Music, Film, Art. São estas as premissas da revista Fan The Fire de 188 páginas e de pdf gratuito. Pá, haja louvor para projectos desta natureza e com a qualidade que este tem. Louvor e inveja. Muita inveja.
By Ric Jo in Devaneios
Criar. Escrever. Partilhar.
Ora, aqui estão três palavras de gramática simples e uma delas de execução dificílima.
Hoje não, mas um dia destes.
Rajada
By Ric Jo in Devaneios(origem duvidosa, talvez relacionada com rachar)
Saldos no Humva
By Ric Jo in MusicaÉpoca de saldos no Humva. A dificuldade aqui não é encontrar coisa boa a bom preço – é encontrar demasiada coisa boa a demasiado bom preço. Para já, e passeando com o rabo sentado na cadeira, saltou-me à vista tanta coisa boa. Mas não se pode ter tudo, e portanto servirão os próximos dias para decidir quais os sortudos que virão parar às minhas mãos. Para já, só o Bruce tem lugar marcado. Espera-me pela frente um fim de semana de grandes dilemas.
É mentira
By Ric Jo in MusicaSempre que parto de Portugal, trago sempre comigo uma carga de revistas para que possa ler durante os 3 ou 4 meses até à minha próxima viagem de visita. De entre os vários títulos que trago comigo, a Blitz é uma delas. Trata-se de um nome que traz grande peso consigo, com muitos anos de muito boa história aquando do seu formato em jornal. Passado a revista, talvez não seja tão gloriosa, pecando talvez por depender em demasia da cedência e tradução de demasiados artigos dos seus irmãos internacionais mais velhos e de maior respeito. Seja como for, trata-se da forma mais directa que tenho em-me manter actualizado no que à música portuguesa concerne. E nesse efeito, sempre vai dando para estar um pouco a par da coisa.
Na viagem de regresso a Londres da última segunda-feira, meti-me a ler a edição #54, última de 2010 da Blitz. A páginas tantas, dou comigo de caras com o senhor Pedro Pais, o João, e o senhor Vedder, o Eddie (pós amigos) na mesma página. Mais que isso até – na mesma secção. E mais pertinhos ainda – no mesmo artigo.
À partida, em situações de grande stress ou de surpresa, o nosso corpo está programado com vários automatismos instintivos que nos ajudam a ultrapassar momentaneamente aqueles momentos. Ok, de hoje em dia não se compara a paixão que tinha outrora pelos Pearl Jam, mas o desgosto que nutro pelo João Pedro Pais mantém-se igualzinho. Era juntá-lo a ele, à Mafalda Veiga e ao André Sardet num frasco pequeno de vidro e teríamos à disposição de todos o maior antídoto à comida salgada. As variantes ‘insonso’ e ‘insosso’ não chegam para catalogar o quão sem sal eles são. Seriam minimamente necessárias, com certeza, mais três ou quatro variantes do mesmo adjectivo.
Discos Pedidos
By Ric Jo in Portugal, Sociedade
“A música para mim é quase como as ovelhas, parece que é um alívio para a alma. Mesmo que ande triste, eu sinto-me bem a ouvir música.”
Pastora Noémia in Discos Pedidos, SIC 2010
Uma bela Grande Reportagem da SIC intitulada de ‘Discos Pedidos’, onde é retratado o papel, por vezes absolutamente fulcral, que a rádio (neste caso local) pode ter na vidas das pessoas.
Os lobisomens da cidade pequena*
By Ric Jo in Blog, Devaneios, FriendsNão é a aldeia velha mas é a cidade pequena. E apesar da puta da faringite e dos antibióticos teimosos como tudo, as pessoas e as temperaturas primaveris acabaram por fazer desta mais uma boa época. E se enquanto era mais puto tínhamos a casinha para entreter os lobisomens, desta feita parece-me que ganhamos uma velha casa (da eira). Bons momentos e recomendadíssimo.
Rumo de novo às temperaturas do árctico, volto com a mala cheia de coisas que fiquei por fazer (porque por mais tempo que por cá passemos, nunca é tempo suficiente), mas com muitas mais coisas para vir a fazer. Ideias, muitas. Dúvidas, ainda mais. Aliados precisam-se! Seja como for, perspectivo 361 dias com muito pouco tempo para respirar. É mesmo isso que se quer.
Eu sou aldeão e digo que o lobisomem é ele. Matemo-lo.
We’re jamming
By Ric Jo in FriendsThanks Axpegix. E obrigado a todos que proporcionaram um serão que começou coxo, mas que lá se endireitou. Kumbaya. Eheh.
Costa a Costa
By Ric Jo in DevaneiosAndo aqui a arrumar as malas para o regresso à base de amanhã, benzido pelo autêntico sol (e temperaturas) de primavera que acabei por encontrar por cá – ao agarrar no gorro e nas luvas que me foram fulcrais na partida de Londres e sem os quais teria congelado, faz-me espécie pensar que passarei novamente a ter de usá-los dentro de umas horas – e isto tudo ao som do programa de autor Costa a Costa de Pedro Costa e José Paulo Alcobia na Antena 3. Acima de tudo, este pequeno gesto demonstrou-me que o Ricardo que partiu de Portugal não é (obviamente) aquele que cá está de férias neste momento. E não me estou a referir a qualquer coisa etéreo ou muito pesado: refiro-me, neste caso, ao som e à música que me vai acompanhando ao longo da vida. Recordo-me que para os lados de 2006 e 2007, de cada vez que me cruzava com o Costa a Costa na sintonia da rádio, não aguentava por lá mais de 5 minutos. ‘Música para cotas’, catalogava eu assim o programa. A imagem que me vinha à cabeça era daquele motard frustrado, que comprou a mota, o casaco de cabedal e o capacete, mas que não tem estradas para a conduzir como deve ser nem sequer pinta para a montar.
Pois, mas os tempos mudam. Aliás, mudamos nós com os tempos. Se eu passei a cota ou motard frustrado, não sei. Mas sei que tudo o que tenho ouvido ao longo destas duas horas de programa têm sido um grande regalo. Um programa marcadamente blues, no Costa a Costa somos conduzidos pela “música que o Tempo não soube apagar”, como está descrito no site do programa. O som que teve o seu auge nas décadas de 60 e 70, mas cujas origens advêm de África e consequentemente dos escravos e descendentes de escravos residentes maioritariamente no sul dos EUA, concretamente nos estados do Mississipi, Alabama, Geórgia e Louisiana, o blues está na base da larga maioria do som que oiço desde dos meus 14 anos, desde dos Nirvana, passando pelo Beck e acabando nos Cold War Kids.
Boas entradas em 2011
By Ric Jo in Blog, Devaneios, Friends& mundos, viii
“ em qualquer chão há lugares e há caminhos. às vezes escolhe-se, ir por ali, ir por acolá, ficar ou regressar, e acontece o encontro, a fuga, a saudade, o tempo como morto.
Faria, Sérgio, fragmenta, Ourém, Som Da Tinta, 2007, 1ª edição , p. 27
It’ all about the small things
By Ric Jo in Friends, OurémEsta época do ano é sobre estar com aqueles com quem queremos estar e partilhar com esses mesmos aquilo que mais gostamos de partilhar. Quis a curiosidade que precisamente no dia de Natal deste ano, eu mais os meus dois camaradas de sempre pudéssemos oferecer aquilo que mais gostamos aos nossos amigos. Se a prenda envenenada da faringite não me estragar o esquema, lá estaremos na noite do 25 a partilhar emoções. Que todos tenham a mesma oportunidade de partilhar este fim de semana aquilo que mais gostam.
That’s the jingle bell rock 🙂
Feliz Natal a todos.
Plutão Anão Podcast | Programa #35
By Ric Jo in Plutão AnãoA chuva cai, a neve felizmente não faz parte da equação por estas bandas, o tempo está moderado e as casa geladas como tudo. As gentes regressam todas à base, as mesas enchem-se com tentações a que não vale a pena tentar resistir e a alma enche-se com a alegria que é voltar a estar e a ver aqueles que nos são especiais. Mas nada disto vale a pena sem se ter a banda sonora perfeita – afinal de contas, não há melhor bálsamo para o espírito que a música e quando se trata desta época do ano, então é a estrela em cima do topo da árvore.
Foi neste frame of mind que gravamos o 35º Plutão Anão dedicado ao Natal: são 55 minutos despidos de voz, para que possamos servir de banda sonora a pelo menos uma parte das vossas festas. Num equilíbrio perfeito entre versões interpretadas por nomes do mundo indie (Arcade Fire, Summer Camp, The Walkmen, She & Him, Sufjan Stevens, Radiohead e mais uns quantos) e nomes conhecidos pelo mundo globalizado (Jackson 5, Elvis Presley e Bing Crosby, entre outros), despedimo-nos deste ano de 2010 desejando um feliz e óptimo Natal a todos os nossos ouvintes, colaboradores e amigos e lembrando que podem votar nos vossos dez álbuns preferidos deste ano em plutaoanao.com, programa com o qual regressaremos no início de 2011.
Feliz Natal na companhia de muito bom som!
Buracada
By Ric Jo in OurémServe o consolo de que ao voltar a ter que conduzir do lado direito da estrada e com o volante ao contrário depois de vários meses, os buracos nas estradas de cá do burgo continuarem exactamente no mesmo sítio, transformando o exercício da re-familiaridade na estrada bastante mais fácil.
Plutão Anão Podcast | Programa #34
By Ric Jo in Plutão AnãoÉ com grande prazer que anuncio este próximo programa do Plutão Anão, o nosso trigésimo quarto, com o nome dado de ‘Old School For Pussy Generation’ (título inspirado numa revista recente de Clint Eastwood à revista Esquire). Tanto o nome como a playlist, autêntica lição de história no que a música concerne, foram elaborados pelo meu grande amigo Abel, que tardiamente mete os pés nesta casa. Neste programa ele leva-nos pelos caminhos das décadas de 60, 70 e 80, passando por nomes que não só marcaram a história da música, mas que são a história da música como hoje a conhecemos. Costumo dizer que tão importante como gostar das bandas nossas contemporâneas, é aprender e ouvir aquelas que as influenciaram e que consequentemente nos levam a gostar delas. Creedence Clearwater Revival, Ramones, Deep Purple, Velvet Underground, Pink Floyd, David Bowie e The Pixies são alguns dos nomes que passamos em revista neste ‘Old School For Pussy Generation’.
Sem dúvida um programa a não perder. E ainda nos voltaremos a ver antes do Natal.
Happy listening.
Colheita 2010 – Votação Plutão Anão
By Ric Jo in Musica, Plutão AnãoChegou aquela altura do ano em que tudo o que é revista e site da especialidade começam a anunciar as suas listas de melhores álbuns do ano que agora está a findar. E cumprindo a tradição no que ao Plutão Anão concerne, temos aberta mais uma vez as votações para os 10 álbuns favoritos para os nossos ouvintes. Sim, é mais uma lista. Mas pelo menos nesta a vossa palavra conta.
Para votar, dirijam-se a www.plutaoanao.com onde já fizemos uma pre-selecção daqueles que consideramos os 40 melhores de 2010. Dentre entre os 40 candidatos, podem fazer uso dos vossos dez votos (no máximo). A votação decorre até meia-noite de 4 de Janeiro, sendo depois apresentado em formato de programa no início de 2011.
Happy voting!
De novo em forma
By Ric Jo in Portugal, Sociedade, TVFantástico. Não faço ideia se é novo ou velho (desta temporada pelo menos é) e muito menos sabia que o personagem do Estebes estava de regresso. Aliás, nem sabia que o Herman tinha voltado à TV. Mas a ver pela amostra, parece que ao contrário do Benfica, este voltou a recuperar a sua forma.
Look at what the light did now
By Ric Jo in Cinema, Mobile, Musica
Um bom documentário, embora não propriamente extraordinário. Só mesmo para quem curta o som da Feist, o que é o meu caso. Muito positivo foi a própria Feist em si: bastante down-to-earth, divertida e, claro, uma senhora voz. Ah, e vêm aí novidades dela no ano novo, nomeadamente com o passado do Chilly Gonzales. All in all, very positive.
Uma noite com Feist
By Ric Jo in Cinema, London, MusicaHoje vou ter um final de dia excepcional no Institue of Contemporary Arts em Londres. Esta noite é exibido o filme/documentário ‘Look at What the Light Did Now’ de Anthony Seck, que nos leva ao mundo de gravação e tournée do álbum ‘Reminder’ – o meu preferido de 2007 – da canadiana Feist (Broken Social Scene e agora a solo). Para além do próprio documentário em si, no final seremos presenteados com uma sessão de Q&A (questions and answers) com o director do filme e com a própria Feist. How cool is that? Perks of living in a big city. Depois de duas semanas de tempo ártico e neve pa caralho, nada como um belo serão destes para começar bem o fim de semana. E claro, a escuta de ‘Reminder’ de Feist é claramente recomendado por mim. Quanto ao documentário, depois dir-vos-ei.
Carne na grelha
By Ric Jo in BlogsPerto de mil visitas em dois dias ali ao lado, independentemente das razões – e esta é apenas um delas, é sempre bacano. É que por mais carne na grelha que tivesse publicado por aqui em cinco anos, nunca lá cheguei sequer perto.
Portugal
By Ric Jo in Portugal, SociedadeSendo eu um dos “um em cada dez licenciados [que] abandona o país”, citando o Público de hoje, e embora não tivesse sido forçado na altura a abandoná-lo por falta de emprego, sinto-me – isso sim – forçado a manter-me cá fora, dado o actual estado deplorável do país, cujas perspectivas parecem apenas piorar de política em política e de Governo em Governo. Num país onde se alimenta um monstro chamado função pública, o problema maior chama-se corrupção e mentalidade. Corrupção da classe política e larga maioria dos seus associados e mentalidade de um povo que exige um Governo e políticas paternalistas, povo esse maioritariamente de feitio passivo e demasiado dado à chico-espertisse. Ambos têm de mudar. Apesar dos sucessivos Governos virem a dimiuir o tamanho dessa função pública ao longos dos últimos anos (embora ainda longe dos números necessários), tenho a impressão de que o verdadeiro monstro que vai comendo o país de dentro para fora, tarde ou nunca será eliminado e enquanto a mentalidade dos politicos – seguidos da também necessária mudança de mentalidade dos Portugueses – não mudar definitivamente, continuaremos a ser pois um país de emigrantes.
Por isto, e pela geração que mais enrrabada foi (e continuará a ser) desde dos tempos da ditadura – a minha – convido-vos à leitura do artigo do Público de hoje, ‘Portugal está a deixar cair a geração mais qualificada’.
Nao me revejo em quaisquer sindicatos e muito menos na greve geral de hoje. Revejo-me, isso sim, numa revolução necessária de mentalidades silenciosa que teima em acontecer.
