“J’ai pas envie de quitter Paris.”
Realização | Yvan Attal
Actores | Zoé Schellenberg & Pierre Perrier
Banda sonora | ‘Leaving For Paris’ – Rufus Wainwright
Estreia | Youtube, 10 Nov 2009
“J’ai pas envie de quitter Paris.”
Realização | Yvan Attal
Actores | Zoé Schellenberg & Pierre Perrier
Banda sonora | ‘Leaving For Paris’ – Rufus Wainwright
Estreia | Youtube, 10 Nov 2009
A partir de hoje o Plutão Anão passa a ter mais uma porta de entrada:
É apenas uma forma mais simplificada de aceder ao podcast. A forma original (plutaoanao.ricjo.org) continuará a ser valida e funcional, já que o plutaoanao.com servirá apenas como máscara ou redireccionamento para o servidor ricjo.org. Seja como for, a referência principal a ser usada a partir de agora será mesmo a denominacao .com.
Enough of this geek talk.
Feito a pensar especialmente nos amantes da música de dança, o 20º programa do Plutão Anão, intitulado ‘London is Bangin’, é dedicado inteiramente à música de dança. Numa mistura feita especialmente para este programa pelo Fil Nunes, passamos a bola de espelhos por 44 minutos do melhor da house music que se ouve pelos clubes Londrinos actualmente. Uma selecção e mistura composta por nomes como os Disco Damage, remisturados por Muzikjunki com o tema que dá nome ao programa, ‘London Is Bangin’, Deadmau5 com os temas ‘You Need a Ladder’ e ‘Hi Friend’, Pryda com ‘Armed’, Minologue com ‘Space’, Gui Boratto com ‘Chromophobia’ e temas de outros DJs como Hark, Toothpick, Les DJins e Killerteppich.
Este programa jamais teria sido possível fazer sem a ajuda preciosa do Fil. Não tenho quaisquer tipos de conhecimentos musicais no que se refere à música de dança, nem sou o maior fã do género. Mas queria e quero divulgar sempre música de qualidade no Plutão Anão, independentemente do género. E com o Fil tive a possibilidade de fazer isso mesmo com a house music. São quarenta e poucos minutos de som que fogem por completo à foleirice (acreditem) e que até a mim me pôs a mexer aquando da escuta da sua mix. Thanks for your help mate.
Podem ouvir o Plutão Anão #20 – London Is Bangin, aqui.
A beautiful song for a beautiful sunny (but chilli) Saturday afternoon. Gonna record me some radio bites and play the uke.
[The Runaway – recorded in May 2009 for Qtv. New album due at the end of this year, beginning of next year.]

Maneira ideal para relembrar o Lobo na semana em que ele partiu. O podcast do programa ‘Fala Com Ela’ da Radar, onde António Sérgio era o convidado. 80 minutos onde com ele se aprende e se viaja nas estórias por ele contado, isto na altura em que estava a poucos dias de iniciar a sua aventura do ‘Viriato 25’ na Radar. Ouvir aqui.
“Take care”.
My playground. Porque esta semana a rádio está na ordem do dia.
Ric Jo está a ouvir o primeiro dos últimos uivos do grande António Sérgio na melhor rádio do mundo. Esta semana é santa.
Morreu hoje de madrugada a maior referência de rádio de Portugal. Um grande senhor do éter, que com a sua inconfundível voz e bom gosto, educava e dava a conhecer o que de melhor se fazia num mundo do rock através da suas fabulosas playlists. Acompanhava-o desde dos tempos da ‘Hora do Lobo’ nas madrugadas da antiga Rádio Comercial e foi uma alegria enorme o dia em que ele assinou pela melhor rádio do mundo. Estando longe de Portugal, infinitas foram as madrugadas que passei ao lado de António Sérgio no ‘Viriato 25’. Imensas. O António Sérgio era a minha ligação diária a Portugal e à boa música àquela hora da noite. Agora quando chegar o dia de ligar a minha rádio às 23h e não ouvir a voz do Lobo, nem sei bem como vou reagir. A certeza é uma: o António Sérgio é a maior referência de rádio em Portugal. De uma rádio imune a lóbis e números, que fazia as pessoas pensar e que educava. Uma rádio que a partir de hoje deixou de existir.
