it’s never too late. basta instalar uns tuning no teu carro (não te esqueças no cd pendurado no retrovisor interior), pôr o programa 22 do plutão anão nas alturas, uma corrente em ouro ao pescoço, camisinha aberta com os pêlos a espreitar para fora, calcinhas de ganga à boca-de-sino, o palito no canto da boca, o corte de cabelo “à foda-se” (curto em cima e comprido no pescoço)… and you’re ready!
De facto a nivel externo, basta cumprir com esses parametros. O que nao faltam nas estradas nacionais sao exemplos a seguir. Mas eu por acaso ate postei este devaneio como um elogio aos bimbos. Verdadeiro elogio. Virado para o aspecto interior, apenas.
ahahahah! Então, vamos lá ver. Se conheces assim tão bem o seu interior, estarás assim tão longe de te tornar um?
Quando vi o post lembrei-me de algumas bimbas que conheço e pensei:”Realmente, têm mta sorte.” De certa forma têm a vida simplificada. São simples e fúteis, só se preocupam com coisas simples e fúteis, logo, são simplesmente felizes. Usar o cérebro complica.
Conheco-os bem porque como ja referi, vivi numa aldeia durante muitas anos, portanto contactei bem com eles. Lol. Mas sim Helena, tas la. E’ isso mesmo – sao mais felizes. Diria ate genuinamente felizes. Depois dentro desse contexto da felicidade ha mais especifidades – uma das quais tenho muita inveja (coisa feia!). Mas sim, a coisa e’ mais ou menos essa.
O verdadeiro bimbo tem uma coisa que mais ninguém tem: genuidade. Goste-se ou não, a criatura é genuína.
E eu aprecio sinceramente o maço de cigarros guardado dentro da meia branca, as mangas da t-shirt com dobras, o cabelo com madeixas e o ar de “à foda-se…”, os colares e os anéis, etc.
Bimbo é um gajo que faz tunning artesanal (e não com tecnologia de vanguarda) consigo próprio.
É o gajo que, enquanto bebe umas cervejas, descreve ao pormenor como era capaz de fazer sozinho a contabilidade da sonae, que interrompe a cerveja para dizer como tinha posto em prática a teoria da relatividade e que sabe fazer as melhores rabanadas do mundo porque aprendeu com a dona mariquinhas da rua dele. É auto-suficiente, omnipotente e omnipresente.
Mas, bimbo é também todo aquele que julga carregar em si a solução para todos os problemas do mundo, sem conseguir perceber que o mundo não quer saber dele pra nada.
Hey people, relax… todos nós temos uma “costeleta” de bimbo… Só não cultivamos a parte estética da coisa. Penso eu de que…
Estou maravilhada com o preconceito que para aqui vai!
Então só há bimbos na aldeia? não há bimbos na cidade? Os bimbos são os que artilham carros? os que usam meia branca ? Isso faz de mim o quê? estou numa crise de identidade! Vivi na aldeia 20 anos, aliás continuo a viver porque não se pode dizer que Ourém seja propriamente uma “cidade”, não uso meia branca nem tenho tuning no carro! LOL!
🙂 Nao fui eu que puxei o tema do aspecto dos bimbos. Nem estava a ser ironico quanto ao teor do post (nem ele tem alguma coisa a ver com esse aspecto/preconceito visual). Garanto.
Portugal e’ por si so uma aldeia gigante, nao? Ai voltamos a entrar novamente numa discussao que por estes lados ja decorreu: o Portugal real. E realmente a meu ver, os bimbos (denominacao sem qualquer intencao perjurativa da minha parte – da mesma forma que nos rotulam de ‘betos’) perfazem a larguissima maioria do pais. Aldeias e cidades.
Concordo com o Abel, todos nós temos uma costela de bimbos, ou não fossemos nós portugueses.
Alto lá e pára o baile! A mim ninguém me rotula de ‘beta’! No entanto, já insinuaram várias vezes que poderia consumir algum género de ácido.
é simplesmente mais fácil rotular pessoas pelo aspecto exterior do que interior. aliás foi a fotografia que colocaste que me levou a ir pelo caminho mais fácil.
“bimbos”, “parolos” ou seja lá o que lhes quiserem chamar há em todo portugal e não somente nas aldeias do portugal profundo. e pior do que os verdadeiros “bimbos” (sim, esses que passam a tarde encostados ao balcão do café, no adro da igreja, a mandar bitaites) são os “pseudo-betos” que aparecem nas revistas cor-de-rosa, vestidos de “dolce&gabbana, cavalli, moschino, etc.”, que tentam ser algo que não são, que abrem a boca e…. é de bradar aos céus!
pelo menos o quim do freixo (nome de um compatriota lá da minha terra) é verdadeiro, original e não se esconde atrás de máscaras nem de roupas de marca. é autêntico.
e sim, tenho orgulhosamente uma costela de “parola” – passei 15 anos da minha vida numa aldeia e guardo boas recordações de momentos passados em tascas 🙂
p.s. a ler: “brèves du comptoir” de jean-marie gourio – este senhor passou 10 anos a percorrer os tascos da frança profunda e recolheu os melhores bitaites que por lá se mandaram.
Estás sempre a tempo de te tornar num.
Too late. Se nao aconteceu enquanto vivi 8 anos numa aldeia, nao e’ agora que vai acontecer.