Plutão Anão Podcast | Programa #33
By Ric Jo in Plutão Anão
Regressados ao tema livre neste 33º programa do Plutão Anão, passamos órbita por mundos mais orgânicos que aqueles que visitamos no anterior programa, apesar de ter sempre um espaço para a electrónica. Começando com dois pesos pesados do mundo dos cantautores, abrimos este programa com as guitarras acústicas de Neil Young e Johnny Cash. A partir daí, a velocidade é quase sempre a subir, passando os ouvidos por nomes (entre outros) como Panda Bear (lá está, um pouco de electrónica), Deerhunter, Linda Martini e Azevedo Silva (que não são os únicos nomes Portugueses deste programa). Ao acabar o programa, tempo dedicado aos novíssimos The Vaccines. Se ainda não conhecem, deviam. São rotulados como os ‘The next big thing’. E nós concordamos.
Estes e muitos mais nomes num programa repleto de acordes e poucas palavras. Afinal de contas, há que dar prioridade àquilo que merece 🙂
Escondidos atrás do sofá ou simplesmente deitado em cima dela, façam muito boa viagem.
Bracara Augusta
By Ric Jo in BragaÉ com alegria que leio notícias positivas sobre Braga, como a do Público de ontem – ‘Braga discute o que fazer com a herança romana’. Se por um lado a referência negativa a mais uma das dezenas e dezenas de espaços comerciais existentes na região sem quaisquer pingos de originalidade, por a riqueza Romana da cidade de Bracara Augusta que, para além do referido exemplo citado no artigo das Frigideiras Do Cantinho, onde não se consegue fugir à ruínas Romanas quando se lá vai para buscar uma das fantásticas chamuças, o resto encontra-se sempre mais escondido e menos acessível. Só para citar um exemplo, para se ver as ruínas dos balneares Romanos descobertas aquando da construção da nova estação de comboios, tem-se de descer até à garagem, sem indicações demais nos pisos superiores da existência de tal monumento.
Anyway, as ruínas Romanas são apenas um dos vários (muitos!) exemplos onde Braga teria e tem um potencial nunca aproveitado. A isto, se juntarmos a política do betão e desorganização urbana total providenciada pelo Mesquita, Rodrigues & Névoa e Cª. ao longo dos anos, vemos uma Braga que poderia estar nos píncaros da Europa a níveis turísticos, fazendo uso da sua proximidade aos aeroportos do Porto e Vigo mas que, ao invés disso, se encontra mais no roteiro underground de tal cena ou completamente overground a nível de turismo religioso.
Fica a esperança de que no futuro se possa extrair o potencial de tal cidade brutal.
Benfica popular
By Ric Jo in Musica, Portugal, SociedadeJá que a semana foi praticamente ela toda dedicada à bola, que acabe a falar dela também. Eit.
O Benfica desde praticamente sempre fez parte do mundo pop, ou popular. Dentro desse mundo, e especificamente em Portugal em todas as ‘colónias’ de emigrantes e ex-colónias de Portugal, esse faceta popular sempre se manteve fiel ao sentido literal da palavra, sendo conotado com o lado foleiro e bimbo desse fenómeno. É justo e certo. Não há nada a fazer quando um emigrante pinta o carro envolto de águias Vitórias, listas vermelhas e brancas a cobrir o capôt e a bela da almofada na parte de trás da viatura. Tempos houve há alguns anos em que renegava esta situação e, de certa forma, ficava embaraçado com tal coisa. Mas de hoje em dia já não nutro esse sentimento. Tenho orgulho naquilo que o Benfica conquistou ao longo dos anos e que levaram a que o povo e o clube se confundissem. Não me refiro apenas a vitórias desportivas, mas sobretudo às vitórias sociais que o clube proporcionou país e comunidades mundo fora.
Mas chegou agora o momento de o Benfica entrar também no outro mundo pop: o cool. Ou alternativo. Ou hispter. Como preferirem. Panda Bear, norte-americano, senhor dos Animal Collective e autor de um grande, grande álbum de estreia a solo (Person Pitch, 2007) é uma figura ilustre do mundo indie que fez de Lisboa a sua cidade, depois de se ter apaixonado por uma das imensas belas que habitam no nosso país. E como homem de bom gosto que é, acabou por se apaixonar não apenas por uma bela dama, mas por outra também: o Sport Lisboa e Benfica. E como forma a celebrar o seu amor pelo clube (palavras do próprio), o Sr. Panda Bear que está prestes a lançar um álbum novo em 2011 (Tomboy), compôs uma canção de nome Benfica, dedicado ao clube do povo e que é parte integrante do seu novo trabalho. Pessoalmente, como Benfiquista e ouvinte de bom som (opinião obviamente subjectiva e parcial!), fico duplamente satisfeito com o acontecimento e com o facto de o Benfica, para além de ter um hino dos UHF, passar igualmente a ter um do Panda Bear. E isso não é para todos. Eheh.
A canção ainda não leakou para a net em formato de estúdio, mas apareceu num vídeo de uma actuação ao vivo do Panda Bear e pode ser ouvido em baixo, a partir do minuto 4:12. E vivó Glorioso.
N’O Castelo
By Ric Jo in Blogs, OurémApesar de o último ano em que vivi a tempo inteiro em Ourém ter sido já no longínquo ano de 1998, nunca perdia a ligação sentimental que tenho à cidade natal dos meus pais e onde residem boa parte dos meus amigos, situação rara nos tempos que passam.
Mesmo assim, a gerência do site de maior referência e importância da cidade, O Castelo, teve a amabilidade de me convidar para a sua honrosa lista de autores. E apesar de não ter material no meu dia-a-dia que me permita escrever sobre a cidade e de ser porventura a altura da minha vida que mais afastado estou de lá, não podia dizer que não. Assim sendo, mesmo que de uma forma algo limitada, tentarei dar o meu contributo por lá. Aliás, comecei hoje mesmo com a publicação do meu primeiro artigo, centrado no novo EP dos Portugueses Gala Drop, banda onde toca o Oureense Afonso Simões.
De uma forma mais ou menos regular, poderão então também passar a acompanhar-me por lá a partir de hoje. Seja como for, com certeza que pelo menos os leitores deste canto com ligações à ‘cidade pequena’ já por lá passam de qualquer forma. Ou pelo menos assim espero.
Assim sendo, see you here, over there, over here too, and from now on, around here as well.
The home of football
By Ric Jo in Desporto, London, Mobile
So they say. Oito FA Cups venceu aqui o Tottenham. But tonight’s about En-ga-land.
Canção na ordem do dia de hoje
By Ric Jo in LondonWem-be-ley, Wem-be-ley, Wem-be-ley. Ou melhor, En-ga-land, En-ga-land, En-ga-land.
Nuno Gomes
By Ric Jo in DesportoO Nuno Gomes voltou hoje a fazer balançar as redes, depois de uma ausência longa (e pouco habitual) forçada obviamente pelo seu afastamento da equipa titular e de alguns minutos sequer como suplente.
Ver o Nuno Gomes a marcar aquele que será seguramente um dos seus últimos golos de sempre com a camisola d’O Glorioso e, quiçá, da sua carreira teve em mim o mesmo efeito que o primeiro golo que o Mantorras marcou há uns anos frente ao Boavista na Luz depois da sua enorme ausência dos relvados provocou: o da alegria sincera e espontânea. Se no golo do Mantorras celebrava-se um regresso que acabou por nunca se confirmar, com este golo do Nuno Gomes começa-se a celebrar aquela que foi uma carreira de não fazer envergonhar ninguém. Longe disso.
Arcade Fire no Saturday Night Live
By Ric Jo in Musica, VídeosVerdadeiramente impressionante a pujança em palco dos Arcade Fire, mesmo num programa televisivo. A fazer crescer água na boca para o concerto do Pavilhão Atlântico. Ups, já não vai acontecer. Pois é.
Via The Audio Perv.
Plutão Anão Podcast | Programa #32
By Ric Jo in Plutão Anão
Depois de umas semanas de ausência, o Plutão Anão regressa para o seu 32º programa intitulado ‘Keep Dreaming’. Com uma playlist da autoria do ouvinte Vasco Simões, a quem o Plutão Anão agradece a participação e excelente escolhas, este último programa é fortemente dominado pelo ambiente da dream-pop, com nomes como os Sleep ∞ Over e os incontornáveis Beach House. Mas este 32º programa não descura o rock, tendo pesos pesados como os Fleetwood Mac ou Flaming Lips ou os indie Chief ou Carissa’s Wierd.
Entreguem-se portanto aos vossos sonhos nesta última órbita a Plutão Anão e tenham uma boa viagem.
Light & sound
By Ric Jo in Cinema, Pearl JamEntre várias formas distintas, o meu fds vai ser dedicado ao cinema. E por entre esse mundo, fica a confirmação desta semana de duas produções novas que deverem ter aparição marcada para o ano que vem: Top Gun 2 e Ghostbusters 3. E como bom puto dos anos oitenta que sou, não poderei faltar à chamada, por mais fraquinho que os filmes venham a ser (e será bem provável que sejam).
No campo do som, registo para o ‘Live On Ten Legs’ dos Pearl Jam, a dar sequência ao ‘Live On Two Legs’ de 98. Ou isso ou como se esfumam cinquenta libras num abrir e fechar de olhos. Pois.
Os maiores
By Ric Jo in Portugal“Portugal tem shoppings do caraças, os maiores do mundo.”
Michael Bublé, Jornal i, 3 Novembro 2010
Que interessa a gastronomia, calçado e até mesmo a paisagem única do nosso país e das nossas cidades quando temos dos melhores centro comerciais do mundo? Aliás, porque não mandar abaixo a abandonada baixa Lisbonense e abrir lá um Fórum Não-Sei-Quê, um Dabalhu Não-Sei-Das-Quantas ou um Dolce Não-Sei-Do-Quê?
Hajam mais centros comerciais dos grandes, dos “maiores do mundo”, pois é o que o povo quer e ao que parece, o que os ilustres turistas mais nos admiram.
Status
By Ric Jo in Blogs, DevaneiosFim de semana comprido regado de água pé ou vinho novo e muito bolo.
O meu fds que aí se aproxima não poderia estar mais distante dessa realidade. Pouco tempo para fazer tudo o que se quer. Enquanto me dedico ao meu novo site, que me vai dando um gozo e proporcionando uma lufada de ar fresco como não sentia nestas andanças já faz muito tempo (why not have a look?), os restantes projectos estão em standby. Mas vem aí semana de Plutão Anão e depois disso, tempo para me dedicar um pouco a novas aventuras com os quais me comprometi. Enquanto isto tudo, vou ouvindo o fantástico Le Noise do master Young – álbum a ser tratado no meu novo site (já vos falei nele?) very soon – já, já não porque vós tendes feriados e tal e estais todos longe da net – ou pelo menos assim deveria ser.
Right, back to the real world.
Cliquot
By Ric Jo in Blogs, InformaçãoEste espaço tem como objectivo servir de estaleiro cultural, lugar onde se possa apresentar e, acima de tudo, trocar ideias e formas de pensamentos, todos eles apresentados sob a forma visual ou sonora. A imagem, a cor, a linha e formato são reis e senhor pelo Cliquot, mas o conteúdo terá sempre igual importância.
Este local não está limitado por línguas ou lugares – todas e quaisquer contribuições propostas serão sempre aceites e se quiseres alguma vez apresentar ou partilhar o teu trabalho aqui, just give us a shout.
Não representamos interesses nem ninguem – tão só o nosso gosto e aquilo que nos dá uma grande vontade de partilhar.
Que gostem da viagem.
When I feel alive
I try to imagine a careless life
A scenic world where the sunsets are all
Breathtaking
Beirut – Scenic World, in Gulag Orkestar, 2006
By Ric Jo in Devaneios
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei.”
Allan Kardec, pseudónimo de Hippolyte Leon Denizard Rivail, (1804 – 1869)
Vinte
By Ric Jo in Pearl JamSão os anos que celebram hoje os Pearl Jam, na data daquele que foi o seu primeiro concerto (ainda so o nome de Mookie Blaylock) no mítico Off Ramp Cafe em Seattle. Momentos muito bons, salpicados aqui e acolá com alguns (poucos, quiçá) menos bons, marcam a carreira desta banda que não me acompanha há exactamente 20 anos, mas quase. E por isso não poderia deixar passar esta data em vão. Mas melhor do que qualquer coisa que eu poderia escrever – até porque me falta o tempo para o poder fazer – são as iniciativas do fantástico Two Feet Thick.com: um mini-livro gratuito (em pdf) intitulado ‘Music For Rhinos: The Making of Pearl Jam’, onde se passa em perspectiva (algumas delas inéditas) o início da banda também e um artigo sobre o Gossman Project, demos de Stone Gossard que estiveram na génese dos Pearl Jam, a complementar de forma perfeita o livro disponibilizado.
E assim sendo, hoje é dia to spin the black circle, non stop.
Spin the silver circle
By Ric Jo in DevaneiosJá tinha ouvido uns zum-zuns por aí, que já estavam extintos ou em vias disso. Gloriosos no seu tempo, a teoria de evolução de Darwin ditou que fossem naturalmente dominados pelos seus parentes mais pequenos, ágeis e leves. É a lei do mais forte. Ou do que é convencionado como o mais cool. Bah. A recordação da última vez que avistei um espécime destes em pleno uso já me deixou a memória há muito. Lá por casa ainda tenho um. Não, minto. Dois. Um já só serve para tudo menos para que foi feito, mas passei tanta hora em tanto Km de estrada com ele que não me consigo desfazer daquele meu companheiro. E para mais – não se deita fora onde se ouviu pela primeira vez o Kid A, entre outros grandes álbuns. E até nem convém, pois sei bem do lugar que ele um dia poderá vir a ocupar numa série tipo ‘A History of the World in 100 Objects’ da BBC. Ou, mais realisticamente, ‘A History of the Ric’s World in 100 Objects’. O outro lá continua, novo em folha e apenas à espera do dia em que eu volte a ser reunido com os meus discos.
Olé
By Ric Jo in Portugal, SociedadeContrariamente à mensagem que faço passar aos meus colegas Ingleses, dia sim, dia sim, tentando manter aquela que é claramente uma marca de independência e orgulho do nosso país – tenha razão de ser ou não, isso agora não interessa – enraizado na nossa sociedade e que desde dos tempos dos reis e das rainhas, das mouros e da técnica do quadrado faz parte do nosso DNA, os ventos e os casamentos que agora vêm do outro lado da fronteira, outrora nada bons, passaram a ser ao que parece, a única luz ao fundo do túnel de gente Portuguesa que mal aos dois dígitos de idade chegaram. Mas onde é que isto vai parar? Pode vir o FMI ameaçar que poderá ter de intervir no nosso país, pode vir o PEC um, dois ou três e até pode vir a estagnação ou recessão da nossa economia. A mim, mais do que esses sinais todos, aquilo que me diz que somos claramente um país sem rumo, sem confiança e sem futuro é quando a aspiração maior para um futuro feliz das nossas crianças é “mudar para Espanha”.