Faleceu a minha maior referência radiofónica. Mas o seu legado, esse ficará para sempre. Descanse em paz.
Hi, how are you doing?

Apresentado na revista ‘Pública’ do passado domingo com o nome ‘Salvar azulejos com uma lata de spray’, um artigo sobre um artista de rua que tenta chamar a atenção para o triste delapidar de um dos maiores marcos da cultura Portuguesa na cidade de Lisboa – o azulejo. Refém de ladrões que os removem das paredes para depois os vender na Feira da Ladra, o projecto ‘Recuperarte’ utiliza o street art em forma de stencil para chamar a atenção para um grave problema que urge ser resolvido. O melhor de tudo é que Maria d’ Almada (pseudónimo) não é profissional da street art. Faz isto de forma amadora, por amor ao street art e acima de tudo, por amor ao património importante que é o azulejo. E faz ela muitíssimo bem.
A voar em órbita a Plutão Anão provido de super-poderes, o Programa #19 – Superbanda é inteiramente dedicado ao fenómeno amado por uns e odiado por outros – as superbandas. Isto é, aquelas bandas cujos elementos já tenham tido sucesso quer a solo, quer numa outra banda. Exemplos existem muitos. Defuntos e de má memória também. Mas aqueles há também que deixaram a sua marca positiva na cultura under e overground. Os pioneiros Cream e ‘Crosby, Stills, Nash & Young’, os recém chegados Monsters of Folk e Them Crooked Vultures ou os badalados Audioslave, Temple of The Dog e The Last Shadow Puppets, entre outros, são alguns dos nomes que fazem parte deste décimo nono episódio do Plutão Anão que podem ouvir no sítio do costume através de download ou streaming ou na loja do itunes. Boa viagem.
Plutão Anão nuoce la salute del vostro bambino.
The birth of one of your best friend’s first new born and the wedding of one of the most important friends in your life have to be good enough excuses to have one hell of a Saturday back in Portugal, right? Bring it on. Congratulations Y. & CA’94+15. And welcome to the cruel real world, Maria.
Art work | Jonathan Puckey
Mesmo, mesmo, mesmo ao lado de casa. Eh eh. Sou forçado a olhar para esta nova obra do Banksy dia sim, dia sim. Compulsory art that I don’t mind being compulsory.

Não sou nada dado a bolos, mas porra, coisas boas como os cupcakes da Hummingbird Bakery em Portobello (uma das várias lojas) são difíceis de resistir. E eu depois de experimentar o meu primeiro durante a semana, de resistência tive pouco e voltei ao local do crime este fds. O Red Velvet é simplesmente qualquer coisa. Local a levar as minhas visitas, obrigatoriamente.
Imagens emprestadas do blog ‘Luscious Temptations’.
* Momento rosa-à-la-sexo-e-a-cidade do mês.
«Braga é fantástico. Às vezes, fica-se com a impressão que é Braga que
deveria mandar neste país. Veio do Sporting de Braga o treinador que
está a salvar o Benfica. Mas, mesmo sem esse treinador, o Sporting de
Braga está em primeiro lugar.
Acho que o Sporting de Braga é o único clube de que todos os
portugueses gostam secretamente. Os benfiquistas acham que eles são do
Benfica; os do Sporting apontam para o nome e os portistas, por muito
que lhes custe, são nortenhos e não se pode ser nortenho sem gostar de
Braga.
Toda a gente tem medo – e com razão – do Sporting de Braga. Há a mania
de engraçar com a Académica de Coimbra ou com o Belenenses, mas são
amores fáceis, que não fazem medo nem potenciam tragédias.
O Sporting de Braga não se presta a essas condescendências simpáticas.
É por ser temido que o admiramos. Mais do que genica, tem brio. É uma
atitude com que se nasce; não se pode ensinar nem aprender.
A primeira vez que fui a Braga já estava à espera de encontrar uma
cidade grande e diferente de todas as outras. Mas fiquei siderado.
