Já que a semana foi praticamente ela toda dedicada à bola, que acabe a falar dela também. Eit.
O Benfica desde praticamente sempre fez parte do mundo pop, ou popular. Dentro desse mundo, e especificamente em Portugal em todas as ‘colónias’ de emigrantes e ex-colónias de Portugal, esse faceta popular sempre se manteve fiel ao sentido literal da palavra, sendo conotado com o lado foleiro e bimbo desse fenómeno. É justo e certo. Não há nada a fazer quando um emigrante pinta o carro envolto de águias Vitórias, listas vermelhas e brancas a cobrir o capôt e a bela da almofada na parte de trás da viatura. Tempos houve há alguns anos em que renegava esta situação e, de certa forma, ficava embaraçado com tal coisa. Mas de hoje em dia já não nutro esse sentimento. Tenho orgulho naquilo que o Benfica conquistou ao longo dos anos e que levaram a que o povo e o clube se confundissem. Não me refiro apenas a vitórias desportivas, mas sobretudo às vitórias sociais que o clube proporcionou país e comunidades mundo fora.
Mas chegou agora o momento de o Benfica entrar também no outro mundo pop: o cool. Ou alternativo. Ou hispter. Como preferirem. Panda Bear, norte-americano, senhor dos Animal Collective e autor de um grande, grande álbum de estreia a solo (Person Pitch, 2007) é uma figura ilustre do mundo indie que fez de Lisboa a sua cidade, depois de se ter apaixonado por uma das imensas belas que habitam no nosso país. E como homem de bom gosto que é, acabou por se apaixonar não apenas por uma bela dama, mas por outra também: o Sport Lisboa e Benfica. E como forma a celebrar o seu amor pelo clube (palavras do próprio), o Sr. Panda Bear que está prestes a lançar um álbum novo em 2011 (Tomboy), compôs uma canção de nome Benfica, dedicado ao clube do povo e que é parte integrante do seu novo trabalho. Pessoalmente, como Benfiquista e ouvinte de bom som (opinião obviamente subjectiva e parcial!), fico duplamente satisfeito com o acontecimento e com o facto de o Benfica, para além de ter um hino dos UHF, passar igualmente a ter um do Panda Bear. E isso não é para todos. Eheh.
A canção ainda não leakou para a net em formato de estúdio, mas apareceu num vídeo de uma actuação ao vivo do Panda Bear e pode ser ouvido em baixo, a partir do minuto 4:12. E vivó Glorioso.
provavelmente nunca a qualidade sonora de uma faixa esteve a tanta distancia da qualidade do nome.. eheh… mas olha que pelo que estive a ler não há nada que relacione o nome directamente com o nome do clube.. ou há? não vi nade? benfica existe muito mas muito andes de slb.. 😉 e o acredita que o bairro de benfica é das coisas mais peculiares de Lisboa. pelo que conheço da musica dele penso que à partida este teria muito mais capacidade de inspiração do que o nome do clube. ou então acabou a musica e não gostou.. hihih ou sentiu-se mal e lembrou-se de futebol, sei lá…. eheheheh
é pá, mas a ser mesmo do clube, que é estranho, é! meu deus, ele é que sabe, a musica é dele… 😉
abraço rijo!
ah, e apenas uma pequena correcção a um erro que reparei e já confirmei na wiki. o álbum de estreia é o homónimo de 1998 pela editora Soccer Star e o segundo é Young Prayer de 2004 já pela actual editora, Paw Tracks. 😉
vá outro abraço!
e olha o primeiro álbum só hoje o consegui encontra. sem ninguém ver, fica aqui: http://www.mediafire.com/?axebjzdiz0z .. vou escutar. 😉
Obrigado pelas correcções e informações adicionais, caro Tiago (já vou escutar o álbum mais logo)!
Quanto à associação ao Benfica, é mesmo ao clube e não ao bairro, apesar de este poder também ser obviamente referido. Três pedaços de info que o confirmem: os connects pessoais ao Panda Bear (ie A.S. que confirmou o caso ao primo André), artigo publicado em tempos ao Ípsilon e por último, a canção em si – apesar da péssima qualidade, no vídeo ouve-se claramente os cânticos das claques Benfiquistas! Não há espanto: o SLB é um mundo! Eheh.