Tá tudo fodido.
A um pequeno passo de grandes fotos
By Ric Jo in FotografiaFantásticos registos fotográficos da missão Apollo 11 (entre outros) da NASA, mesmo a calhar para acompanhamento da minha actual leitura de cabeceira.
Rise & shine
By Ric Jo in DevaneiosFor the first time in my life I wake up looking forward to going to work.
Estará o engenheiro a levar a melhor sobre o comunicador social?
Plutão Anão Podcast | Programa #31
By Ric Jo in Plutão Anão
Back to basics: o Plutão Anão regressa para o 31º primeiro programa, voltando-se novamente para o mundo indie. Rodando por alguns álbuns e EPs acabados de lançar há poucos dias (Phosphene Dream dos The Black Angels, Fields dos Junip e Young dos Summer Camp), passamos também em órbita a pesos pesados como os The Rolling Stones e Arcade Fire, dando igualmente à luz nomes recentes como os Goldheart Assembly e Fanfarlo, entre outros.
Posto o fato e atestado o propelente (n.r. combustível de foguete), siga para a missão a número 31. Boa viagem.
Portugal of London
By Ric Jo in Arte, London, Portugal, SociedadeÉ um tanto ou quanto bimbo e feio, esta minha proposta para bandeira da comunidade Portuguesa de cá. Mas quem anda aqui por Londres perceberá a razão da sua existência. Verdade é que por estes lados, não são apenas os Galos de Barcelos ostentados pelos franchises de frango assado do Nando’s que identificam marcas Portuguesas (sim, sim, sei que o Nando’s era de um emigrante Madeirense com residência na África do Sul) rua sim, rua não. Com o desenvolvimento da tecnologia de transmissão via satélite, tornou-se bem mais fácil de hoje em dia adquirir-se um pedaço de metal redondo pendurado na parede de casa virado para o Hispasat e desta forma estar mais próximo d’O Glorioso e de Portugal. Começaram a aparecer como cogumelos as parabólicas da (então) TV Cabo em muita parede de muito prédio de zonas de Londres, tornando-se assim facílimo identificar-se onde estará localizado uma comunidade de Portugueses. Serve ao menos o consolo de saber-se que, pelo menos na teoria, serão aquelas ruas circundadas de imensas parabólicas da (agora) Meo e Zon mais seguras para se caminhar. E é quase certo o cheirinho a sardinha ou a voz da Amália ou do Quim a fugirem janela fora, fazendo-nos companhia enquanto descemos a rua.
Editoras nacionais a sacar ii)
By Ric Jo in MusicaDe entre todas as editoras independentes Portuguesas, a Optimus Discos – se é que se pode considerar independente – é a que claramente dispõe de maior poderio financeiro e isso reflecte-se tanto na exposição como na cobertura que tem a nível nacional. Munidos de uma figura de proa do som nacional na pessoa do seu Director Artístico – Henrique Amaro (Antena 3, Fnac Novos Talentos) e apoiados por uma brutal teia cooperativa – a Optimus Discos pertence à rede de telemóveis Optimus que por sua vez pertence à multinacional Sonae – tecida entre alguns dos maiores grupos financeiros Portugueses – existe uma relação estreitíssima entre a Impresa Publishing de Francisco Balsemão e a editora – a Optimus Discos tem como lema “dar tudo pela música”.
Albums cheap as peanuts
By Ric Jo in Musica
… in the UK. Fossem os preços verdes da Fnac assim…
Genial
By Ric Jo in Cinema, SociedadeHoax do século? Filme do século? Ambos? Genial. Simplesmente genial.
Editoras nacionais a sacar i)
By Ric Jo in Musica
É sabido que a indústria da música tem sofrido alterações profundas nos últimos anos e que actualmente estamos ainda apenas no início dessa revolução que se quer urgente e inteligente, de maneira a que se possa salvaguardar os interesses das bandas e dos consumidores. Os interesses das editoras, essas estarão sempre salvaguardadas e a menos que continuem a dar tiros nos pés, não querendo abrir os olhos para o mundo diferente em que vivemos e não remando a favor da música de mãos dadas com as bandas e o consumidores, acabarão por conseguir sempre fazer aquilo a que unicamente aspiram – dinheiro.
Informação à população
By Ric Jo in Informação, NetA partir desta semana, passa a haver uma mudança aqui pelo Malibucola. Aliás, passa a haver uma mudança na forma como interajo com a net e consequentemente, na forma como me interajo com muitas pessoas cujo único ponto de contacto é este, seja pela distância física ou pelo simples facto de não ter havido nunca outro local de encontro que não este ou outro canto movido a teclas de um computador.
Há coisa de alguns meses dei início, em conjunto com mais um grupo de pessoas, a um projecto que já há algum tempo fazia parte dos meus desejos e que funciona, também, como resposta a esta nova forma de as pessoas andarem pelo éter. Longe vão os tempos em que os blogs eram os únicos locais ou os privilegiados locais na internet para a troca de ideias e ideais. De hoje em dia, sucumbe tudo à micro-rapidez e micro-espaço de locais como o Twitter e o Facebook. Iniciei este blog no ano de 2005, altura em que qualquer uma destas aplicações estavam ainda bem longe da rotina das pessoas. Ao longo destes anos, tenho assistido ao nascimento e morte de muitos blogs – a plataforma que continua a ser a minha de eleição. Num blog as coisas têm tempo de serem pensadas, digeridas, vistas e revistas. E esse é um aspecto do qual jamais abdicarei. Mas foram muitíssimas mais as mortes e os definhares de blogs do que os nascimentos a que assisti ao longo destes cinco anos, infelizmente. De de hoje em dia, como já referi, tudo migrou para outros locais e para além do consequente (e normal) decréscimo em número de visitas e participações por estes lados que essa migração provoca, são poucos os blogs que por aí existam que mantenham a batuta elevada que em tempos houve.
Plutão Anão Podcast | Programa #30
By Ric Jo in Plutão Anão
Portugal, noite quente de verão, céu limpo, lua quase cheia, cantar de muito grilo, terraço, luz apagada, minis, música, dois micros e dois amigos. Foi este o cenário para o mais recente programa do Plutão Anão. Como convidado, tive a oportunidade de trazer aos microfones o meu grande amigo Nuno Pereira, também conhecido por Yuran. E é porventura na condição de Yuran que ele vem ao Plutão Anão, passando por revista temas escolhidos por si que dão foco e azo àquilo que lhe enche as medidas na música – as ditas grandes bandas e nomes históricos da música e a pop-mais-pop que por aí alguma vez se fez. Nesta hora completa do 30º Plutão Anão, não há espaço para egos. E não há também lampejo em afirmar aquilo de que se gosta ao longo de 60 minutos. Há simplesmente a boa disposição que é apanágio do Yuran e uma conversa banhada e guiada ao som de canções que por uma razão ou outra, fazem parte do imaginário – dele e de todos. Tu cá tu lá, Sergei ou o Yuran na primeira pessoa.
One woman show
By Ric Jo in Musica, TV, VídeosSábado à noite tranquila depois de uma noite de sexta feira mais agitada, dada a conversas e copos ao sabor das últimas noites de verão (?) cá do burgo. Hoje, por entre colocar a leitura em dia, passar os ouvidos por som novo (algum dele, pérolas gravadas num evento ao vivo ocorrido no passado Sábado ainda por Portugal – thanks Pedro!) e preparar o próximo Plutão Anão, tempo também para ver o excelente programa dos melhores momentos dos primeiros 250 episódios do mítico Later With Jools Holland. Por entre muito momento de elevado nível que tive a oportunidade de ver ao longo de hora e meia, sem dúvida que o ponto mais alto pertenceu, a meu ver, a uma jovem Kt Tunstall com o seu tema ‘Black Horse And The Cherry Tree’. Estreia absoluta de Kt na televisão na altura e dotada apenas de uma guitarra, voz e gravador de loops, Kt dá grande, grande baile.
Malibu By U
By Ric Jo in MarcasIncursão mensal pelo Sainsbury’s ontem e encontro frontal com uma versão de Malibu deveras interessante: ‘Malibu By U‘ – garrafa branca e singela, como é seu apanágio, mas não passando disso – faltava-lhe as cores do logo que em longínquos tempos deram o tom a esta casa. A minha perdição pelo líquido no interior da garrafa já não o que era, mas não deixo de ter vontade de levar uma comigo de tempos a tempos. Desta feita, fiquei ainda mais curioso e levaria estas duas de uma assentada: uma para pintar antes de abrir alguma delas e a outra para fazer criação artística no final da noite. Não duvido por um segundo que o surrealismo da segunda garrafa levaria a melhor sobre o cubismo da primeira. E agora que aí vem o frio e está-se melhor dentro de casa do que fora, ou seja, abre-se a época das house parties, parece-me que virá aí a oportunidade perfeita para dar aso à bebida criatividade.
Stars
By Ric Jo in Musica
Congrats aos The XX que venceram o Mercury Prize para álbum do ano. Álbum homónimo a rodar no carro hoje a caminho de casa. Difícil mesmo vai ser inovarem e surpreenderem num segundo trabalho, dado o som minimalista e homogéneo.
Quinze
By Ric Jo in DevaneiosSão dezanove subtraídos de trinta e quatro. Ou por outras palavras, o diferencial de temperatura a que passarei a estar sujeito a partir de amanhã, de regresso à base e com jeitinho e devagarinho, de regresso a estas e outras lides. Tudo o que é bom acaba.
Há cenas que só vistas se acreditam
By Ric Jo in Musica, Vídeos
E esta é uma delas. Courtney covering Pearl Jam. Damn.
Chord bookulele
By Ric Jo in London
Não é todos os dias que durante uma qualquer jam session se acaba por jammar com o autor do livro de acordes ao qual estás a tocar. Aconteceu ontém à noite no The Royal George. How random was that?
Foto de Fil Nunes.
Hey, what’s that sound: Ukulele
By Ric Jo in Musica
The uke is the star in today’s ‘The Guardian’. Mais uma prova do crescimento da popularidade do instrumento. Vai uma noite do ukulele tomorrow night? You bet ya.
When old becomes new
By Ric Jo in Devaneios, Friends
As memórias proporcionadas por um pedaço de papel, uma guitarra, umas cervejas e uns amigos são eternas. Infelizmente as folhas de A4 que proporcionam momentos do género de eterno não têm nada e demonstram bem a marca do tempo e das vivências que proporcionaram. A acompanhar-me há quase 15 anos, chegou a hora da minha pasta de acordes ser renovada, onde o papel rasgado dá lugar a cópias reluzentes. Mas as folhas manchadas e marcadas pelas noites, essas continuarão a dar música até ao dia em que as suas fibras não mais aguentarem (dedicarei um post as essas míticas folhas num futuro próximo).
A Gosto
By Ric Jo in Devaneios, Friends, Plutão Anão, Portugal
À pala de um gravador minidisc da Sony que comprei este fds pela módica quantia de £2, e de mais algum material do Plutão Anão já existente, tenciono passar algumas das minhas tardes de verão que aí se aproximam (ai de ti que decidas zarpar do sudoeste Europeu, filha de puta de sol!) a gravar um ou outro programa do Plutão Anão em formato móvel, acompanhado por algum (qualquer) amigo com bom gosto musical, umas Sagres frescas, um indefectível cheiro a pinheiro e o cantar de grilos como acompanhante constante de fundo. E dizem que o dinheiro não traz alegria. O caralho que não traz.
Eu tenho dois amores
By Ric Jo in Desporto, London, PortugalÉ uma partida que não acontece desde do longínquo ano de 1962, por altura, uma meia final da Taça dos Clubes Campeões Europeus que o Benfica viria a ganhar – a segunda seguida. Venceu o Benfica a primeira mão na Luz, por três-bolas-a-uma, tendo perdido a segunda mão no White Hart Lane, por duas-bolas-a-uma.
Volvidos quase cinquenta anos, quis um jogo amigável juntar novamente as duas equipas pelas quais torço desde puto e esta é a primeira vez que tenho a possibilidade de poder ver tal situação ocorrer. Não venho aqui explicar ou justificar (como se tal fosse preciso fazer) a razão pela qual sou adepto de ambos os clubes, mas a verdade é que esta noite daria tudo para poder estar presente no Estádio da Luz. Desta feita, em vez de estar por Benfica, estarei pela minha terra natal a assistir ao jogo com um desejo apenas: que se jogue uma bela partida de futebol e que se honre o bom nome de ambos os clubes, os quais estão novamente e claramente numa rota tendencialmente positiva.
Ciente da qualidade de ambas as equipas mas também da superioridade futebolística (e nesta caso, claramente táctica) Portuguesa, creio estarem reunidas as condições para 90 minutos dos quais não me esquecerei, com certeza. E como me dizia há dias o maior Benfiquista do mundo, “até nem importaria que o glorioso perdesse de maneira a que o Tottenham juntasse uma taça do Benifca à sua sala de troféus”.
Que se possam voltar a encontrar novamente na época que se inicia brevemente, desta feita pelas últimas rondas da Liga Dos Campeões. Por ora, que role a bola e que vença… qualquer um.
Com bolinha (e lubrificante)
By Ric Jo in TV
English TV can make for very interesting viewing.
(ou ‘o que apanhei em sessão de zapping às 22:30h de ontem num canal aberto a todos’)
Quarenta-e-um
By Ric Jo in Devaneios, PortugalPor estes lados ouve-se com atenção sobre as temperaturas altíssimas que se fazem sentir em Portugal nesta altura do ano. Mesmo para um país habituado às andanças nos píncaros dos termómetros, 40ºC e 41ºC são de respeitar. Mas não é nada que invejo ou desejo, pois tratam-se de temperaturas insuportáveis e que levam a que uma pessoa passe mais tempo dentro das casas frescas do que na rua. E eu, quando regressar a Portugal no mês de Agosto, qual bom emigrante, quero é poder andar o máximo de tempo possível na rua, apanhando ar quente no focinho. Mas lá no fundo, sinto que o que me vão esperar são as típicas noites geladas de verão Oureenses e em vez de as passar ao luar numa das torres dos castelos como de forma romântica e ingénua desejo, está-se mesmo a ver que estarei enclausurado dentro de umas quaisquer quatro paredes ou encasacado numa qualquer esplanada de verão, sempre ao abrigo do vento. Mas apesar das noites de verão por Londres serem mais agradáveis do que na cidade pequena, continuo a ansiar por duas semanas que nunca mais chegam. Enquanto isso, o Plutão Anão passa agora a ter um sistema de avaliação de cada programa (nada de muito elaborado, não pensem), de maneira a que possam partilhar o quão mau acham que o programa é. Noutro canto, a descobrir de forma completa depois do verão, partilho umas fotos tiradas por mim a uma cenas de street art bacanas em Londres no fds passado e enquanto continuamos a assistir ao diminuir gradual diário de minutos de luz solar, continuo por decidir: cinza ou bege?