Acho que Braga se dá a conhecer a quem lá entra, sem receios ou
desejos de impressionar.
A primeira impressão foi a modernidade de Braga – pareceu-me Portugal,
mas no futuro. E num futuro feliz. O Porto e Lisboa são mais
provincianos do que Braga; tem mais complexos; tem mais manias; tem
mais questiúnculas por resolver e mais coisas para provar.
Braga fez-me lembrar Milão. É verdade. Eu adoro Milão mas Milão é
(mais ou menos) Italiano, enquanto Braga é descaradamente português.
Havia muitas motas; muitas luzes; muita alegria; muito à-vontade.
Lisboa e Porto digladiam-se; confrontam-se; definem-se por oposição
uma à outra. Braga está-se nas tintas. E Coimbra – que é outra cidade
feliz de Portugal – também é muito gira, mas não tem o poderio e a
prosperidade de Braga.
Ler o resto do artigo »
Para um país que caracteriza o imigrante Brasileiro de putedo e criminoso, acho o alarido todo à volta do polémico vídeo de Maitê Proença de uma hipocrisia enorme.

Diga-se que esta altura do ano é bastante benevolente à vista aqui por Terras de Sua Majestade. Impera o vermelho, o laranja e o castanho. E com o sol a brilhar da maneira que o anda a fazer esta semana, very nice indeed. Como, aliás, o comprova esta bonita série de fotos do ‘The Guardian’.

Estou orgulhoso da minha Cidade Pequena, que hoje foi enorme. Finalmente, passados anos a fio de uma monarquia laranja instalada na sede de concelho, os Oureenses deram uma grande lição de cidadania, votando maioritariamente na lista do PS liderado por Paulo Fonseca, apesar de terem dado a vitória local ao PSD nas eleições legislativas, demonstrando assim que os Oureenses sabem separar as pessoas dos partidos e provando que, como deverá sempre ocorrer nas eleições autárquicas, deve-se votar nas pessoas e nos projectos e não nos partidos.
Infelizmente, dada a distância física, não pude dar o meu voto a Paulo Fonseca. E não poderei estar nas ruas de Ourém esta noite a festejar com a alegria que tal acontecimento merece. Mas aqui de longe regozijo com este resultado histórico, na esperança de que Ourém possa finalmente entrar no rumo certo, que a monarquia laranja instalada ao longo dos anos possa ser desmantelada, que não se instale uma monarquia rosa na sede do concelho e que acima de tudo, Paulo Fonseca dê tão boa prova de si à frente de Ourém como o fez à frente de Santarém.
Uma última nota para a campanha baixa por parte de apoiantes de Vitor Frazão, nomeadamente do tal de ‘Dartanham’ (que todos sabem quem é), que de uma forma cobarde não demorou nada a matar o seu blog de baixo nível logo que foi anunciado publicamente a derrota de Frazão. Neste caso também, uma vitória moral claríssima sobre quem suja a política com ataques pessoais de baixo nível.
Viva Ourém.
«Fez amigos com facilidade em Berlim?
Sim, mas a grande questão para alguém que está fora do seu país é saber até que ponto essas amizades são profundas. Conheci imensa gente em Berlim, mas os meus grandes amigos, aqueles que vão perdurar, estão aqui, na Noruega. Foi também por isso que tive vontade de regressar. O título do álbum “Declaration Of Depedence” tem também a ver com isso. Percebi que dependia disto: dos meus amigos, destas montanhas, do mar.»
Erlend Oye, vocalista e guitarrista dos ‘Kings of Convenience’, em entrevista ao jornal Ípsilon.
Um dos meus hábitos diários era o de percorrer a lista de blogs presente aqui do lado direito, picando o ponto dia sim, dia sim. Entretanto o Facebook espalhou-se por Portugal e o Twitter por todo o mundo e aos poucos os bloggers foram migrando para estes serviços alternativos. Mas ao que parece a web não é suficientemente grande para uma co-existência destes vários mundos, e aos poucos a larga maioria dos blogs da minha lista foram morrendo. Hoje mais de 50% dos que ali estão do lado direito estão em forma de carcaça e vinda a próxima actualização da lista (que não tarda nada), mais de metade deles serão limpos dali. É pena, pois prefiro ler um parágrafo escrito por alguém do que ler algo cmopactado em 140 caracteres. It’s a bitch, but that’s the way this shit roles.
