March 4, 2010 12

Fact

By in Devaneios

I envy bimbos.

12 Responses to “Fact”

  1. Helena says:

    Estás sempre a tempo de te tornar num.

  2. Ric Jo says:

    Too late. Se nao aconteceu enquanto vivi 8 anos numa aldeia, nao e’ agora que vai acontecer.

    E’ dramatico.

  3. li says:

    it’s never too late. basta instalar uns tuning no teu carro (não te esqueças no cd pendurado no retrovisor interior), pôr o programa 22 do plutão anão nas alturas, uma corrente em ouro ao pescoço, camisinha aberta com os pêlos a espreitar para fora, calcinhas de ganga à boca-de-sino, o palito no canto da boca, o corte de cabelo “à foda-se” (curto em cima e comprido no pescoço)… and you’re ready!

  4. Ric Jo says:

    De facto a nivel externo, basta cumprir com esses parametros. O que nao faltam nas estradas nacionais sao exemplos a seguir. Mas eu por acaso ate postei este devaneio como um elogio aos bimbos. Verdadeiro elogio. Virado para o aspecto interior, apenas.

    Damn, que profundo.

  5. mMysteron says:

    Brack You!

  6. Helena says:

    ahahahah! Então, vamos lá ver. Se conheces assim tão bem o seu interior, estarás assim tão longe de te tornar um?
    Quando vi o post lembrei-me de algumas bimbas que conheço e pensei:”Realmente, têm mta sorte.” De certa forma têm a vida simplificada. São simples e fúteis, só se preocupam com coisas simples e fúteis, logo, são simplesmente felizes. Usar o cérebro complica.

  7. Ric Jo says:

    Conheco-os bem porque como ja referi, vivi numa aldeia durante muitas anos, portanto contactei bem com eles. Lol. Mas sim Helena, tas la. E’ isso mesmo – sao mais felizes. Diria ate genuinamente felizes. Depois dentro desse contexto da felicidade ha mais especifidades – uma das quais tenho muita inveja (coisa feia!). Mas sim, a coisa e’ mais ou menos essa.

  8. abel says:

    O verdadeiro bimbo tem uma coisa que mais ninguém tem: genuidade. Goste-se ou não, a criatura é genuína.
    E eu aprecio sinceramente o maço de cigarros guardado dentro da meia branca, as mangas da t-shirt com dobras, o cabelo com madeixas e o ar de “à foda-se…”, os colares e os anéis, etc.
    Bimbo é um gajo que faz tunning artesanal (e não com tecnologia de vanguarda) consigo próprio.
    É o gajo que, enquanto bebe umas cervejas, descreve ao pormenor como era capaz de fazer sozinho a contabilidade da sonae, que interrompe a cerveja para dizer como tinha posto em prática a teoria da relatividade e que sabe fazer as melhores rabanadas do mundo porque aprendeu com a dona mariquinhas da rua dele. É auto-suficiente, omnipotente e omnipresente.
    Mas, bimbo é também todo aquele que julga carregar em si a solução para todos os problemas do mundo, sem conseguir perceber que o mundo não quer saber dele pra nada.
    Hey people, relax… todos nós temos uma “costeleta” de bimbo… Só não cultivamos a parte estética da coisa. Penso eu de que…

  9. Cátia says:

    Estou maravilhada com o preconceito que para aqui vai!
    Então só há bimbos na aldeia? não há bimbos na cidade? Os bimbos são os que artilham carros? os que usam meia branca ? Isso faz de mim o quê? estou numa crise de identidade! Vivi na aldeia 20 anos, aliás continuo a viver porque não se pode dizer que Ourém seja propriamente uma “cidade”, não uso meia branca nem tenho tuning no carro! LOL!

  10. Ric Jo says:

    🙂 Nao fui eu que puxei o tema do aspecto dos bimbos. Nem estava a ser ironico quanto ao teor do post (nem ele tem alguma coisa a ver com esse aspecto/preconceito visual). Garanto.

    Portugal e’ por si so uma aldeia gigante, nao? Ai voltamos a entrar novamente numa discussao que por estes lados ja decorreu: o Portugal real. E realmente a meu ver, os bimbos (denominacao sem qualquer intencao perjurativa da minha parte – da mesma forma que nos rotulam de ‘betos’) perfazem a larguissima maioria do pais. Aldeias e cidades.

  11. Helena says:

    Concordo com o Abel, todos nós temos uma costela de bimbos, ou não fossemos nós portugueses.
    Alto lá e pára o baile! A mim ninguém me rotula de ‘beta’! No entanto, já insinuaram várias vezes que poderia consumir algum género de ácido.

  12. li says:

    é simplesmente mais fácil rotular pessoas pelo aspecto exterior do que interior. aliás foi a fotografia que colocaste que me levou a ir pelo caminho mais fácil.
    “bimbos”, “parolos” ou seja lá o que lhes quiserem chamar há em todo portugal e não somente nas aldeias do portugal profundo. e pior do que os verdadeiros “bimbos” (sim, esses que passam a tarde encostados ao balcão do café, no adro da igreja, a mandar bitaites) são os “pseudo-betos” que aparecem nas revistas cor-de-rosa, vestidos de “dolce&gabbana, cavalli, moschino, etc.”, que tentam ser algo que não são, que abrem a boca e…. é de bradar aos céus!
    pelo menos o quim do freixo (nome de um compatriota lá da minha terra) é verdadeiro, original e não se esconde atrás de máscaras nem de roupas de marca. é autêntico.
    e sim, tenho orgulhosamente uma costela de “parola” – passei 15 anos da minha vida numa aldeia e guardo boas recordações de momentos passados em tascas 🙂

    p.s. a ler: “brèves du comptoir” de jean-marie gourio – este senhor passou 10 anos a percorrer os tascos da frança profunda e recolheu os melhores bitaites que por lá se mandaram.

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