I want to ride my bicycle (in London)*
By Ric Jo in LondonO verão tem sido bastante escaldante pelos lados de Londres, este ano. Isto, obviamente, na perspectiva Inglesa. Tirando uma ou duas semanas de excepção (verão sem chuva não seria verão Inglês), o termómetro tem andado maioritariamente entre os 25ºC e os 30ºC.
Tendo em conta a excelente capacidade térmica das casas Inglesas, que conservam bastante o calor – algo que dá muito jeito no inverno – os verões excepcionalmente quentes podem por vezes ser um martírio para quem quiser ficar dentro de portas. Se a isto juntarmos uma cidade amplamente servida de parques de grande e enorme dimensão onde as pessoas têm uma tendência descomunal de calçar o chinelo e sair porta fora mal apareçam alguns raios de sol, então podemos dizer que temos todos os ingredientes para que se passe pouquíssimo tempo dentro de casa nesta altura do ano.
Sendo uma cidade tão grande, não é surpresa nenhuma quando um encontro combinado com amigos ou uma ida a um museu demore cerca de 40 minutos a alcançar. Se nos imaginarmos enfiados num metro onde a temperatura certamente ronda por vezes os 40ºC e onde os cheiros não são propriamente os mais chamativos que existem, então é fácil concluirmos que uma das melhores formas de comutar por Londres nesta altura seja a bicicleta.
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Plutão Anão Podcast | Programa #29
By Ric Jo in Plutão AnãoO Plutão Anão celebra o verão que por estes lados se verifica mais quente do que o costume, tendência verificada também pela metrópole. No 29º programa, vagueando por canções que fizeram parte da banda sonora do verão de muito boa gente e de novos temas que ainda estão a tempo de o fazer, estendemos as toalhas, abrimos umas minis e assistimos ao virar do dia para a noite ao som de bandas como os LCD Soundsystem, Pixies, Green Day ou Bombay Bicycle Club, entre outros.
Espalha o protector e carrega no play. Boa viagem.
Faça-se silêncio ou muito barulho
By Ric Jo in Braga, DevaneiosEstúdio 2 da Rádio Universitária do Minho (que me acompanhou durante muitas madrugadas de muita noite Bracarense). Uns montam museus de colectividades desportivas ou estúdios de música por casa. Eu cá optarei por reproduzir um estúdio destes um dia num qualquer sótão ou cave, quem sabe.
Quente, quente, quente.
By Ric Jo in MusicaTal como a cidade que dá nome ao álbum. Atrevo-me a dizer, novamente, que estes senhores são actualmente a melhor banda do mundo.
Notas*
By Ric Jo in Arte, MusicaSemana aterefadíssima e de passagem apenas de relance. Três notas importantes a reter desta semana (e três apenas porque não há tempo para mais):
- Great news – BBC 6 Music a salvo dos cortes orçamentais e consequente fecho e com vista a aumentar número de ouvintes. Yipitihey.
- Novo álbum dos Londrinos Bombay Bicycle Club. Chama-se Flaws, será todo ele acústico (ukuleles in action! – parece que escolho apenas bandas que o usam, mas garanto que se trata de coincidência! ou bom gosto), podem-se ouvir algumas das novas canções no canal do Youtube da banda e se ainda não ouviram o álbum de estreia dos BBC, façam-no antes de ouvir o Flaws a partir de 12 de Julho.
- Boa entrevista de Alberto Manguel ao jornal Público, onde a Zita destaca, e bem, a seguinte declaração: “Estamos a tornar-nos mais estúpidos porque vivemos numa sociedade na qual temos de ser consumidores para que essa sociedade sobreviva. E para ser consumidor, é preciso ser estúpido, porque uma pessoa inteligente nunca gastaria 300 euros num par de calças de ganga rasgadas. É preciso ser mesmo estúpido para isso.” A ler.
*Este artigo está a ser replicado algures por aí. Mas ainda não é tempo de desvendar onde. Watch this space.
V for Vendetta
By Ric Jo in DevaneiosPá, oh ipod, já nos conhecemos há quanto tempo? Quatro ou cinco anos já, não? Pois. E desde então, quase todos os santos dias que se passaram, tive contigo na mão, no bolso ou em cima da mesa, bem perto de mim, certo? Agarrado a mim via fonos, partilhamos muita horinha a ouvir muita coisa boa, não? Ok, ok. Admito que de vez em quando me estiquei e obriguei-te a passares cenas menos boas. Acontece a todos. Todos temos a fase em que apetece só ouvir cenas dos anos 80. Mas vá, em 90% do tempo, não me digas que não te orientei como deve ser quanto a bom som, não? Não me digas que com as ceninhas boas todas que te dei a mostrar, que não te acostumaste àquilo que curto ouvir, certo? Então porque porra é que das raras vezes em que não tenho vontade nem cabeça de escolher um álbum inteiro de fio a pavio para ouvir, e lá te meto a contra gosto em modo shuffle, tu só me fodes a cabeça ao escolher quase unicamente os álbuns da treta que por lá te meti em tempos com o intuito de apenas os descobrir e ouvir pela primeira vez, tendo me esquecido de depois os remover por serem muito fracos?
A vingança fica-te mal, my friend. Muito mal.
Plutão Anão Podcast | Programa #28
By Ric Jo in Plutão Anão
Ao sabor do calor providenciado pelos 30ºC (sim, leram bem – trinta graus centígrados in London) e com as hosts residentes do programa – ‘C’ e ‘V’ (agora Cat e Vânia) – o Plutão Anão regressa em formato VCR para o vigésimo oitavo programa. Gravado num só take apenas e sem qualquer tipo de trabalho de casa ou preparação feita, neste último programa falamos do Mundial de Futebol, de filmes pornográficos portugueses, touradas e festivais de música, entre outros temas também espontaneamente trazidos aos nossos microfones. Isto tudo fazendo companhia a uma colecção de canções escolhidas pelos três, onde entre outras coisas ouvimos o que aí vem no terceiro álbum dos Arcade Fire, onde damos a conhecer uma figura da Islândia que cria música bonita e que não se chama Jónsi ou Bjork e onde as descargas de guitarra são denominador comum com os The Horrors, Los Campesinos! e os Phoenix.
Fica também a despedida (demasiado cedo!) feita à nossa ‘V’, que em breve regressa à metrópole, mas prometendo no entanto um regresso pontual aos nossos microfones. Teremos sempre um micro à tua espera, VaVa.
E com isto vos desejamos a todos muito boa viagem. Regressaremos em breve para uma sessão carregada de sons de e para o verão. See you there.
Eu gosto é do verão: Albert Hammond Jr.*
By Ric Jo in MusicaChegou a altura do ano em que o sol é o denominador mais comum dos nossos dias. O calor tresanda fortemente lá fora e já só se pensa nas férias de verão – pegar nos amigos, nas pranchas de surf, nas toalhas, nas guitarras, nas cervejas e no carro ou num pão-de-forma e fazer-se à estrada rumo à praia do costume, apanhando com o vento na focinho pelo caminho e tendo uma banda sonora bem ao nível do momento mágico.
Infelizmente isto nunca me aconteceu. Mas no início de todos os Verões, passo este filme imaginário pela minha cabeça e o pormenor em que perco mais tempo a decidir é precisamente a banda sonora. Todos temos aqueles álbuns que nos são especiais porque serviram de banda sonora a um qualquer verão passado de muito boas recordações. É das recordações que mais nos ficam gravadas na memória, daí dedicar tanto tempo a pensar nele.
Há uns quantos álbuns que tenho lá por casa que pertencem claramente à categoria de ‘Álbuns de Verão’. E portanto durante as próximas semanas vou partilhar um pouco desses álbuns convosco, recomendando um som que claramente poderá tornar o vosso verão um pouco mais aconchegado.
Actualmente, quando penso num grande álbum de verão, o primeiro que me vem à cabeça é o trabalho de estreia a solo, Yours To Keep, do guitarrista dos The Strokes, Albert Hammond Jr., lançado em 2006. É um álbum que transpira e deita por todos os seus poros o verão. Qualquer uma das canções movidas à guitarra e riffs típicos de Albert Hammond Jr. e polvilhados com uma dose ideal de sintetizadores encaixam perfeitamente no cenário de um fim de tarde de verão numa qualquer esplanada, regado com umas cervejinhas ou malibucolas frescos. Com temas de bom nível como Blue Skies (nunca uma canção tipo balada-de-verão soou tão bonitinha), Back To The 101 e o momento alto do disco, In Transit (que podem escutar em baixo), este que é o melhor disco de todos os projectos a solo dos The Strokes será sempre, sem quaisquer dúvidas, uma excelente banda sonora para qualquer verão. Surfs up!
In Transit – Albert Hammond Jr.
Álbum: Yours To Keep;
Ano: 2006;
De: Albert Hammond Jr.;
Editora: Rough Trade Records;
Web: http://www.myspace.com/alberthammondjr
Review: http://tiny.cc/bhm5q
*Este artigo está a ser replicado algures por aí. Mas ainda não é tempo de desvendar onde. Watch this space.
Preciso
By Ric Jo in NetDe uma menina. De uma menina que tenha jeito. Que tenha jeito e vontade. Que tenha vontade de participar. De participar numa coisa boa e que dá prazer. O prazer de escrever. Escrever sobre o que lhe apetecer.
Para questões, mais informações ou para te atirares de cabeça e às escuras, email me, please.
Leiria perde a união*
By Ric Jo in Desporto, Polítiquices, Portugal, Sociedade
Por este lado do Atlântico não é costume assistir-se a este tipo de coisas. Por estes lados, a fidelidade é algo que costuma imperar entre as associações e as suas localidades. Consegue-se sempre ultrapassar os casos pontuais de zanga e até as traições se perdoam. As associações são geralmente a cara mais pública das suas localidades e costuma-se até confundir uma com a outra – veja-se por exemplo o caso dos Lisboetas que só querem ver o Porto a arder e vice-versa.
Mas do lado de lá do Atlântico, na terra de todas as oportunidades, a mesma relação é mais fria e mais racional. Em campeonatos cujas equipas já há muito são meras empresas (algo que a bola só começou a acompanhar há uma década) e onde o objectivo principal (único?) é fazer-se dinheiro, veja-se por exemplo os inúmeros casos na NBA em que as equipas (denominadas precisamente de franchises) não prestam grande legião à cidade e mudam de casa, movidos única e simplesmente por razões financeiras: os Seattle Supersonics mudaram-se em 2008 para Oklahoma, denominando-se desde então de Oklahoma City Thunder. Ou os Vancouver Grizzlies, que em 2001 se mudaram de armas e bagagem para Memphis, passando a chamar-se de Memphis Grizzlies.
Deste lado de cá, são muito poucos os casos em que tais situações se deram. Em Inglaterra, o Wimbledon Football Club em 2004 foi relocalizado (à revelia extrema dos seus adeptos) para Milton Keynes, situando-se a imensas milhas de distância e passando a chamar-se Milton Keynes Dons. Na Áustria, dado o patrocínio e eventual compra do SV Austria Salzburg (os Sportinguistas devem-se lembrar bem deste clube) pela Red Bull, este passou a chamar-se de FC Red Bull Salzburg, mudando de emblema e de cores de equipamentos. Os exemplos nos States são imensos e pela Europa menores, mas chamem-me de romântico ou conservador, são situações que por muito ou poucos que sejam, me desagradam sobremaneira.
14 Setembro 2010*
By Ric Jo in MusicaO tempo tem sido escasso para se escrever tudo aquilo que se tem alinhado na cabeça, mas não se pode deixar passar a notícia de que uma das melhores bandas do mundo – The Walkmen – vai lançar no dia 14 de Setembro o seu novo álbum (sexto trabalho), de nome Lisbon. Tudo isto exactamente no mesmo dia em que mais uma grande banda Norte-Americana, Interpol, também lançará o seu mais recente trabalho homónimo (quarto da lista). Nem Nostradamus teria adivinhado tão grande dia. Já só faltam 89 dias.
*Este artigo está a ser replicado algures por aí. Mas ainda não é tempo de desvendar onde. Watch this space.
By Ric Jo in Devaneios

Não se pára, apesar de parecer que se está parado. Viaja-se, trabalha-se, vê-se o Mundial, namora-se, convive-se, lê-se, ouve-se e toca-se (vá, não sejam perversos). Mas também se cria. Continua-se a criar. De várias formas. É preciso é tempo para tudo. Virão novos textos. Virá aí novo Plutão Anão. Vem aí uma série de pósters. Está para vir novo site (ou já anda algures por aí). E até há-de vir um projecto de arte.
É preciso é haver tempo. E paciência. Please bear with me.
Adidas 1 – 0 Nike*
By Ric Jo in Desporto, Marcas, VídeosEstamos em vésperas do Campeonato do Mundo de futebol da FIFA, a decorrer na África do Sul durante o próximo mês. Só não sabe isto quem tiver estado fechado nalguma divisória recôndita e perversa da cave de uma casa. É que mesmo quem tenha conseguido fugir às fantásticas coberturas dos directos das estações televisivas nacionais do abastecer do autocarro da selecção das quinas ou do entrar dos jogadores no avião da TAP, não terá com certeza conseguido fugir às restantes notícias acerca do maior espectáculo de desporto do mundo.
Por esta altura os patrocinadores carregam em força, tentando fazer passar a sua mensagem de formas menos originais (e chatas – vide vuvuzelas da Galp) ou de formas bastante originais (e com muita pinta – vide o vídeo da Adidas que aqui publicamos). Por estas alturas uma determinada marca desportiva costuma destacar-se das demais, dado o peso dos nomes que geralmente a representa nestes torneios – basicamente os melhores jogadores do mundo. Neste mundial, a Norte-Americana Nike tem, entre outros, nomes de peso como Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney ou até o ausente Ronaldinho, personalidades com estatuto que chamam sempre a atenção do público independentemente da qualidade do material produzido pela Nike. E este ano, apesar de ter produzido um longo anúncio para este mundial de 2010 que tem passado mundo fora e captado a atenção de toda a gente, é a alemã Adidas que produz, na opinião do 4F, o verdadeiro grande anúncio deste mundial de 2010. Sem fazer uso de qualquer jogador presente no mundial – o único futebolista no activo presente no vídeo é o Inglês David Beckham que se encontra ausente do torneio devido a lesão – e utilizando nada mais, nada menos que nomes como os Daft Punk, Snoop Dog, Noel Gallagher, Franz Beckenbauer e… Han Solo, Chewbacca, C-3PO e Obi-Wan Kenobi (sim, leram bem), entre outros, somos presenteados com um remake fantástico da mítica cena da cantina do Star Wars, feito com a chancela oficial da Lucasfilm.