Em versão reserva. Quiçá, o único momento em que vou bem com uma refeição.
Este Domingo, dia 4 de Outubro, o programa ‘Ossos do Ouvido’ comemora o seu 400º 200º programa (ah valentes!). O Plutão Anão associa-se àquela que será uma comemoração especial deste marco significativo no domingo, entre as 22h e as 00h na rádio ABCPortugal em 92.3fm na zona centro ou em abcportugal.pt. Para a ocasião foi gravado um mini-mini-programa de 15 minutos que será transmitido em directo no Ossos. Será posteriormente publicado também no local do costume mas só depois da transmissão do 400º 200º ‘Ossos do Ouvido’.
Para mim, a parte mais difícil de escrever um post ou um email é decidir que título lhes dar.
Bizarre.
Demorou mas foi. Aproveitando o balanço da reentré política pós-verão (um bocadinho mais tarde que esta, devido a afazeres profissionais, é certo), também o Plutão Anão faz a sua reentré nas ondas da rádio e na internet. Dedicado a tudo o que é material novo de variadíssimas bandas e artistas lançados neste final de verão, o décimo oitavo Plutão Anão faz órbita aos álbuns e trabalhos novos de gente como Julian Casablancas, Radiohead, Pearl Jam, Alice In Chains, Arctic Monkeys e Editors, entre outros. Podem ouvir o ‘Back to Action’, aqui.
De referir duas ou três alterações em relação ao Plutão Anão a entrarem em vigor a partir deste programa. A primeira mudança, efectuada com base nalgum feedback recebido, é a ausência da play-list do próprio programa no site do Plutão Anão. A partir de agora, para se conhecer a lista completa de bandas cobertas em cada programa, ter-se-à de fazer uma órbita completa a Plutão Anão. A lista detalhada e consequente mp3s poderão ser sempre cedidos através de pedido efectuado para o email plutaoanao (at) ricjo.org ou em forma de comentário no site.
É que ao escutar todos os discursos de todos os cabeças de lista de todos os partidos que elegeram deputados, parece que todos ganharam. Ou melhor, ninguém perdeu. Uns porque apesar de não ser maioritária, conseguiram a vitória depois da derrota nas Europeias. Outros porque os primeiros não venceram com maioria absoluta. Aqueloutro porque conseguiu roubar a maioria absoluta aos primeiros, subindo ao mesmo tempo o seu número de votos. E os restantes dois, porque subiram de número de votos, sendo que um deles se afigura porventura como opção única (e perversa) para governo maioritário em coligação.
Bom, ao menos são todos felizes. Resta saber se Portugal também o estará daqui a quatro anos. E já agora, correndo o risco de estar a errar ao declarar isto (porque não fiz a pesquisa para comprovar o que vou agora escrever), teremos porventura o maior número de deputados socialistas trotskistas e marxistas de todos os países europeu ocidentais. E a ver os casos onde o socialismo prevalece mundo fora, não será porventura grande auguro. Corrijam-me se estiver enganado.
Foto do jornal Público.