Forte abraço!
Muito bom! Era eu uma miúda “piquena” quando vi no In the Name of th Father um emblema no Benfica, logo ali atrás do Daniel Day Lewis (vamos esquecer o facto que levou alguém a achar que o emblema do Benfica faria sentido numa suposta parede de prisão e o que isso poderá implicar). Senti um grande orgulho e ainda sinto, para tristeza da minha família sportinguista.
eheh.. pronto ric.. vou sencurar a musica.. ehehhehe 😉 não gosto de ouvir as coisas dele ao vivo, como ouvi no lux. e onde provavelmente ate toucou esta. estou ansioso por ouvir o álbum em toda a sua qualidade sonora.. eheh
abraço!
A beleza do BENFICA, o clube, não o bairro, é a sua grandeza que vai muito além dos sucessos desportivos, como tão bem descreves no teu post! Já o disse em ocasiões anteriores que ser do Benfica é um grande orgulho, apesar de ultimamente, futebolisticamente falando, não ser nenhuma maravilha! mas lá está, apesar disso é um clube grandioso e será sempre!
felizmente no EP, a musica chama-se apenas Last Night at the Jetty eheheheh
se não me engano, ele tocou isso no Lux e em Barcelona, no Primavera.
nunca tinha reparado nos canticos do Benfas por tras… vou meter os phones e escutar com mais atenção.
e felizmente, no ep, não tem os gritos tão presentes. na verdade nem dei por eles…. 😉 porque no video sinceramente não me soa nada bem.
mas até gosto quando em “Fearless”, Pink Floyd, (1971), embora confesse que este tipo de colagens sonoras corram sempre um enorme risco de passar uma mensagem um pouco de facha.. o Ric, não deve de concordar, mas é o que sinto e, apesar de, como disse, gostar mesmo muito de “Fearless” no contexto do grandioso Meddle.
pois, depois de ouvir novamente a musica do EP, penso que realmente cada vez ligo menos à bola, que gritos do Benfas nada…
mas tendo em conta o que foi dito pelo tiago, parece que bate certo…
ok… tive de ir em busca da verdade… que o titulo estava a fazer-me comichão, e tive de ir confirmar as minhas suspeitas: parece que são duas músicas, logo a razão de não conseguir ouvir os gritos do benfas…
(e só agora ouvi a musica do video… que no escritório não tinha o flash para o youtube… e é impossivel não reparar nos gritos… )
Ora, grandes desenvolvimentos por estas bandas. Não tive a oportunidade de cá vir ontem à tarde, senão ter-vos-ia dito imediatamente que o ‘Last Night At The Jetty’ e ‘Benfica’ eram duas canções separadas e vi logo que vocês não se tinham ainda apercebido disso. As duas farão parte da playist do album ‘Tomboy’, a sair para o ano. E se de facto acho que este vídeo não faz jus à qualidade sonora do Panda Bear e do ‘Last Night At The Jety’ (como dizem, e bem, a versão estúdio que anda aí é bem melhor), o mesmo terei de dizer da canção ‘Benfica’, que como todos ainda não ouvi na versão de estúdio. Seja como for, claro que discordo da opinião do Tiago quanto aos cânticos. Creio que baseado no trabalho existente do Panda Bear, se ele consegue fazer maravilhas com samples de sons tão simples como um skate a andar rua abaixo, penso que o potencial dos cânticos de futebol são ainda maiores. No caso do exemplo dos Pink Floyd, aí são bem mais discretos do que aquilo que irá sair no ‘Benfica’, a julgar pelo vídeo. Acima de tudo adoro o facto de um imigrante, vindo de um país onde o futebol não tem expressão, se apaixonar pelo Benfica de tal forma que o leve a fazer isto. E para mais movendo-se num meio onde se o futebol não é cool nem hip, muito menos é-o o Benfica. E sem qualquer tipo de lampejo, o Panda Bear fez na mesma a sua declaração de amor ao clube. Obviamente que como Benfiquista, ainda me deixa mais contente!
De resto, o exemplo citado pela Helena (que pode ser visto aqui) é apenas mais um argumento que comprova a força do clube no mundo popular. Tudo construído de uma forma singular, como aponta a Cátia.