Não tendo o espalhafato e megalomania (para além dos clichés) do anúncio da Nike – e consequentemente tendo injustamente menos tempo de antena – mas tendo muito mais pinta e qualidade, esta sim é a verdadeira estrela no campeonato da guerra das marcas. Mas mais do que tentar descrever, o melhor é mesmo ver o anúncio.
Ler comunicado oficial da Lucasfilm.
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Em equipa que ganha não se mexe*^
By Ric Jo in TV* ou pelo menos não se deveria mexer.
Quando se é pequeno, tudo é perfeito. Quem é grande, maior do que nós, é-o mesmo. Quando queremos andar a mil à hora na bicicleta, fugindo a todos os polícias ou ladrões que nos andam a perseguir, conseguimos sempre fazê-lo. E as televisões passam precisamente os programas que queremos ver, às horas que os queremos ver. Pode-se dizer que quase tudo menos a sopa é perfeito quando somos crianças.
Voltando atrás à temática da televisão que propositadamente meti ali pelo meio como forma de ligação a este parágrafo, todos os desenhos animados que víamos em criança eram sempre os melhores do mundo. Nunca se fazem desenhos animados como antigamente, é a frase que se profere seja ela qual for a geração. Quando calho na infelicidade de ter de partilhar um desenho animado com as várias crianças que tenho na família de hoje em dia, não consigo esconder o sentimento de blasfémia que me vai na alma ao ver os bonecos actuais, sem personalidade e todos eles com o mesmo sentido de humor – demasiado politicamente correcto, i.e., insonso.
Foi então com uma enorme sensação de bajular servilmente (vulgo “cringe”, em Inglês – e esta, hein?) que recebi a notícia de que a Warner Bros. Animation, em conjunto com a Japonesa Studio4ºC (especialista em manga) estavam a trabalhar no regresso da série de animação da década de oitenta, Thundercats, para o ano de 2011, tendo sido publicados inclusivamente um cheiro daquilo que se pode esperar desta nova aparição da série (imagens apresentadas neste artigo).
Não sou adepto da manga, mas nem é o facto de vir a ver a bela da Cheetara, claramente e literalmente a gata mais sensual de sempre do mundo de animação, com traços nipónicos. Simplesmente acredito que as coisas boas nem sempre se deverão tentar repetir e dificilmente se poderão repetir. A máxima “nunca voltar a um lugar onde se foi feliz” é algo em que acredito piamente, e creio que aqui seria melhor deixar as boas memórias que temos na nossa cabeça destes nossos amigos, que de espada em riste davam cabo do canastro de Mumm-Raa, exactamente como estão: na nossa cabeça. O desenho animado original teve o seu lugar e a sua época. Ao trazê-lo para o mundo completamente diferente e mais descartável que é o século XXI, a Warner Bros. Animations corre o risco de fazer diluir todas essas memórias dos Thundercats por entre os milhares de fracas personagens de animação que hoje inundam os infinitos canais de televisão. Ou isso, ou então eu é que sou demasiado conservador no que a desenhos animados concerne. Escolha.
De qualquer forma, terminarei da única forma que se deve terminar um texto sobre o Lion-O e Cª: Thundercats Hoooooooo!
Ler o press-release da Warner Bros. Animations
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Born Free [curta metragem]*
By Ric Jo in Musica, Vídeos
Podia apresentar este vídeo como o novo video-clip de M.I.A., do seu novo single, Born Free – avanço para o seu terceiro álbum de originais a sair dia 13 de Julho, intitulado Maya. Mas apesar do som de qualidade que Born Free é, aqui a verdadeira estrela é o video-clip. Não vale muito a pena estar agora a falar da influência e do paralelismo que este video-clip terá ou não com um outro marco na área – Thriller, de Michael Jackson (1983). Realizado pelo Francês Romain Gavras, esta curta metragem é simplesmente uma fantástica crítica ao abuso da força das armas ao longo da última década, tendo o genocídio desmedido e injustificado (obviamente que o genocídio nunca tem justificação) como alvo principal.
M.I.A., que escreveu e produziu esta curta, acerta em cheio no alvo. Fica também o aviso para a natureza bastante gráfica desta versão não-censurada de Born Free.
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Bandstand Busking: Coretos, para que vos queremos?*
By Ric Jo in London, MusicaExistem às centenas, espalhados pelos inúmeros espaços verdes desta enormidade de cidade que fazem corar muitas das localidades presentes no meio do “countryside” de muitos países do mundo, localidades essas que acabam por ceder à lei do betão e desorganização urbana, roubando o protagonismo aos espaços verdes. Londres, apesar de ser uma das mais populosas cidades do mundo, tem uma imensidão de parques onde é muito fácil esquecer-se que se está rodeado de mais de oito milhões de pessoas.
Em muitos desses parques, por entre as árvores e a relva, encontram-se muitas vezes coretos. Uns bem estimados, outros menos estimados. Uns mais altos, outros mais baixos. Uns pintados de branco e outros expondo a cor natural da madeira. Mas todos, ou quase todos, têm algo em comum: a pouca utilização. Tirando um ou outro coreto dado a festivais de Jazz, como em Regent’s Park, por exemplo, é raro apanhar-se algo ou alguém a fazer uso deles como deve ser. E foi como forma a combater essa falta de utilização, aproveitando também para promover a música em formato acústico, folk e não só, que nasceu o Bandstand Busking (que traduzido literalmente é qualquer coisa como Entretenimento de Rua em Coretos). Este grupo ou colectivo de amigos promove concertos espontâneos (ou quase) nos mais variados coretos da cidade. Avisando apenas com um a semana de antecedência via o próprio site do colectivo ou através da sua mailing list, seja de verão ou de inverno, de t-shirt ou encasacados, cada sessão do Bandstand Busking é brindada com três nomes do mundo folk e outros (de peso ou não), tendo as actuações uma duração média de duas horas e meia no total.
De uma forma muito simples mas com muito boa onda, o povo vai chegando acompanhado das suas mantas, cervejas, vinho e gelados (como foi o caso neste último fim de semana de trinta graus centígrados sentido em Londres), sentados ora na relva, ora mesmo dentro do próprio coreto. Cada actuação é filmada, sendo depois reproduzida à la Blogothéque no site do colectivo.
A ideia de passar um domingo à tarde envolto de uma paisagem pitoresca, com gente bonita e um belo som é algo que à partida me atrai bastante. Se a isto adicionarmos o facto de tudo ser gratuito e de não faltar a típica carrinha dos gelados Inglesa, então não há mesmo como resistir. O difícil é mesmo resistir à tentação de agarrar numa guitarra e ir também para o ‘palco’ fazer a festa. Quando passarem por Londres durante um fim de semana e quiserem conhecer uma face da cidade que poucos conhecem, recomendo vivamente uma tarde fazendo Bandstand Busking.
Onde: Londres, Inglaterra;
Local: Espalhado pelos coretos da cidade;
Quando: Durante o ano inteiro, actuações sem periodicidade certa. Actuações anunciadas com uma ou duas semanas de atencedência no site ou através da mailing list da Bandstand Busking;
Fotos: Thumbnail de Bandstandbusking.com; Fotos do artigo: Anika;
*Este artigo está a ser replicado algures por aí. Mas ainda não é tempo de desvendar onde. Watch this space.
Uma ode à aldeia
By Ric Jo in PortugalChegado o verão a estas bandas (embora apenas oficiosamente e por uma, duas semanas no máximo), veio-me à memória (uma das minhas especialidades!) as infinitas férias de verão que passei em Portugal enquanto criança, deixando para trás Londres e um mundo completamente diferente durante um mês inteiro. Durante aquele mês de férias, trocava o constante tempo de meia-estação de Londres pelo calor abrasador do interior Português, nos tempos em que o verão era-o sem medos, onde as noites eram tão quentes como o dia e onde brisas frescas eram algo que raramente existiam. Naquele mês, deixava para trás os automóveis modernos e confortáveis, para passar a ser conduzido em automóveis sem cintos de segurança e que tremiam à medida justa que o acelerador era carregado. Auto-rádios era algo que raramente existia e como forma a combater o intenso calor Português, alguns automóveis vinham equipados com ar condicionado na zona dos pés, isto é, providos de buracos por onde se conseguiam ver as pedras da estrada e por onde a poeira teimava a entrar. Esta era também uma das grandes diferenças de um mundo para o outro – o alcatrão ainda era um luxo e não chegava a todos os lados. À porta da casa Portuguesa dos meus pais, só chegou a meio da década de oitenta. Até lá, conseguia jogar à bola com as pedras do chão de cada vez que ia a pé até a casa da minha avó, afastando-me para a berma – que mais não era do que a extensão da estrada em si – tapando a cara com a t-shirt de maneira a não levar com a poeira gerada pelos pulmões a dentro.
Junip – José González regressa acompanhado e de borla*
By Ric Jo in MusicaJá vai para dois anos e meio (In Our Nature de Setembro 2007) que o cantautor Sueco de origem Argentina – José González – nos presenteou com um trabalho novo, tendo tido no entanto participação na fantástica colectânea Dark Was The Night onde cantou Nick Drake com os The Books. Mas a nível de originais, a guitarra de González tem estado bastante parada, para pena nossa. Mas eis que chegou a hora do seu regresso. Aliás, não é bem assim. Para sermos mais correctos, chegou a hora do seu projecto paralelo – Junip – ver mais um pouco da luz do dia que vai prometendo desde que iniciaram a sua actividade em 2005 com o EP Black Refuge. Ainda não foi desta que os Junip lançaram o seu primeiro álbum, mas parece que vão a caminho disso. José González e Cª. acabaram de lançar mais um EP, de seu nome Rope And Summit e está disponível para download de forma completamente gratuita no site da banda. E a julgar por mais esta amostra, vem aí coisa boa. Até lá, fiquemos com a canção que dá nome ao mais recente EP dos Junip – Rope And Summit.
Rope And Summit – José González
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Pelos subúrbios em pleno Maio*
By Ric Jo in MusicaNum ano dado a novos trabalhos de bandas que jogam na Liga dos Campeões do mundo indie, os Arcade Fire serão um dos próximos a dar mais um pontapé de saída. Anunciado no seu site, os Arcade Fire preparam-se para lançar um single novo intitulado Suburbs/Month of May a 1 de Junho. Será uma bela prenda para as crianças e para todos aqueles que anseiam pelo terceiro longa duração dos Canadianos, depois dos fantásticos Funeral e Neon Bible. Keep the car running, dizemos nós.
*Este artigo está a ser replicado algures por aí. Mas ainda não é tempo de desvendar onde. Watch this space.
Plutão Anão Podcast | Programa #27
By Ric Jo in Plutão Anão
Passado que foi um pequeno hiato, de forma a conseguir ganhar balanço e forças para mais um programas, o Plutão Anão regressa no conforto da sala e do sofá, acompanhado por guitarras providas de corrente (ou no estado natural, diria) e um chá ou um chocolate bem quente, pois apesar de estarmos pela segunda semana de Maio, as temperaturas que se sentem por Londres não fogem muito à estação que antecede a Primavera.
Numa playlist totalmente dominada pelo formato acústico, os covers são reis e senhores nestes cinquenta e poucos minutos do 27º Plutão Anão. José Gonzalez a fazer de Joy Division, Florence vestida dos Cold War Kids e Nelly Furtado (sim, leram bem) a fazer-se passar pelo Gnarls Barkley, estes são apenas alguns dos covers presentes neste programa. Mas de originais também se faz a playlist – entre os The Cure, Xutos & Pontapés, Smashing Pumpkins, entre outros, a guitarra no seu som mais puro é quem mais manda.
Agora façam o favor de pegaram no chá, baixarem as luzes da sala, deitar no sofá e carregarem no play. Boa viagem.
Trinta e dois
By Ric Jo in Desporto, PortugalO ano futebolístico que ontem findou pertenceu aos encarnados. Não aos vermelhos, azuis ou verdes. Aos encarnados. Apesar do mérito enorme que o Sporting de Braga teve (cujo lustro perdeu brilho quando o Sr. Paciência não teve a grandeza suficiente de dar os parabéns ao vencedor da prova), o Benfica soube realmente andar pelos campos a vibrar na época que ontem findou. Para além de ter tido a melhor defesa da prova (a par do Sporting de Braga), o Benfica teve o melhor ataque e apresentou um futebol de enorme qualidade que apenas ajuda a enaltecer o nome do clube e acima de tudo, apagar a memória do futebol menos bonito e mais sofrido com o qual tinha vencido o campeonato em 2004/2005. Pelos relvados de Portugal, a equipa liderada por Jorge Jesus presenteou o público com um futebol total, de pressão alta, futebol ao primeiro toque, defesa subida, perfeccionando o jogo entre as linhas das equipas adversárias (está cumprido o objectivo de usar o futebolês neste post). É certo que a equipa não foi espectacular em todos os jogos. Olhão, Braga e Dragão foram três dos poucos lugares este ano onde não deu prazer ver o Benfica jogar. Mas tirando esses poucos exemplos, a equipa do Benfica geralmente brindou-nos com um futebol de enorme qualidade atacante, algo que nenhuma das equipas adversárias conseguiu fazer da mesma forma regular, apesar do futebol certo (mas nada espectacular) do Sporting de Braga. É certo que Cardozo não é Van Basten, que Javi Garcia não é o Didier Deschamps e Di Maria não é nenhum Glen Hoddle, mas o facto é que a equipa de Jorge Jesus conseguiu atingir por vezes níveis brilhantes, com intérpretes de elevado nível para um campeonato como o do Português, tendo alguns deles pedalada até para outras paragens de exigência superior. Querer justificar esta vitória do Benfica com o argumento ridículo e pequeno de túneis e expulsões, acaba por ser desvalorizar o próprio valor das equipas adversárias, pois só mesmo o melhor Benfica dos últimos vinte e cinco anos é que conseguiu acabar à frente da concorrência, o que demonstra o nível elevado que os três primeiros classificados acabaram por apresentar na prova ao longo do ano.
On air
By Ric Jo in DevaneiosEnquanto ele vai ganhando novamente balanço para se dedicar ao éter, reservando o próximo fim de semana à gravação de dois programas de ‘rádio’ (por entre festejos encarnados, pois claro), vai-se reservando também ao direito de perder o encanto pela bebida que em tempos longínquos o guiava noite fora. É mesmo assim a vida: os gostos vão-se refinando e acabamos por deixar para trás velhos hábitos, os quais em tempos chegamos até a pensar não conseguir viver sem eles. Mas a vida também se faz de virar de páginas e de recolorir outras. Assim seja. Ou assado, conforme a disposição mandar.