Passo imensas horas a comutar. Metro, comboio ou avião, a quantidade de horas que passo regularmente em viagem é imensa. E quando a cabeça já não está para a leitura ou esta tenha acabado, fico por vezes como um puto irrequieto. Muitas vezes vejo um gajo ao fundo a jogar a sua PSP ou Nintendo DS e fico cheio de inveja, qual puto de 12 anos. Lol. Mas sei que rapidamente me farto de jogos e que não sou muito dado a eles, logo não se justifica um gasto de cento e tal euros num brinquedo daqueles. E mais, os jogos actuais por vezes exigem demasiada dedicação, algo que não estou disposto a dar. E então dou por mim a relembrar os tempos em que os jogos eram bastante mais simples, mas proporcionavam horas imensas de entretenimento. É certo que um gajo em puto se distrai muito mais com essas cenas do que aos 30 anos de idade, mas se tivesse um quarto daquele prazer de entretenimento que tinha, já me daria por satisfeito. Passei imensas horas, muitas mesmo, à frente da SEGA Mega Drive do meu primo André. Tantas. O som incial da “Segaaaa”, ao arrancar o jogo, aqueles sons de efeitos do Sonic quando ele “comia” as argolas, o som do impiedoso machado do Golden Axe a chacinar inimigos ou os gemidos do golfinho Eco enquanto ultrapassava as barreiras com muita perícia, todos estes sons e imagens fazem parte integral do meu imaginário de criança a entrar na adolescência. Na altura não se sacavam jogos e computadores eram poucos os que haviam, logo um gajo agarrava-se a estas jigajogas com toda a paixão. Ler o resto do artigo »
… volto a ter 14 anos e a vestir a camisa. Acompanhando o regresso das camisas de flanela à moda, chega o ‘Black Gives Way To Blue’, novo álbum dos Alice in Chains. Primeiro álbum de originais da banda de Seattle desde de 1995 e desde da morte de Layne Stayley, aqui sim, temos um regresso do grunge puro. E isso será bom? Pela audição do primeiro tema do álbum que fiz há minutos, mau não é. Mas que será esquisito voltar a ter uma novidade dos AIC após estes anos, isso será. Mas vou guardar o treat para a viagem de comboio de amanhã. Venha daí essa camisa de flanela então.

Feitas as contas aos gastos diários com metro e comboio contra os custos de adquirir um automóvel de baixa cilindrada em segunda mão, manutenção, road tax, inspecção e gasolina/gasóleo mensal, é-me economicamente mais eficiente adquirir e usar o automóvel para ir e vir do trabalho. Assim o farei.
As políticas de incentivo à eficiência ambiental, aqui pelo reino pouco unido, de eficientes não têm muito, tá visto.
Hoje vi uma senhora a lavar os dentes enquanto conduzia o seu automóvel. Espuma a sair da boca e tudo. É a famosa multiplicidade simultânea de tarefas do cérebro feminino em plena acção. Pena é esta parecer funcionar à custa de outras partes do cérebro que por consequência param.
«(…) as informações sobre a gripe estão também disponíveis no site gripe.ezec@gmail.com»
Patrícia Lopes in ‘Jornal da Tarde’ da RTP 1, 15 Setembro 2009.
É bom saber que há jornalistas Portugueses que sabem qual a diferença entre um endereço de email e o endereço de um site. Já agora, no mesmo programa citado em cima, no grafismo da reportagem do jogo de (então) mais logo à noite, Chelsea-Porto, foi utilizado um símbolo descontinuado pelo clube Londrino, o qual já não é utilizado desde de 2005. E para terminar, na reportagem sobre a intenção de Elton John adoptar uma criança seropositiva Ucraniana, o grafismo apresentava o nome do cantor da seguinte forma: Elton Jonh.
Pormenores.
Florence And The Machine, Alela Diane, Gossip, Muse e Stewart Copeland (The Police), entre outros, todos num só programa. És grande*.
*Talvez demasiado grande, visto assim ter pouco tempo no ar para dedicar a cada um deles. Peca por isso o programa.

Ric Jo descobriu hoje que os seus pais são amigos de um senhor que fez rádio numa das mais conceituadas estações de Portugal durante quatro anos e que tem (como investimento pouco rentável) uma rádio em Portugal, a qual está disposto a ceder para exploração sem qualquer tipo de custo.
Ora foda-se. Tivesse sido há uns anos atrás ou tivesse eu agora sem onde estar todos os dias das 9 às 17 e 30, e lançar-me-ia de cabeça. Acredito que o indie-folclórico marcaria pontos com o povinho das aldeias. Eh eh.
