Contrariamente à mensagem que faço passar aos meus colegas Ingleses, dia sim, dia sim, tentando manter aquela que é claramente uma marca de independência e orgulho do nosso país – tenha razão de ser ou não, isso agora não interessa – enraizado na nossa sociedade e que desde dos tempos dos reis e das rainhas, das mouros e da técnica do quadrado faz parte do nosso DNA, os ventos e os casamentos que agora vêm do outro lado da fronteira, outrora nada bons, passaram a ser ao que parece, a única luz ao fundo do túnel de gente Portuguesa que mal aos dois dígitos de idade chegaram. Mas onde é que isto vai parar? Pode vir o FMI ameaçar que poderá ter de intervir no nosso país, pode vir o PEC um, dois ou três e até pode vir a estagnação ou recessão da nossa economia. A mim, mais do que esses sinais todos, aquilo que me diz que somos claramente um país sem rumo, sem confiança e sem futuro é quando a aspiração maior para um futuro feliz das nossas crianças é “mudar para Espanha”.
Tá tudo fodido.

Para Espanha não digo, que aquilo não está muito melhor, mas para algum lado longe daqui e sobre a alçada da Merkel.
O grave da situação prende-se com o facto das crianças/jovens em Portugal já terem à partida uma mentalidade de emigrante, sentimento de fuga. Nunca com 12 anos de idade imaginava emigrar. Naquela idade idealiza-se um emprego de sonho e nunca se questiona sequer onde! É grave que de hoje em dia os putos já estudem com o intuito de zarparem. Apesar de justificado, esse frame of mind é péssimo para o país.
Voltei aqui só para rectificar a asneira. É sob e não sobre,. É o que faz estar a trabalhar há tanta hora.
Sinceramente, os poucos adolescentes que conheço, agora, não estão muito preocupados com o seu emprego futuro, dentro ou fora do país. Nem tão pouco em estudar, para chegar a algum lado.
No entanto, se existem alguns que o façam, nada mais natural. Estão na idade de ser influenciados pelas pessoas que admiram e todas essas pessoas, que deduzo serem mais ou menos da nossa idade, estão um pouco assustadas com o que se passa e, os que ainda aqui estão, começam a pensar se não será melhor zarpar daqui para fora. Eles apenas reflectem a realidade que os rodeia, infelizmente.
E sim, infelizmente, é muito mau para o país. Mas nem eles, nem nós pedimos isto.