Estarei onde quiser
By Ric Jo in Devaneios, LondonNão será envolto pelo cheiro a pinho das Chadas – campo da União Desportiva e Cultural do Alqueidão, palco de infinitos jogos daqueles que já foram campeões nacionais da modalidade (e esta, hein?) – nem será na Bois de Vincennes ou junto ao Canal Saint-Martin em Paris, envolto pelo estrondo do bater das restantes dezenas de bolas em meu redor umas nas outras ou pelo bater alternativo dos copos de vinho, em bom nome do à la santé. Mas será com certeza acompanhado por bons amigos e por um bom vinho tinto (ou cerveja fresca, conforme o gosto) que passarei algumas boas tardes de primavera e verão nessa imensidão de parques Londrinos com a meu recém-oferecido conjunto de pétanque*. Se não posso ir a Ourém ou a Paris, então trazê-los-ei até mim.
* velhos são os trapos! Experimentem a combinação p. + v. e depois digam-me.
E viva a meia estação*
By Ric Jo in London
* estação mais duradoura do ano por estas bandas. Thank god.
Portugal ontem disse:
By Ric Jo in Portugal“corta rating”
“fechou em forte queda”
“ataque dos mercados”
“tomar ‘todas as medidas necessárias’ para garantir confiança da dívida pública”
“novo máximo histórico”
“carácter de urgência”
“antecipar PEC”
“não tinha ‘aptidões’ mas tinha ‘padrinhos'”
“provas de recuperação incentivaram alunos a faltar mais às aulas”
“metropolitano de Lisboa está em falência técnica”
“burla no caso dos submarinos”
“todos os dias morrem em Portugal duas pessoas em consequência de acidentes rodoviários”
Colecção de frases/expressões chave da home page do jornal Público em 27 Abril 2010.
(my) Stencils | Civilians That Spotted Superman During The Past Two Weeks
By Ric Jo in ArteO ‘outro’ Benfica
By Ric Jo in DesportoFeito tão grande (maior?) como vencer a Liga Sagres de futebol onze, a equipa de de futsal do SLBenfica sagrou-se ontem Campeã Europeia da modalidade contra os espanhóis do Interviú – equipa que detinha o título. Num país onde o futsal, apesar de ser jogado de forma universal, acaba por ser o parente menor do futebol nacional, trata-se de uma conquista histórica contra um poder Espanhol há muito instalado na modalidade. E isto após apenas oito anos da existência da modalidade no clube da Luz. Muitos parabéns.
Crise de identidade?
By Ric Jo in London, Polítiquices
Vêm aí as eleições locais e gerais Britânicas – as primeiras nas quais participo. E se a nível local já sei para quem o meu voto está destinado, a nível de eleições gerais a decisão não se afigura fácil. Por falta de opções válidas ou pela dificuldade em distinguir o que dificilmente se distingue, a verdade é que a fachada que são os ‘confrontos’ directos entre os líderes dos três maiores partidos cá do burgo e a quantidade de informação debitado na rádio e tv não serviram ainda para pender o meu voto para um lado ou outro. Assim sendo, ontem decidi experimentar um dos vários sites de órgãos de comunicação Ingleses que nos apresentam com um teste com várias perguntas chaves sobre os tópicos mais importantes da vida política – economia, ambiente, segurança, imigração, impostos, etc. – com a expectativa de saber se o resultado iria comprovar aquela que é a minha intuição actual. E eis que não poderia ter sido mais surpreendido com o resultado apresentado como sendo “O Partido que mais se aproxima das suas perspectivas” – Os Conservadores de David Cameron. Errr… Come again?! Serão as minhas prioridades numa cidade enorme como Londres (com tudo de bom e de mal que isso acarreta) diferentes daquelas que tinha enquanto habitante da muitíssimo menor (em termos de área e valor populacional, obviamente) Braga? Serão, afinal, as nossas ideologias moldados mais pelo meio envolvente do que pela própria personalidade?
Imagem via www.stopboris.org
Car(ga)naval
By Ric Jo in Musica, VídeosApesar de não ser grande fã, passei muito santo carnaval embrulhado no meio de vestes que obviamente jamais usaria noutras noites do ano, tendo a larga maioria desses trapos não resistido à pedalada daquela que era a melhor noite do ano da cidade pequena (a puta da Minnie Mouse…). As pinturas, essas eram levadas pelo suor escorrendo face abaixo, resultando no efeito The ‘cool’ Joker muito antes do Heath Ledger o fazer. Aquilo que começava na maior das calmas, com as gentes trajadas a rigor a comerem as suas refeições com tranquilidade, acabava na maior desbunda, onde perucas e fatos encontravam finalmente o seu caminho até ao chão, por vezes acompanhados daqueles que os usaram a noite inteira. MAS, carnaval, carnaval mesmo, deveria ser assim:
LCD Soundsystem – “Drunk Girls”
Campeões da criatividade
By Ric Jo in DesportoWell done, chaps. Guardem-me também um lugar, please.
Derby II
By Ric Jo in Desporto, LondonO artista da noite passada não tem o número dez nas costas, não joga pela selecção da Argentina (quiçá talvez o pudesse fazer pelas Ilhas das Malvinas) nem é craque mundial, mas também faz obras de arte. Depois de uma semana passada menos boa a nível futebolístico (dos poucos que este ano me proporcionou), estes dois derbies dos meus derbies, cuja coincidência com o seu sentido de humor colocou coladinhos a meio da mesma semana, vierem repor a normalidade da época em curso. Ambos servidos com o mesmo sabor especial.
Derby I
By Ric Jo in DesportoVer o Pablo Aimar em campo na segunda parte do derby da noite passada provocou em mim a mesma sensação que tive ao ver Sean Penn no filme ‘The Interpreter’ – um artista de grande nível envolto de muita mediocridade, tanto do outro lado do campo e acima de tudo, na sala de imprensa. O primeiro derby da semana tá ganho. Venha o segundo, mais logo à noite. Com o mesmo resultado, se faz favor.
Em Cheio
By Ric Jo in DevaneiosEsta tira (estreada esta semana na new-look NME), consegue em apenas quatro quadrados explanar aquilo que que vai pelos quatro cantos da minha mente actualmente. Talk about being spot-on.
Imaginação Britânica ii)
By Ric Jo in LondonMais um belo nome, desta feita bem perto de Windsor Castle. Que diria a Rainha se soubesse Português?
Back Catalogue
By Ric Jo in MusicaO álbum é muito fraquinho, mas não se tem culpa da música que se cria mundo fora na época em que na cara nos começa a nascer pelugem. Tenho-o lá guardado em casa. Por entre os centenas de álbuns, passa com certeza de forma bastante despercebida. E ainda bem. Isto não é coisa para se meter a rodar muitas vezes. Nem algumas. Só mesmo muito raramente, quando o acaso assim o entender ou quando se dá uma dose de Marty McFly e dou por mim a viajar ao passado, vasculhando a banda sonora do tempo dos Riscos – dessa série pré-pré-pré-Morangos-Com-Açúcar ou do risco ao meio, quando ainda havia por onde o fazer. Os álbuns desse tempo – os primeiros da colecção, continuam lá agrupados e ordenados tal qual como há quinze anos atrás. Pararam no tempo, espelhando de forma perfeita os sons que eram projectados contra as paredes do refúgio sagrado que era o meu quarto nessa altura.
Living life on the edge
By Ric Jo in TechDecidi não subscrever à licença final da versão demo do Office 2007 que vinha a acompanhar o meu portátil, nem instalar a versão anterior que tenho por aí com crack. A ver quanto tempo me aguento num computador sem Office.
Pirates
By Ric Jo in London, Tech, VídeosHá um só movimento ilegal ao qual me juntaria sem sequer ter tempo para hesitar. One day, I will become a pirate.
Documentário de 20mins sobre o movimento das rádios piratas aqui em Londres, via Facebook do Fred.
Scrabble
By Ric Jo in Arte


Fabulosa guerra de palavras entre o street artist mobstr e o council de Newcastle.
Via Wooster Collective.
Plutão Anão Podcast | Programa #26
By Ric Jo in Plutão AnãoDepois de um devaneio kitsch no vigésimo quinto programa, o Plutão Anão volta a resumir o serviço normal com o vigésimo sexto programa – tema livre. Este ano de 2010 está a ser bastante frutífero em relação a novos trabalhos, e por entre clássicos dos Belle & Sebastien, José Gonzalez, The Libertines e Arcade Fire, passamos os ouvidos pelos trabalhos novos de Laura Marling, The Tallest Man On Earth e Caribou, entre outros.
A viagem em órbita a Plutão Anão #26 começa aqui.
Como nota final, um agradecimento muito grande a um dos ouvintes que já me abasteceu de três ou quatro jingles de muito boa qualidade, um deles chegado a tempo de ser estreado neste programa. Teremos com certeza muitas oportunidades de ouvir as restantes obras de arte.
Última nota mesmo para quem não conseguir ouvir o Plutão Anão em streaming (no leitor) no próprio site. Apesar das tentativas de aumentar a compressão do ficheiro mp3 de maneira a torná-lo mais leve, a audição está sempre dependente da velocidade da vossa net, devendo funcionar perfeitamente numa ligação típica adsl ou cabo. Para quem tiver mesmo dificuldades em fazer o stream (carregando no play do leitor embebido do site), tem a alternativa segura defazer o download do ficheiro, bastando para tal clicar com o botão direito do rato em ‘Download’ e ‘Salvar Ficheiro Como…”. Boa viagem.Stylophone cá por home
By Ric Jo in MusicaA Cat mostrou-me a luz e eu segui – Stylophone. Por meia dúzia de trocos (mais barato ainda que um ukulele), tenho por casa um instrumento com mais de quarenta anos, utilizado pelos Kraftwerk antes de todos e usado por nomes como David Bowie e os MGMT depois de muitos outros. Primeiro objectivo: conseguir tocar o ‘Kids’ dos MGMT. Depois, brindar as paredes da casa com o ‘Plug In Baby’ dos Muse como este senhor. Eh eh.
TzzzzZttTzzzzZZzzzzz.
Vivó
By Ric Jo in DesportoAssim se voltam a escrever linhas ao nível dos melhores tempos de glória do clube. Ontem passeou-se classe em Marselha.
Mestres licenciados
By Ric Jo in PortugalEm conversa à dias com uma futura recém-licenciada, espantava-me com a rapidez de tal processo de aprendizagem, esquecendo-me obviamente que as licenciaturas de Bolonha têm agora a duração de ‘apenas’ três anos. Perguntei então se ela ia avançar para os restantes dois anos que faltariam para completar o mestrado, ao qual recebi uma resposta afirmativa. Trivialmente lancei o comentário de que apesar de ser um mestrado, acabava por ter exactamente o mesmo valor que a licenciatura que eu e os da minha geração possuíamos, ao qual recebi a reposta: “Nao é nada!”. A frase apanhou-me completamente de surpresa, tendo sido seguida por uma troca de argumentos, a qual acabou com a conclusão da futura recém-licenciada de que ela não tinha a noção de que um mestrado de Bolonha equivalia exactamente ao mesmo número de créditos de uma licenciatura das antigas, chamemos-lhe assim. Portanto de forma clara, valem exactamente a mesma coisa, apesar do nome ser diferente.
Status
By Ric Jo in DevaneiosRic Jo feels these were one of the most productive three days in a long, long time. He also feels life down south would be a lot more project-bound, but is confident projects will happen in one form or another. Now he’s looking forward to spring & summer up north. Bring ’em on.
Apertadinhos mas aconchegados
By Ric Jo in Polítiquices, PortugalJoão Cravinho e Ana Gomes em classe económica no meu voo da TAP Londres-Lisboa. Cachorro aquecido em microondas também puxa a carroça a funcionários governamentais e euro-deputados. Assim tá bem.
Retocar
By Ric Jo in Devaneios, Friends, OurémHoje vai ser noite de estúdio, noite de jam, noite de janta e noite de tinto na cidade pequena. Três músicos e um bate-chapas. Já merecíamos uma noite assim. John, Paul, Ringo, George, Neil Y., Ed V., Sting, Tom B., Noel, Liam, Julian C. e mais uns quantos reunidos numa só sala.
Bring it on.
Foto: fensterbme
Mixtape – Luke Snellin
By Ric Jo in Cinema
A arte de se gravar mix tapes é algo que se perdeu ao longo dos tempos. Alternativa à aquisição de álbuns, conseguir gravar as canções da rádio sem apanhar a voz do locutor requeria uma perícia brutal: REC / PAUSE / REWIND / PLAY.
Poderia (deveria?) escrever tanto sobre este tema, visto a cassete ter sido parte integral dos primeiros dezasseis anos da minha vida. Houvesse apenas tempo para o fazer… Fica lançado o repto à minha pessoa. Por hoje fiquemo-nos por uma curta metragem de Luke Snellin, tão bela com a arte de criar mix tapes.
Plutão Anão Podcast | Programa #25
By Ric Jo in Plutão AnãoUma semana depois daquela que deveria ter sido a data de publicação, o Plutão Anão regressa com o 25º programa: Kitsch (venha-me buscar!). De maneira a cortar um pouco com a extrema contemporaneidade do Plutão Anão, decidi abrir-me para com o auditório e partilhar alguns dos meus guilty pleasures – aqueles temas foleiros que quando passam na rádio ou na tv, não me levam a trocar de canal ou de estação. Às vezes nem é preciso ouvi-los em nenhum lado para que os comece a cantarolar no carro ou no duche. E porque todos temos os nosso guilty pleasures, porque haveria eu de ter vergonha de partilhar os meus?! Baseados todos na década de 80, a minha lista inicial contemplava cerca de trinta canções (!), mas como não caberiam obviamente todos num só programa de cinquenta e poucos minutos, tive que dividir a coisa em dois – portanto virá aí mais do mesmo num futuro próximo. Mas descansem os menos tolerantes, pois o Plutão Anão retoma a actividade normal já a partir do próximo programa. Mas agora é tempo de viajar pelo mundo dos ‘The Goonies’, ‘Back To The Future’, ‘Beverly Hills Cop”, “Police Academy” & Cª, aquecer a garganta e cantar. Sem preconceitos.
Sem direito, sem diferença
By Ric Jo in London, Meios ComunicaçãoA notícia desta semana de que a BBC contempla fechar a BBC Radio 6 Music como consequência de desvio de fundos para programas de tv novos e de maior qualidade, foi certamente o ponto baixo da semana. Rádios como a BBC 6 Music escasseiam em todo o mundo. Sempre foi assim e sempre assim será. E é dessa forma que gostamos de estar: no nosso canto, envolto apenas daqueles que gostam de nós. E por nós refiro-me a todos os que consomem acordes que não aqueles impingidos pelo mainstream e por todo um rol de cooperações movidos a publicidade e cifrões.
E eis que ele chegou
By Ric Jo in DevaneiosDepois de três anos e meio, eis o primeiro dia em que trouxe trabalho para casa. Demasiada eficiência minha ou deficiência do dito cujo?