E estatísticas também. Mas aqueles que o IFFHS apresentou ontem são bem objectivos. Não sou um para vangloriar-me apenas de vitórias passadas, mas factos são factos e este não deixa de ser um bastante honroso. O 9 parece mesmo ser o número da semana.
Hoje ao adquirir uma garrafa de vinho no supermercado cá do bairro, a menina da caixa, muito elogiosamente mas claramente exagerando, perguntou-me pela minha idade, dando a ideia que eu não teria anos suficientes para a adquirir. Foi-me proporcionado um momento de prazer que durou cerca de um milésimo de segundo antes de rapidamente cair na real. Triste, triste é um gajo já se sentir elogiado com estas cenas, eh eh.
… que tive forças para meter mãos à obra.
Passam por mim as últimas horas das férias, madrugada fora com um canal bem Português como barulho de fundo. Aproveito-as para meter a leitura digital em dia. Em breve regressa a rotina. Tempo para voltar a meter o Plutão Anão em órbita, retocar umas coisas aqui e acolá e abraçar um ou dois projectos novos (anúncios para breve). Para trás deixo o calor, os sabores, os cheiros, alguma família e alguns amigos. Mas não tarda nada o natal tá aí.
See you all pretty soon.
Basta escrever o nome dos três elementos que compõem esta nova superbanda: Josh Homme (Queens Of The Stone Age), Dave Grohl (Nirvana) e John Paul Jones (Led Zeppelin). Que poderio. Com material novo dos Arctic Monkeys, Editors e mais uns quantos, esta reentre promete muito. Get your heads banging.
Houve uma altura da vida em que julguei que o meu vício pelo Championship Manager / Football Manager me fosse durar a vida toda, tal o estado entranhado em que estava naquele que era o único jogo que instalava no computador. Puro engano. De hoje em dia já não o jogo. Mas a Eidos (que há uns anos se separou da Sigames – esta última acabou por produzir o FM), após perder muito dos seus treinadores de bancada para o jogo da Sigames, teve a ideia a la Radiohead e decidiu cobrar aquilo que tu quiseres pagar pelo mais recente jogo. Pessoalmente, já não tenho pachorra para sacar jogos, arranjar cracks (e os que o FM exige não são nada simples) e actualizar a base de dados de forma ilegal. Vai daí, decidi aceitar a proposta da Eidos e lá paguei um penny por aquilo (mais as £2,50 de custos de serviço). O mais provável é nem o jogar, mas nunca se sabe. É que treinar bonecas em 3D deve ser bem diferente do que treinar frases escritas ou discos. E um treinador nunca se deveria retirar definitivamente antes de o experimentar
Não estava para aqui vir durante estas duas semanas, mas net com downloads ilimitados apenas por se aderir ao débito directo, é de homem. Fiquei positivamente surpreendido com esta solução da Sapo. Se bem que, no estado actual das coisas, um débito a 30 dias já é uma sorte cobrar, quanto fará um débito directo. Daí a oferta boa, pois claro. Upa.
Durante as próximas duas semanas, o último sítio onde terei a cabeça será por estes lados. Família, amigos, os Castelos, cheiros e sabores da terra. É por lá que terei a cabeça.
See you around.

O nível exibicional que o Benfica anda a atingir nos jogos já a sério, mesmo sem tendo laterais. Diz-se que a melhor defesa é um bom ataque. Ora, visto que a defesa do Benfica é algo duvidosa, pelo menos temos um meio campo (o menino Ramires é um senhor) e ataque de níveis mundiais, diria. E vivendo agora perto do Sport London e Benfica, aguardo pelos domingos à noite com a Sagres na mão, Sporttv no ecrã e os emigras a mandarem bitaites. Positivos, pois claro.

A homenagem do Eddie Vedder a Michael Jackson, no concerto dos Pearl Jam na passada terça-feira no O2 de Londres, local onde o Michael Jackson teria tido a sua residência de 50 concertos. Antes de entrar na raramente tocada ao vivo ‘Rats’, Vedder tocou parte do ‘Ben’ de Michael Jackson, acabando com a frase “to a man who was supposed to take to this stage and do what he did”. Grande concerto de três horas, by the way. Old my arse.