E’ dramatico.
it’s never too late. basta instalar uns tuning no teu carro (não te esqueças no cd pendurado no retrovisor interior), pôr o programa 22 do plutão anão nas alturas, uma corrente em ouro ao pescoço, camisinha aberta com os pêlos a espreitar para fora, calcinhas de ganga à boca-de-sino, o palito no canto da boca, o corte de cabelo “à foda-se” (curto em cima e comprido no pescoço)… and you’re ready!
De facto a nivel externo, basta cumprir com esses parametros. O que nao faltam nas estradas nacionais sao exemplos a seguir. Mas eu por acaso ate postei este devaneio como um elogio aos bimbos. Verdadeiro elogio. Virado para o aspecto interior, apenas.
Damn, que profundo.
Brack You!
ahahahah! Então, vamos lá ver. Se conheces assim tão bem o seu interior, estarás assim tão longe de te tornar um?
Quando vi o post lembrei-me de algumas bimbas que conheço e pensei:”Realmente, têm mta sorte.” De certa forma têm a vida simplificada. São simples e fúteis, só se preocupam com coisas simples e fúteis, logo, são simplesmente felizes. Usar o cérebro complica.
Conheco-os bem porque como ja referi, vivi numa aldeia durante muitas anos, portanto contactei bem com eles. Lol. Mas sim Helena, tas la. E’ isso mesmo – sao mais felizes. Diria ate genuinamente felizes. Depois dentro desse contexto da felicidade ha mais especifidades – uma das quais tenho muita inveja (coisa feia!). Mas sim, a coisa e’ mais ou menos essa.
O verdadeiro bimbo tem uma coisa que mais ninguém tem: genuidade. Goste-se ou não, a criatura é genuína.
E eu aprecio sinceramente o maço de cigarros guardado dentro da meia branca, as mangas da t-shirt com dobras, o cabelo com madeixas e o ar de “à foda-se…”, os colares e os anéis, etc.
Bimbo é um gajo que faz tunning artesanal (e não com tecnologia de vanguarda) consigo próprio.
É o gajo que, enquanto bebe umas cervejas, descreve ao pormenor como era capaz de fazer sozinho a contabilidade da sonae, que interrompe a cerveja para dizer como tinha posto em prática a teoria da relatividade e que sabe fazer as melhores rabanadas do mundo porque aprendeu com a dona mariquinhas da rua dele. É auto-suficiente, omnipotente e omnipresente.
Mas, bimbo é também todo aquele que julga carregar em si a solução para todos os problemas do mundo, sem conseguir perceber que o mundo não quer saber dele pra nada.
Hey people, relax… todos nós temos uma “costeleta” de bimbo… Só não cultivamos a parte estética da coisa. Penso eu de que…
Estou maravilhada com o preconceito que para aqui vai!
Então só há bimbos na aldeia? não há bimbos na cidade? Os bimbos são os que artilham carros? os que usam meia branca ? Isso faz de mim o quê? estou numa crise de identidade! Vivi na aldeia 20 anos, aliás continuo a viver porque não se pode dizer que Ourém seja propriamente uma “cidade”, não uso meia branca nem tenho tuning no carro! LOL!
🙂 Nao fui eu que puxei o tema do aspecto dos bimbos. Nem estava a ser ironico quanto ao teor do post (nem ele tem alguma coisa a ver com esse aspecto/preconceito visual). Garanto.
Portugal e’ por si so uma aldeia gigante, nao? Ai voltamos a entrar novamente numa discussao que por estes lados ja decorreu: o Portugal real. E realmente a meu ver, os bimbos (denominacao sem qualquer intencao perjurativa da minha parte – da mesma forma que nos rotulam de ‘betos’) perfazem a larguissima maioria do pais. Aldeias e cidades.
Concordo com o Abel, todos nós temos uma costela de bimbos, ou não fossemos nós portugueses.
Alto lá e pára o baile! A mim ninguém me rotula de ‘beta’! No entanto, já insinuaram várias vezes que poderia consumir algum género de ácido.
é simplesmente mais fácil rotular pessoas pelo aspecto exterior do que interior. aliás foi a fotografia que colocaste que me levou a ir pelo caminho mais fácil.
“bimbos”, “parolos” ou seja lá o que lhes quiserem chamar há em todo portugal e não somente nas aldeias do portugal profundo. e pior do que os verdadeiros “bimbos” (sim, esses que passam a tarde encostados ao balcão do café, no adro da igreja, a mandar bitaites) são os “pseudo-betos” que aparecem nas revistas cor-de-rosa, vestidos de “dolce&gabbana, cavalli, moschino, etc.”, que tentam ser algo que não são, que abrem a boca e…. é de bradar aos céus!
pelo menos o quim do freixo (nome de um compatriota lá da minha terra) é verdadeiro, original e não se esconde atrás de máscaras nem de roupas de marca. é autêntico.
e sim, tenho orgulhosamente uma costela de “parola” – passei 15 anos da minha vida numa aldeia e guardo boas recordações de momentos passados em tascas 🙂
p.s. a ler: “brèves du comptoir” de jean-marie gourio – este senhor passou 10 anos a percorrer os tascos da frança profunda e recolheu os melhores bitaites que por lá se mandaram.