… volto a ter 14 anos e a vestir a camisa. Acompanhando o regresso das camisas de flanela à moda, chega o ‘Black Gives Way To Blue’, novo álbum dos Alice in Chains. Primeiro álbum de originais da banda de Seattle desde de 1995 e desde da morte de Layne Stayley, aqui sim, temos um regresso do grunge puro. E isso será bom? Pela audição do primeiro tema do álbum que fiz há minutos, mau não é. Mas que será esquisito voltar a ter uma novidade dos AIC após estes anos, isso será. Mas vou guardar o treat para a viagem de comboio de amanhã. Venha daí essa camisa de flanela então.
Nice! Gostava tanto, tanto deles! E o vocalista é bom?
O vocalista tem uma voz muito parecida, mas o facto do Jerry Cantrell fazer sempre as segundas vozes ajuda e muito à causa. Por acaso não sou fã de bandas que continuem com o mesmo nome depois de vários elementos terem saído ou depois do vocalista ter bazado, mas no caso dos AIC tolero devido à tal dupla na voz.
Quanto ao álbum, não chego ao nível do Dirt, por exemplo. Mas uma coisa é certa: não tentaram re-inventar-se. E acho bem porque para isso não se ressuscitavam os AIC e começava-se com uma banda nova com som novo. É AIC puro e duro. Tem momentos razoáveis (nunca chegam à excelência, mas têm momentos bons) e têm momentos fraquinhos. All in all, foi um regresso mediano/bom. Não atingem a beleza melódica dos seus últimos trabalhos e dão mais ênfase ao puro grunge das guitarras a fundo dos primeiros trabalhos. Uma das canções a ouvir no próximo Plutão Anão já em poucos dias 😉
Ao menos valha-nos isso. Tenho de concordar contigo. É muito mau quando uma banda decide fazer uso do nome, que em tempos teve fama, para tentar vender “banha da cobra”. Só acho estranho, que nos tempos que correm, uma banda decida lançar um album grunge. Deve ser o gosto pela música que os move e não a necessidade de ganhar uns tostões… Anyway, se não é mau de todo, fico feliz. 🙂