Foto de p_a_h.

Achei extraordinária a forma como os Radiohead lançaram o seu último álbum ‘In Rainbows’. Para além de ter tido o benefício de ter provocado um debate global sobre a indústria da música, foi acima de tudo uma acção de markting óptima com excelentes resultados. Mas esta história dos Radiohead virem agora a público informar que deixarão de fazer álbums e que o seu (e o da indústria da música) futuro seria o do lançamento das canções somente em formato de single à medida que vão sendo gravadas, tipo pastilha elástica, soa-me muitíssimo mal. Não me vou alongar agora muito, pois este tema merece dedicação e tempo (e neste momento não tenho uma coisa nem outra), mas em primeiro lugar não acredito que o álbum acabe nunca. O álbum, a história que aquele conjunto de cancões contam é a essência da indústria musical e jamais poderemos ou deveremos sequer viver sem ele. Pode deixar de existir em formato físico (o que não acredito), mas o álbum existirá para sempre. Em segundo lugar, não acredito que os Radiohead deixem de fazer álbums. Em primeiro lugar porque têm um jeito do caralho a fazerem-nos e em segundo lugar porque esta será mais uma óptima medida de marketing que perdurará porventura 12 ou 24 canções (conforme esta política se extenda por um ou dois álbums) e não mais que isso.
Seja como for, o que fica é a música e essa, sendo dos Radiohead, é basicamente garantia de qualidade certa. Já anda por aí o tema dedicado ao último veterano da I Guerra Inglesa que faleceu há pouco tempo, ‘Harry Patch’. Fica agora mais uma pastilha lançada por Johhny, Thom & Co. Chama-se ‘This Twisted Words’, é bom som e podem-no sacar aqui e ler a notícia aqui.
Thanks Abel Love Joy pelas referências!
No fds passado tive a oportunidade de ir a um mini-festival no sul de Londres, organizado pelo mentor da banda Stanley. Já vai sendo tradição este festival caseiro, ano após ano, feito no (grande) quintal de trás do guitarrista da banda. Com várias bandas convidadas, palco e sistema de som profissionalíssimos, bom tempo (calhou), muita bebida, snacks, um porco a assar, um castelo insuflável para os putos, uma piscina também para os miudos e povo de boa onda, este foi sem dúvida um sábado muito bem passado. Por esta edição do ‘Not In My Back Yard 2009’ ouviu-se música muito boa (alguma da qual merece ser divulgado que e darei a conhecer num futuro programa do Plutão Anão), onde nem o ukulele e um instrumento cujo nome desconheço (misto de guitarra & acordeão) faltaram. Na verdade, só apetecia mesmo era subir ao palco e acompanhar a festa dos músicos.
Um hábito de verão a criar, sem dúvida. Reportagem oficial do festival deste ano, aqui.
Foto de Fil Nunes
Tempo? Que é isso? Estas duas últimas semanas não têm sido nada fáceis. Nem tempo para ler outros blogs tenho tido. Vou assim então tentar colocar aqui 3 ou 4 posts de rajada como forma de despedida durante duas ou três semanas, pois regresso à pátria sexta feira para umas merecidas férias e em busca do sol & calor perdidos.
Respira fundo. Cá vai então.
Ric Jo‘s laptop is giving its lasts. Ou seja, tá a dar as últimas. O mal é físico (hardware) e não psicológico (software). Também, já são cinco anos ao mais alto nível. Resta a esperança de uma recuperação das suas mazelas aquando da sua visita a Portugal dentro de alguns dias. Caso o diagnóstico seja negativo, the thing will be very black, que é como quem diz, a coisa vai estar muito negra.
Precisava de partilhar este sentimento de luto. Feito.
«The truth is a bully we all pretend to like.»
in Shantaram, Gregory David Roberts, Abacus.
A mente quer escrever, produzir e responder. O corpo nem por isso. Esta noite o corpo vence. Oh well.