They don’t make ’em cheesy movies like they used to ii)
By Ric Jo in Cinema« You don’t scare me, freak. Underneath all that hair, you’re still a dork, Scott. I’ve handled your kind before. Your mama used to steal chickens out of the backyard until I blew her head off with a shotgun. Right, Scott? . »
Teen Wolf, 1985
An ode to Zé das Bifanas
By Ric Jo in BragaEste homem é um senhor. Aliás, este homem é um cavalo de corrida. Não faz as melhores bifanas do mundo (essas são de um sítio que cá sei, eh eh), mas nunca comi pastilhas avulso tão boas. E àquela hora, as bifanas do Zé valem ouro. Não há momento algum em que os UHF ou os Xutos e Pontapés caiam melhor no ouvido do que nas altas horas de madrugada, acompanhado pelo cantar singular do Zé, no pit-stop final antes do descanso do guerreiro ali junto às piscinas da Rodovia, depois de uma louca noite Bracarense.
Há ex-líbris e ex-líbris. Este canta e cozinha. Querem melhor?
Mexico 86 sticker album
By Ric Jo in Desporto, Devaneios, LondonAquela camisola branca com os three lions no peito era a que me despertava paixão. Era aquela camisola branca que eu um dia quando fosse grande sonhava vestir. Mas por aquela altura, dar-me-ia por satisfeito por apenas poder vê-la no corpo dos manequins da secção de desporto do Peter Jones de Sloane Square depois das aulas, ainda com o uniforme da escola vestido.
Para mim não havia camisolas ou chuteiras da Nike, da Puma ou da Adidas. Haviam as cores, os distintivos e os jogadores. O grande Gary Lineker era o que mais me enchia as medidas, marcando golos que se fartava, a torto e a direito, de todas as formas e feitios. Do lado oposto do campo, o guarda redes Peter Shilton com aqueles calções bem curtos – moda da altura, fazia de barreira intransponível. Conseguiu transpô-lo o pequeno génio, com o melhor golo de todos mundiais e com a ajuda divina da mão de Deus. E transpô-lo também o Carlos Manuel, aquele do Benfica e do bigode, minha única figura de referência da equipa das quinas, a qual não me fazia ainda pular e sofrer da maneira que o viria a fazer anos mais tardes. Cá por Londres, aquela vitória sobre a minha Inglaterra valeu a exuberância de uma amolgadela num tecto, resultado de um festejo bem Português.
Win-win situation
By Ric Jo in DesportoFosse qual fosse o resultado da última noite, Braga seria sempre uma cidade vermelha e feliz.
Do you see what I see?
By Ric Jo in Polítiquices, PortugalEstes senhores que jocosamente criam cortinas de fumo de forma diária, num país que ainda não caiu na sua própria realidade dura, ou são muito ingénuos ou então bastante cegos. O anúncio de ontem em que gabava que o contracto de confiança com as universidades permitirá que mais 100 mil pessoas obtenham, em quatro anos, qualificações no ensino superior só pode ser levado com uma boa dose de humor. Querer criar a ilusão de que esta será uma solução positiva para um país cujo tecido empresarial não consegue já sequer absorver a quantidade actual de licenciados é de muito mau gosto e demonstra que mais do que querer seriamente resolver os problemas avassaladores do desemprego no país, o governo está apenas interessado em ticking boxes, cumprindo com os números com que com certeza um dia se comprometeu. Só que Portugal não são números. Portugal são pessoas que vivem numa realidade que os senhores ministros desconhecem e teimam em continuar a não conhecer.
Bulls on parade
By Ric Jo in LondonFruto da campanha para colocar o ‘Killing In The Name’ como UK number one christmas single, evitando que o single do vencedor do X-Factor chegasse a número um (campanha concluída com sucesso), os Rage Against The Machine prometeram um concerto gratuito aqui por Londres. Mais de meio milhão registou-se para a lotaria e eu fui um dos sortudos a quem calhou um par de bilhetes ontém. Gonna be a bull on parade. Rock on.
Chatroulette
By Ric Jo in Net, SociedadeQue tal ligar a webcam e falar de forma aleatória com qualquer pessoa em qualquer canto do mundo? Parece fácil, mas não é. Pelo menos para introvertidos como eu. Mas possível é. Chama-se Chatroulette e é um serviço muito simples de utilizar. Basta aceder ao site, clicar em Play, aceitar o pedido de acesso do site à nossa webcam e… you’re on air. Levado pelo artigo do The Guardian, decidi experimentar o site no passado sábado à noite. E nos 15 minutos que andei por lá, deu para cruzar caminho com o gajo passado da foto (o de baixo sou eu, apenas com meia cara à vista – fraquinho, bem sei), ver pénis erectos e ver uma rapariga a fazer cunilíngua a outra. Deve-se ter em conta que é o site que escolhe com quem nos ligamos de forma completamente aleatória. Não andei por lá a fazer de tarado à procura daquilo. Lol. Diga-se que me cruzei igualmente com gente perfeitamente normal, uns mais envergonhados que outros. A ideia é estabelecer conversa (escrita ou falada) com o random chat mate que nos calhou em sorte (ou azar).
Vale a pena experimentar pela experiência (passe a redundância) surreal que por vezes o Chatroulette fornece. Mas é mais um passo (dispensável) a caminho da total dependência do computador para tudo. There’s still nothing like the real thing.
By Ric Jo in Devaneios
Um sábado. Este sábado. Uma pessoa. Duas pessoas. Uma guitarra. Duas guitarras. Um ukulele. Dois ukeleles. Um microfone. Dois microfones. Uma garrafa de Monte Velho. Duas garrafas de Monte Velho. Três garrafas de Monte Velho. Talvez quatro garrafas de Monte Velho. Um acorde. Dois acordes. Todos os acordes. Um dia inteiro. Um grande dia (for sure).
Untz untz untz
By Ric Jo in GeralHoje, enquanto conduzia em pleno centro de Londres, coloquei a secção de martelada dos anos 90 do Plutão Anão #22 (a partir da uma hora e nove minutos) no meu automóvel, full volume. Era sentir o carro a vibrar por todo o lado e as gentes a olharem para mim de lado. Senti-me um autêntico racer boy. Ou cowboy da estrada. Como preferirem.
Woop wooop. Eh eh.
Status
By Ric Jo in PolítiquicesRic Jo is feeling depressed by Portuguese politics. Assim não vamos mesmo nada longe.
Plutão Anão Podcast | Programa #24
By Ric Jo in Plutão AnãoO Plutão Anão #24 traz-nos do melhor que se fez na última década a nível musical. Os anos zero viram o regresso da guitarra em força, debitando o rock e as calças de ganga justas por mundo fora, ditando assim o fim do monopólio da house e restantes tendências de dança da segunda parte da década de ’90. A segunda década do século XXI traz a estreia de um Plutão Anão a 3. Num especial de duas horas, sou acompanhado pelas minhas colegas ‘C’ e ‘V’ (thanks!), onde tentamos dissecar as tendências que mais marcaram os últimos dez anos, deixando a boa música ditar o rumo da conversa. Num programa completamente gravado em directo, onde os erros, os lapsos e a gaguez são levados com leveza e até carinho!, fazendo parte do todo que é este Plutão Anão #24 – Os Melhores Da Década De ’00, convidamo-vos a fazerem parte desta conversa e a vestirem o vosso casaco de cabedal durante duas horas.
Rock on.
‘Live-to-tape’
By Ric Jo in Plutão AnãoAmanhã, neste – ou melhor, naquele espaço, alguém a perder os três 🙂
True colours
By Ric Jo in Informação, MarcasFrom now on, if it’s got my colours, then it’s powered by me.
Phew
By Ric Jo in Cinema
E eis que depois de 30 anos e uma série de síndromes crónicas de cópias-incompletas-sacadas-da-net, chega o fds em que passo a fazer parte do grupo da maioria dos mortais comuns – o dos que já viram o Vito Corleone, de fio a meada pavio. Já era sem tempo. Vergonhoso, bem sei.
Quoting
By Ric Jo in Blogs« Nunca me tinham ofertado um cheque-brinde para levar no cú. Há sempre uma primeira vez para tudo, de facto. »
A Sissi, muito bem (como quase sempre).
Yippiehey
By Ric Jo in LondonHora de pôr-do-sol para Londres amanhã: 16:53h. Maravilha. Já quase chegamos às cinco horas da tarde.
Carbon prints
By Ric Jo in Musica, OpiniãoOs Vampire Weekend fazem muito bem de Peter Gabriel, por exemplo. Já o próprio Peter não teve o maior jeito do mundo ao fazer de Bon Iver e Arcade Fire. Lets keep things simple, shall we?
À nossa
By Ric Jo in LondonOra, aqui está um serviço ao domicílio que é bem capaz de vir a dar jeito.
Urinol Ocupation Rules
By Ric Jo in Livros, London, SociedadeMuito se preocupam os Ingleses com aquilo tudo que é só para Inglês ver. No trabalho, apesar da competência ser reconhecida, dá-se igualmente muita demasiada importância ao aspecto de uma pessoa. Ainda há dias debatia com um colega mais velho que não compreendia porque seria necessário vestir-se um fato simplesmente para se enviar um email a informar que as férias que sobram de 2009 têm de ser usadas até Março de 2010. Isto, claro, um simples exemplo em relação aos Recursos Humanos, mas que na prática (a meu ver) se estende a tudo o que são actividades de trabalho em que não se está em contacto com um cliente. Mas adiante.
Preocupados com a minha natureza mais laid back em relação a assuntos do género, os meus amigos do office apressaram-se a emprestar-me um livro de seu nome ‘The Man’s Book’ de Thomas Fink. Eh eh. O intuito seria a leitura do capítulo dos fatos e dos bons costumes para com as senhoras. Lol. Apesar de não ligar nenhuma ao assunto, também não sou avesso às opiniões contrárias e portanto acedi à leitura do livro.
Banksy goes VCR
By Ric Jo in Cinema
Trailer da estreia cinematográfica de Banksy, a ser apresentado no festival de cinema de Sundance. ‘Exit Through The Gift Shop’.
Fuck you
By Ric Jo in Cinema, SociedadeIr ao cinema, tendo alguém que sofre de síndrome de Tourette na sala, é um exercício deveras interessante interessante como o caralho.
Plutão Anão Podcast | Programa #23
By Ric Jo in Plutão AnãoO primeiro programa de 2010 do Plutão Anão faz uma revisão do melhor que se fez no ano de 2009. Uma lista dos dez melhores álbuns para o Plutão Anão, onde inclui onze (sim, onze – não se trata de um erro tipográfico) temas de grande nível. De nome ‘xxcellence’09‘, o vigésimo terceiro programa do Plutão Anão pode ser escutado no sítio do costume ou ainda na rádio ABCPortugal em 92.3 FM da zona centro, aos domingos entre as 22h e as 00h em colaboração com o Ossos do Ouvido.
Se têm a vossa própria lista dos dez álbuns que mais vos encheram as medidas, não hesitem em partilhá-las connosco na zona de comentários! No entretanto, o Plutão Anão deseja-vos um óptima viagem de volta a 2009.
Filatelia Rock
By Ric Jo in Cultura, London, MusicaA Royal Mail – os correios cá do burgo – decidiu lançar esta semana uma colecção especial de selos: dez das mais importante e famosas capas de álbuns de rock Britânicos (apadrinhado pelo Mr. Led Zeppelin himself, Jimmy Page). Lançamentos de edições de selos não é algo que me faça subir o ritmo cardíaco. Nem de perto, nem de longe. Mas neste caso acabou por me captar a atenção por razões óbvias. Embora não tencione minimamente virar adepto da filatelia.
Mas porque alguns dos álbuns representados são de facto peças de arte, tanto sonoros como visuais, decidi adquirir os meus próprios (e primeiros) selos. Existem à venda nas variadíssimas formas – a vulso ou em edições especiais. Eu acabei por comprar uma edição que contem todos os selos e uma entrevista do editor da revista Mojo, Phil Alexander, ao eterno criador das capas dos álbuns dos Pink Floyd, Storm Thorgerson. Nesta conversa analisam o tema de Album Cover Design, algo que cada vez ganha maior importância dado o definhar do álbum como objecto físico.
É de louvar pois então esta iniciativa da Royal Mail, dando à música a importância que ela deveria ter. Num país onde a lei diz que as únicas figuras humanas vivas a poderem estar representados em selos são da Família Real, o facto de David Bowie e Paul Simonon aparecerem nesta edição, criando duas excepções à regra num país rígido em relação a legislação, só vem reforçar a importância que este país confere ao rock.
E já agora, fica o desafio de conseguirem nomear os dez álbuns editados em selo. A resposta vem na página dois deste post.
Ora, vamos lá então calçar a bela da luva de manuseamento de selos, eh eh.
William Kamkwamba
By Ric Jo in Sociedade, Tech
Seis minutos absolutamente inspiradores sobre a história do rapaz Africano que sem estudos e conhecimentos técnicos, construiu uma ventoinha eólica para a casa dos seus pais na sua aldeia remota. Mais informação sobre William Kamkwamba, aqui.
Um homem contenta-se com pouco
By Ric Jo in Marcas, Portugal
Produce of Portugal*
Monte Velho. Esteva. Casal Dos Frades. São três nomes que me acompanharam no regresso a Londres. E apesar de haverem nomes portugueses de maior beleza, estofo, requinte ou fama, estes três, singela e humildemente expostos ali em cima do balcão da cozinha, provocam-me um riso maroto de cada vez que olho para eles. Vão me proporcionar uns belos momentos de prazer. Tá-se mesmo a ver. Seus malandrecos.
Venha o Chile, Argentina ou a Califórnia. Não há sulfito que me contente tanto como o dos Portugueses. E olhem que bem me tenho andado a esforçar no último ano para contrariar tal sentimento. Mas não vale a pena. What’s a man gonna do? Ceder. Nada mais.
* É uma pena que alguém que perceba de Inglês finalmente tenha informado a quem de direito que a dita frase estava mal escrita. Depois de tantos anos, uma pessoa já estava afeiçoada ao erro.
Ric as an artist
By Ric Jo in Arte, Plutão AnãoPois, pois. Anyway, independentemente do meu podcast, curto tanto criar os seus cartazes como gravar o programa em si. Provavelmente só gravo para os poder criar. Ou talvez não. Who knows! Seja como for, podem visitar a Galeria de Posters do Plutão Anão, que mais não é do que a colecção completa de todos os cartazes do meu podcast, misturados com alguns inéditos que acabaram, por uma razão ou outra, por não serem publicados, tal como o cartaz aqui publicado. Aquilo demora um pouco a carregar, mas uma vez feito, é sempre a abrir.
Enjoy (lets hope!).
Cartaz criado para um programa do Plutão Anão então dedicado à Pop Music, cuja gravação acabou por não ser terminada. Mas será num futuro não muito distante e o cartaz acabará por ser publicado oficialmente.
