April 28, 2010 6

Portugal ontem disse:

By in Portugal

“corta rating”

“fechou em forte queda”

“ataque dos mercados”

“tomar ‘todas as medidas necessárias’ para garantir confiança da dívida pública”

“novo máximo histórico”

“carácter de urgência”

“antecipar PEC”

“não tinha ‘aptidões’ mas tinha ‘padrinhos'”

“provas de recuperação incentivaram alunos a faltar mais às aulas”

“metropolitano de Lisboa está em falência técnica”

“burla no caso dos submarinos”

“todos os dias morrem em Portugal duas pessoas em consequência de acidentes rodoviários”

Colecção de frases/expressões chave da home page do jornal Público em 27 Abril 2010.


6 Responses to “Portugal ontem disse:”

  1. Helena says:

    Ainda te dás ao trabalho? Então, se visses o telejornal da SIC, ficavas com feridas nos ouvidos…

  2. Cátia says:

    Não ouvir não resolve nada! os problemas existem, fingir que não existem é o que temos feito até hoje!

  3. abel says:

    Síntese brutal! Situação desoladora. Concordo com a Cátia, mas diga-se em abono da verdade que a enxurrada de “casos” de comissões parlamentares, de discussões vazias e redundantes e o posterior “derrame” dessa massa informativa nos media tem como único objectivo baralhar inexoravelmente a cabecinha de um povo que não consegue absorver metade disso.
    Por exemplo: processo Casa Pia? O tempo de julgamento é superior ao tempo do Julgamento de Nuremberga… E todo o santo dia, vem uma notíciazinha na tv ou no jornal…
    Outro exemplo: Como é que vai acabar o processo pt/tvi? em nada! De dicussão em discussão, de argumentação à contra-argumentação; a apresentação de sínteses, antíteses e teses etc. e tal e, na prática, o julgamento e a pena já foi feita na praça pública. Daqui a seis meses ninguém se lembra.

    Naturalmente que no meio de tanta treta, quando chegam os verdadeiros problemas, já nem queremos saber. Vencidos pelo cansaço, “Vencidos da vida”…

    Triste, triste, triste é não haver uma referência ética e moral neste país à beira mar plantado.

  4. abel says:

    Errata: onde se lê “tempo de julgamento”, deve ler-se “duração de julgamento”.
    sorry…

  5. Ric Jo says:

    Nao e’ facil para mim ler esses titulos todos. Menos facil ainda e’ ouvir a BBC, por exemplo, falar tantas vezes sobre Portugal numa semana. Nunca somos noticia pelas boas razoes e e’ (quase) sempre mau sinal ser destaque em meios noticiosos extra-Portugal.
    Fico extremamente triste com a situacao e fico ainda mais preocupado com tudo o que se passa. Por altura do 25 de Abril fala-se sempre em revolucoes. A mim parece-me necessaria mais uma. Nao falo do povo ir para a rua e contestar o poder dos que la estao. Falo de uma revolucao baseada em tratamento de choque – acho que so quando batermos no fundo (e ja nao deve faltar mundo), so quando tivermos de recorrer a ajuda do FMI (o que nao sera a primeira vez) ou do recem-criado fundo Europeu e’ que cairemos na realidade. Andam funcionarios publicos a levarem a avante greves devido a aumentos insuficientes, quando a realidade dos numeros diz que provavelmente seriam necessarios cortes nos salarios. Andam os politicos e a justica a brincarem ‘as cortinas de fumo, quando andam PMEs a fechar todos os dias e corruptos a desviarem para os bolsos – o fosso entre os ricos e os pobres nao pa’ra de aumentar. Os politicos do pai’s nunca viveram a vida real e estao, como sempre estarao, envoltos de almofadas protectoras que os amparam no caso de cairem. E tudo isto me frustra sobremaneira. E’ muito facil o governo vir dizer que os mercados estao a exagerar, que as empresas de rating nao sabem o que fazem ou que os especialistas financeiros estao errados. Mas todos sabemos que a realidade nao e’ essa.

  6. Bruce says:

    Nao e’ facil para mim ler esses titulos todos. Menos facil ainda e’ ouvir a BBC, por exemplo, falar tantas vezes sobre Portugal numa semana. Nunca somos noticia pelas boas razoes e e’ (quase) sempre mau sinal ser destaque em meios noticiosos extra-Portugal.
    Fico extremamente triste com a situacao e fico ainda mais preocupado com tudo o que se passa. Por altura do 25 de Abril fala-se sempre em revolucoes. A mim parece-me necessaria mais uma. Nao falo do povo ir para a rua e contestar o poder dos que la estao. Falo de uma revolucao baseada em tratamento de choque – acho que so quando batermos no fundo (e ja nao deve faltar mundo), so quando tivermos de recorrer a ajuda do FMI (o que nao sera a primeira vez) ou do recem-criado fundo Europeu e’ que cairemos na realidade. Andam funcionarios publicos a levarem a avante greves devido a aumentos insuficientes, quando a realidade dos numeros diz que provavelmente seriam necessarios cortes nos salarios. Andam os politicos e a justica a brincarem ‘as cortinas de fumo, quando andam PMEs a fechar todos os dias e corruptos a desviarem para os bolsos – o fosso entre os ricos e os pobres nao pa’ra de aumentar. Os politicos do pai’s nunca viveram a vida real e estao, como sempre estarao, envoltos de almofadas protectoras que os amparam no caso de cairem. E tudo isto me frustra sobremaneira. E’ muito facil o governo vir dizer que os mercados estao a exagerar, que as empresas de rating nao sabem o que fazem ou que os especialistas financeiros estao errados. Mas todos sabemos que a realidade nao e’ essa.

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