Chegar à década dos 30 é sinónimo de se começar a assistir a reedições de álbuns que marcaram a nossa adolescência. Já se tinha dado começo às reedições desses discos com a caixa super deluxe do ‘Ten’ dos Pearl Jam. Felizmente que os Radiohead mantiveram-se mais low profile e em vez de caixas, apenas lançaram reedições com um disco extra. Agora chegou a vez do ‘Nevermind’ dos Nirvana, cheio de coisas boas, pelo que a revista Spin anuncia. Ora, prevejo que nos próximos 10 anos, mais coisa menos, altura que na adolescência coincide com a época da parvalheira – em que a música é completamente inseparável dos momentos mais sôfregos da vida de uma pessoa (pois, pois) – vem aí muito mais coisa do género. Há que fazer render o peixe, pensam as editoras. E há que ceder ao lamechismo e saudades do passado, penso eu. Combinação perigosa.

Volta e meia sofro muito desse saudosismo. Há coisas que gosto sempre de ouvir e outras que nem por isso, um desses caso será Nirvana. Mas agora estou para aqui a cantarolar a Polly feita de tonta, sei lá porquê. Ainda gosto do unplugged.