Colheita 2010
By Ric Jo in MusicaInterpol, Arcade Fire, LCD Soundsystem, The National, Fleet Foxes, Kings Of Leon, MGMT, Panda Bear, (possibly) Radiohead, Beach House, Spoon, She & Him, Vampire Weekend… É grande enorme GIGANTESCA a colheita de bons álbuns novos que aí vêm neste ano de 2010, que será com toda a certeza uma colheita de maior qualidade que aquele que o ano de 2009 nos proporcionou. I can’t freaking wait! E para os que como eu também não conseguem esperar, já se pode ouvir o novo ‘Contra’ dos Vampire Weekend por inteiro, aqui. Sounds pretty amazing. Yupi hey.
Listas
By Ric Jo in CinemaA prova de que o escândalo a publicidade, boa ou má, e o nosso amigo JC conseguirão sempre suplantar (e de que maneira) a qualidade.
Leitura de fds
By Ric Jo in Meios Comunicação, MusicaDois bons artigos na revista Blitz deste mês. O primeiro, de seis páginas, dedicado a Jeff Buckley e o segundo, também de seis páginas, dedicados aos Them Crooked Vultures. Ambos escritos por jornalistas da Blitz. É sempre de espantar louvar quando os bons artigos não se tratam de simples traduções de artigos da Mojo e da Q.
G (for gadget)
By Ric Jo in Tech‘
‘O’ for one gadget that I’d love to have. Publicidade.
Ask me a question
By Ric Jo in Net… and I may just answer. Mais uma das imensas experiências sociais da web 2.0. – Formspring.me. Qualquer pessoa faz a pergunta que quiser e pode ser que leve com uma resposta. Vamos lá ver então no que isto dá.
My page, here: www.formspring.me/ricjo
Ask away if you may.
Boas entradas
By Ric Jo in GeralE eis que passados 12 ou 13 anos, volto a passar uma passagem de ano em Ourém. É a puta da loucura.
A bem da verdade, interessa mesmo é com quem se passa. Pouco interessa onde.
E assim sendo, seja onde estiverem, tenham uma óptima entrada.
Bring on 2010. See you next year.
‘Simplesmente 22’ – Vol. 2?
By Ric Jo in Ourém, Plutão Anão
Antes de mais, quero agradecer todos os comentários e feedbacks positivos em relação ao programa ‘Simplesmente 22’. São palavras simpáticas que dão sempre grande ânimo para continuar. Um dos maiores denominadores comuns de todo o feedback recebido é o desejo de várias gerações partilharem o vasto conhecimento que têm do som que agraciou aquele espaço. Como é óbvio, este programa tinha sempre de deixar alguma coisa de fora, sob pena de durar eternamente. Mas pérolas houve também que eu e o Yuran deixamos de fora por falta de conhecimento, visto a década de ’80 não ter sido propriamente propício a noitadas em discotecas para nós os dois (houvesse lá parque infantil dentro, e nunca se sabe!). E depois dos comentários no plutaoanao.com do Carlos Ferraz e Miguel Mangas, surgiu-me a ideia de fazer um Volume 2 para o próximo 22 de Dezembro, 2010. E assim sendo, fica desde já lançado o repto para que passem da cabeça para o papel digital todo esse know-how que têm, como forma de se compilar esse 2º volume. Quando se sentirem inspirados, enviem-no para plutaoanao (at) ricjo.org. A ver se é desta que finalmente se descobre o nome da canção do whisky escocês que contem a letra “Honey we can make it if we try” no refrão!! Em Setembro do ano que vem, voltarei a lançar o repto. Até lá, tenham uma boa entrada na companhia de bom som!
Merry Christmas
By Ric Jo in Musica, PortugalA temperatura amena que se sente aí nas ruas engana o instinto natalício natural. A ausência (justificada) de luzes de Natal na Cidade Pequena também. Mas hoje é mesmo mesmo Natal e é tempo de estar com a família e com os amigos que regressam à base por uns singelos dias. Não houvesse outra razão, a reunião com estas pessoas são por si só razão mais que suficiente para celebrar esta quadra do ano. Venha daí então o bacalhau, as prendas e o convívio (ie, bombansso) local, pois este ano o Natal estende-se até a madrugada de domingo.
Beats para ouvir em repeat nas próximas 72 horas:
Bob Dylan – Christmas In The Heart
Julian Casablancas – I Wish It Was Christmas Today
I Wish It Was Christmas Today – Julian Casablancas
Um feliz Natal a todos.
Plutão Anão Podcast | Programa #22
By Ric Jo in Plutão Anão
Hoje é dia 22 de Dezembro. Este é o 22º programa do Plutão Anão. E este programa é inteiramente dedicado à Discoteca 22. Creio não ter havido momento mais apropriado para se efectuar tal homenagem, em dia que se celebraria mais um aniversário da saudosa discoteca (se a memória não me atraiçoa). Movido pela ideia de um amigo pessoal (Nuno Pereira, Yuran para os amigos), embarquei na árdua tarefa de reproduzir e deixar arquivado de forma definitiva os sons que caracterizavam a pista das mós na estrada nacional 113, entre os anos de 1995 e 2002. Esta tarefa foi iniciada ainda no verão deste ano, usando para tal a memória apuradíssima do Nuno e o Youtube para a selecção daquele techno manhoso de meados da década de ’90. Depois foram cerca de 3 meses para coleccionar as canções.
Estas quase 3 horas de programa, despidos de quaisquer palavras, tentam reproduzir da forma mais fiel possível uma das milhares de sessões que eu e outros Oureenses tivemos o privilégio de assistir, com tudo de bom e de mau que isso implica. E digo privilégio porque infelizmente as gerações mais novas de hoje em dia não mais têm a possibilidade de terminarem as suas noites num local que em tempos foi poiso sagrado da música de dança a nível nacional (acreditem ou não). E tudo de bom e de mau que uma sessão de 22 representava, porque como é óbvio, esta não poderia fugir às tendências da época. E se no caso da década em representação aqui, esta foi polvilhada de techno e brasilierada de muito mau gosto, então também as colunas da Discoteca 22 o foram. E nós aqui no Plutão Anão não fugimos a isso, deixando “pérolas” de gosto muito duvidoso, mas que fazem parte integral daqueles tempos. E se na altura quem estava na pista não podia simplesmente passar para a canção seguinte, como que fazendo desaparecer essas más canções, aqui pelo menos têm a vantagem de o poderem fazer!
Comparando com o som que se ouve nas pistas de dança de todas as discotecas de hoje em dia, em que as batidas do house são repetidas de forma entediante vezes sem fim em todas elas, olhando para trás acabamos por dar o devido valor àquilo que a Discoteca 22 verdadeiramente valia. Não havia noite em que o rock não passasse por lá e isso é algo que pessoalmente guardarei com todo o carinho e estima. Desde dos hambúrgueres do Picoto ao cabelo do Bacalhau, tudo naquela casa dá saudade e faz falta. Tudo naquela casa era… Simplesmente 22.
Voltar
By Ric Jo in Devaneios, PortugalChegou a hora de voltar por breves instantes. Chegou a hora de deixar para trás a neve e a condução à esquerda, trocando-os pelos tremores de frio e de terra e a condução à direita. Chegou a hora de trocar os hellos pelos olás e os thanks pelos obrigados. Chegou a hora de estar novamente junto daqueles que são meus, deixando para trás aqueles que meus também são.
Mas por aqui também continuarei a voltar durante esta quadra.
See you later. Até logo.
Foto de Nuno Abréu
Old letters
By Ric Jo in DevaneiosEste fds passado reservou-me uma grande viagem. Uma viagem sem sair do lugar. Descoberto por outrem num qualquer sótão e gentilmente reunido num dossiê, dezenas de cartas com quase vinte anos, redigidas por mim desde dos meus doze aos dezassete anos. Felizmente a ausência de email como ferramenta no dia-a-dia das pessoas no século passado faz reservar a estes pequenos tesouros de papel amarelado, envelopes rasgados e cheiro a humidade, a honrosa tarefa e responsabilidade de registarem as linhas da vida. Misturado com uma boa dose de lembranças que entretanto se tinham esfumado e de muita ingenuidade (exemplo genuíno extraído de uma das cartas, escrito pela minha adolescente pessoa: “How does it feel to be (nearly) drunk?! It must be wicked! I’ve got to try it someday.“), não há algo que tenha tanto sucesso em transportar-nos para um passado distante do que as linhas e curvas de um texto escrito a tinta.
And damn me, it felt good.
Para acompanhar a ocasião, um tema cheesey (aceito tal adjectivação), mas apropriado em mais do que uma forma para a viagem que andei a percorrer na leitura dos últimos dias – Old Letters do álbum ‘Silence Becomes It’ dos Silence 4.
Arte com bolinha
By Ric Jo in ArteConvenhamos que não só as novelas Portuguesas ficam na sombra das suas congéneres Brasileiras. Também muitas das actrizes e ensaios das revistas nacionais não chegam à beleza de algumas daquelas que passeiam e se produzem por Terras de Vera Cruz. Que me perdoem a inconfidência.
This kid rocks on the uke!
By Ric Jo in Vídeos
Vejam-me só o quanto este puto de 4 ou 5 anos domina o uke. Muito bom! Havia de o trazer comigo aos ukulele wednesdays! Toca bem mais do que muitos de nós que por lá andamos, eh eh. Obrigado pela partilha, Nessa.
Keep out Come in
By Ric Jo in Net
Assustador a falta de privacidade no novo Facebook. Até que as pessoas alterem as agora novas pré-definidas definições de segurança, é cuscar à vontade do freguês aqueles que não figuram na nossa lista de amigos. Be aware.
Foto de Chromasia.
My mind is my world and
By Ric Jo in DevaneiosBig time. It also needs a hand. Or two. An available hand or two. And time. It also needs time. How do you say devaneios in English?
Poster by Pomme Chan.
Press that rules (and is free)
By Ric Jo in Arte, London, Meios Comunicação, Musica
Encontrar imprensa escrita especializada em música que se faz para além daquilo que as cooperates tentam enfiar goela abaixo já é difícil. Mas foda-se, encontrá-lo com pinta, bom design, bem escrito e com distribuição gratuita é do caralho. E aqui em Londres, nem me sei para onde virar com tanta coisa boa disponível. Vira exemplo número um: Loud & Quiet. Eis como se auto-definem:
Loud And Quiet is an independent free monthly music paper, which concentrates on promoting new bands and artists.
We aim to feature bands first, to extents not seen in mainstream press. To date, artists that have appeared on our cover before anywhere else include The Horrors, Foals, Black Lips. Crystal Castles, Arctic Monkeys, Patrick Wolf, The Maccabees and Metronomy, to name a few.
Our belief is that all great bands were without record deals at one point and all genres of music – however obscure its creators – deserve our attention. At the same time, we don’t feel that major artists are beneath us because they’ve been in NME, on Radio 1 or sold more than 500 records. It’s simple: if we like it, we’ll feature it.
Need a man ask for more?
Image via Esquire.
(my) Stencils
By Ric Jo in ArteAmanda Knox, estudante Norte-Americana a ser julgada em Itália (país onde efectuava Erasmus) pelo presumível homicídio de Meredith Kercher. A maldade em forma de beleza?
Plutão Anão Podcast | Programa #21
By Ric Jo in Plutão Anão
Mais uma órbita a Plutão Anão, desta feita ao sabor dos ventos solares, ou seja, de tema livre. E assim, no Programa #21, vamos voando por entre temas novos, como é apanágio do programa, almofadados por temas que raramente abandonam as playlists do povo (ou pelo menos assim deveria ser). Pelos trabalhos novos, damos uma espreitadela ao fantástico álbum que o Legendary Tigerman lançou este ano – Femina. Passamos também pelo novíssimo tema dos Vampire Weekend, Cousins, avanço para o difícil segundo álbum da banda com data de lançamento marcado para Janeiro. Passamos os olhos e os ouvidos com grande atenção para aquele que é o álbum favorito do Plutão Anão de 2009: xx dos Ingleses, The xx. Avançamos com o tema Crystalised para dar uma amostra daquele que é um trabalho minimalista absolutamente fantástico e que merece a atenção das boas gentes. No que concerne a outras novidades aos quais damos atenção no Plutão Anão #21, é passar por plutanaoanao.com para descobrir.
Quanto aos nomes consagrados e clientes habituais do burgo, ouvimos gente como David Bowie, Beirut, Bright Eyes e Foo Fighters, entre outros. Os restantes estão por lá escarrapachados, visto que a vontade do povo era para que voltássemos ao sistema original de publicação da play list. Seja feita a vossa vontade.
É um festim! E pode ser tudo ouvido no sítio do costume. Boa viagem.
Slick sliding Ben Harper with Pearl Jam
By Ric Jo in Pearl Jam, Vídeos
Mister Ben Harper acompanhando os Pearl Jam numa das minhas canções favoritas da banda – ‘Red Mosquito’. O highlight aqui mesmo é o slide-guitar do Mr. Harper. The guy just rocks.
Portugal profundo
By Ric Jo in Fotografia, PortugalO Portugal real ou Portugal profundo foi tema dominante por cá esta semana. Que se aprecie a verdadeira beleza desse Portugal profundo (a minha parte favorita desse belo país) ao som da versão rendition do ‘Hotel California’ feito pelo Pedro Cruz (auscultadores recomendam-se). Slideshow da Serra do Gerês de rvanhegelsom. Bom fds.
[‘Hotel California’ – The Eagles Rendition por Pedro Cruz]
Portugal real
By Ric Jo in Meios Comunicação, Portugal, SociedadeEste minuto e cinquenta e quatro segundos são quanto baste para se demonstrar de forma clara, o quão atrasado, retrógrado, bisbilhoteiro e de mentalidade fechada Portugal é. Tão mau é o facto de a notícia sê-lo na RTP como é a reacção daquela gente do Portugal real.
Ssshhhh…
By Ric Jo in MusicaI’ve just discovered the best album of the year. Fucking exxcellent. But don’t let anyone know.
António Sérgio – O direito à diferença
By Ric Jo in Meios ComunicaçãoRecomendo vivamente a escuta em formato podcast da edição especial que a Antena 3 fez no passado dia 9 de Novembro em homenagem ao falecido António Sérgio. Com nomes importantes da rádio e música nacional como Miguel Quintão, Pedro Ramos, Pedro Costa, Nuno Calado, Paulo Fernandes e Gustavo Vidal (foto) e Ana Cristina Ferrão e Zé Pedro, entre outros, são sete (!) horas muitíssimo bem passadas, para se irem ouvindo aos bocados, obviamente. Escutar aqui.
Femina fenomenal
By Ric Jo in MusicaQue fdp de álbum que o Mr. Legendary Tiger Man criou. São cinquenta e seis minutos e três segundos da vossa vida muitíssimo bem empregues.



















































































































