra-mor do ambiente: Sustentabilidade. Tornar o ciclo de vida de um processo, seja ele qual for, mais eficiente ambientalmente como forma de reduzir o ‘carbon footprint’ e tornar sustentavel todo o ciclo. Quem tomar atencao aos discursos politicos e corporativos de hoje em dia, ha-de la ver essa palavra variadissimas vezes. Politiquices. Mas fora isso, a sustentabilidade tem fundamento e logica, na minha opiniao.
Infelizmente essa palavra mor de actual tem pouco…já tem barbas. Aliás infelizmente só agora o mundo olha para ela de outra forma!
Have a look: http://pt.wikipedia.org/wiki/Clube_de_Roma
Thanks pela info! Desconhecia este grupo. Mas 1968 e’ a long time ago, de facto. Alias, como tu ja explicaste, porventura ha muitos grupos em locais como as Nacoes Unidas que sao desconhecidos devido ao seu trabalho ser invisivel (mas fulcral) ou por ser inconsequente (como explicaste, muita parra e pouca uva). A sustentabilidade e’ uma palavra que se emprega agora por tudo e por nada. Ca na empresa, lancam-se campanhas internas com essa palavra a ter o maior destaque. E’ o politicamente correcto. E os politicos usam-na da mesma forma. Mas a realidade e’ que e’ so’ retorica.
Diga-se tambem que na universidade, por exemplo, uma das dezenas cadeiras de ambiente que tive era baseado num projecto para a sustentabilidade do Parque Nacional Peneda-Geres. Tivemos um semestre inteiro a trabalhar naquilo e digo-te que nao conseguimos chegar a grande sitio dado a dificuldade descomunal que e’ estudar tal coisa. E’ tanta informacao que se torna muito dificil chegar a conclusoes sobre o assunto. Mas uma coisa e’ certa: que se deve lutar pela sustentabilidade dos infinitos ciclos existentes no planeta, por mais dificil que seja, disso nao tenho duvidas.
“The planet is fine, people are fucked” 🙂
O planeta pode nao tar tao fodido como apregoam, mas nao ache que esteja fine! 🙂 Seja como for, mesmo que seja apenas por razoes monetarias e nao ambientais (apesar de nao concordar), os estudos de sustentabilidade sao viaveis e devem ser feitos, nem que o intuito seja apenas o de diminuir despesas desnecessarias.
se tiveres curiosidade/dúvidas, podes sempre calcular a tua contribuição para a poluição global 🙂
http://www.carbonfootprint.com/calculator.aspx
🙂 Por acaso nao sou fixado em carbon footprints e coisas afins. Acho que alguma poluicao e’ resultado natural e inevitavel da evolucao e de alguma quialidade de vida. Mas fiz o teste para ter alguma ideia de a quantas ando. Resultado:
– Your footprint is 2.25 tonnes, which equates to 8.05 tonnes per year
– The average footprint for people in United Kingdom is 9.80 tonnes
– The worldwide target to combat climate change is 2 tonnes
Fazendo fe no site, nem tou muito mal. Mas a margem de erro deve ser qualquer coisa e obviamente que e’ meramente indicativo… Obrigado pelo link, li!
Eu nao concordo com nada dessas “carbon footprints” e futuros “carbon taxes” e afins que so vao trazer pobreza as pessoas e ainda maior peso dos estados nas nossas vidas. E nao me considero nenhum radical; radicais sao os crentes da nova relegiao ambiental.
Como diz:” Vaclav Klaus, current president of the Czech Republic who lived through the Soviet Union’s domination of Czechoslovakia during the Cold War, knows firsthand “that the higher the wealth of society is, the higher [too] is the quality of the environment.” And he warns that the current environmental hysteria is but communism repackaged: “This ideology preaches Earth and nature, and under the slogans of their protection — similarly to the old Marxists — wants to replace the free and spontaneous evolution of mankind by a sort of … global … planning of the whole world.”
Ainda sobre o “problema” do carbono e fontes de (transformacao de) energia limpa, um artigo interessante:
http://pajamasmedia.com/blog/nuclear-energy-the-only-solution/
cheers
Interessante. Ainda nao tinha ouvido essa ideia de produzir gasolina quimicamente. Embora fosse preferivel desenvolver os motores electricos, agrada-me a seguinte ideia:
“Furthermore, creating gasoline by using carbon dioxide from the atmosphere would just endlessly recycle the CO2 between our cars and the atmosphere. ”
A ver se isto nao passa de um sidenote e que faca algum impacto sobre o assunto.
Apenas uma correccao, os motores electricos ja estao mais q desenvolvidos e as baterias, o calcanhar de aquiles dos veiculos electricos, estao em desenvolvimento.
E depois, mesmo que todos os carros fossem electricos, a electricidade tem de ser produzida nalgum lado, e nao sao as eolicas nem solares nem biofueis q chegam para a encomenda.
A electricidade necessaria tera de ser produzida por centrais nucleares, e/ou a centrais de carvao/fuel.
A fisica e’ lixada, e nem com muita forca de vontade utopica da comunidade verde se consegue escapar a inevitabilidade da energia nuclear (de fissao ou fusao) e ‘a base de hidratos de carbono.
A nao ser que se queira viver sem tecnologia, numa harmonia “tribal” com a natureza. Como alias muitos greenies advogam.
Sobre isto (qual a fonte de energia que resolvera os problemas energeticos e a paranoia do global warming), aconselho ver este episodio da serie Horizons da BBC: http://www.youtube.com/watch?v=QXcyH7QE7rU&feature=PlayList&p=BD97C36A4597D41C&index=0&playnext=1 (para alem da banda sonora 🙂
Por incrivel que pareça, por estas bandas e mais precisamente no circuito de SpaVilaRealochamp que tenho também sai mais barato ir no próprio carro do que nos transportes públicos… Ah, progresso!
Obviamente que sei que a producao de electricidade implica a producao de carbono, tirando as energias renovaveis e nucleares. Mas ha uma que produz muita energia e que nao produz carbono ou pelo menos nao produz carbono numa quantidade equivalente ‘as demais referidas : as barragens hidroelectricas. E essas tambem sao possibilidades. Anyway, independetemente de a producao electrica implicar producao de gases de efeito de estufa, o processo em foco aqui (conduzir um automovel) deixara de os produzir, havendo logo um beneficio. Porque a producao de gasolina tambem implica producao de enormes quantidades de gases de efito de estufa, logo usando os motores electricos estamos a eliminar pelo menos uma das fontes.
Lol Abel, SpaVilaRealochamp. O mal dai e’a linha do Douro ser uma bosta. E com esses milhares de km de autoestradas novas por esses lados (A4, A24, etc) em que alguns dos trocos ate sao scuts, e’ claro que compensa muito mais o automovel!