É com algum orgulho que anuncio, a par de variadíssimos outros meios, a primeira exposição fotográfica do meu primo Tiago (o do Favacal). Para os emigras e migras, quando estiverem por passagem pela Cidade Pequena, não percam esta exposição que, a fazer valer pelos trabalhos apresentados nos últimos anos blogosfera fora, promete valer a visita. Se quiserem um preview do que por lá poderão encontrar, dêem um espreitadela ao blog Favacal e por lá pesquisem o imenso arquivo fotográfico do Tiago.
Ah, é verdade, e garantido estará também a presença de bom som para o ambiente (e nunca de ambiente) da galeria, com selo de aprovação Plutão Anão, se assim quiserem, eh eh.
O evento no Facebook está por aqui. Vemo-nos por lá. Parabéns Tiago.
Três semanas na rede é muito tempo. Acontece muita coisa. Estando três semanas ausente dela, muitas coisas passam-nos ao lado, obviamente. Em três meses em Portugal, muita coisa pode acontecer, é certo. Três meses de ausência de Portugal leva também a que se perca por vezes o fio à meada a certas coisas. Mas Portugal é sempre Portugal e a coisa mantém-se a modos que contante, sem grandes surpresas em perspectiva. Mas por favor, digam-me que isto não aconteceu, que é brincadeira de mau gosto de alguem que domina a arte das montagens. Mesmo que a revista em questão tenha uma qualidade muitío duvidosa, há certos riscos que não se pisam.

Descoberta de fim de semana por intermédio de uma amiga. Não costumo ser fã de cidras, mas esta de pêra da sueca Kopparberg é mesmo muito boa. Definitely recommended.
Noutra nota, destaque para a recém lançada cerveja escocesa ‘Tokyo’ com 18,2% (dezoito vírgula dois) de álcool. É só tontos.
Passado quase um mês, volto a estar ligado ao mundo. Tempos difíceis, os que se passam sem net. É uma dependência informativa, comunicativa e criativa tal que uma pessoa nem sabe bem o que fazer com tanto tempo livre à noite em casa.
Anyway, uma das várias coisas que andei a fazer foi mudar a imagem do header deste blog. Diga-se que o este nunca foi tema pacífico. You either loved it or hated it. Acabei por achar que estava na hora de mudar. E tendo em conta que me sinto bastante satisfeito com o template que utilizo, decidi apenas mexer no header. Um dos meus objectivos é desviar um pouco a atenção sobre as palavras ‘Malibu Cola’. Se é verdade que em longínquos tempos foram palavras que muito me diziam, de hoje em dia não passam de simples (boas) recordações. A verdade é que se fosse hoje, jamais escolheria este como nome do blog. Mas o que lá vai, lá vai e em vez de passar o tempo a matutar sobre a coisa, decidi girar a temática/simbolismo do blog em torno de algo ao qual sempre senti um enorme fascínio desde dos meus tempos de criança, em que passava um mês de verão inteiro no meio da natureza pura de uma aldéia de Portugal, contrastando de uma forma extrema com os restantes onze meses que passava em Londres. Fosse por as férias de verão se parecerem como autênticas viagens a um planeta diferente onde podia subir árvores, ver as estrelas e sujar-me na terra, ou fosse simplesmente pelo facto de me agradar bastante a ideia de ter um mundo no cimo de uma árvore, na tranquilidade envolvente dos ramos, longe de olhares, a verdade é que sempre tive um fascínio enorme por tree houses. Por exemplo, num dos meus filmes favoritos de sempre, ‘Stand By Me’ de 1986 como o River Phoenix & Co., a treehouse deles espelhava exactamente o tipo de ligação que eu nutria por estes abrigos (ver cena do filme aqui).
Fica feita assim uma especie de apresentação da nova imagem. Não é nada de relevante, mas simplesmente achei que podia partilhar o porquê de ter escolhido tal objecto como presença omnipresente no blog.
E para terminar esta ‘apresentação’, fica uma canção old-school (muito boa por sinal) dos Pearl Jam intitulada ‘In My Tree’. Sejam bem vindos então à minha árvore.
[audio:http://malibucola.ricjo.org/wp-content/uploads/2009/08/04-in-my-tree.mp3]«E ao sétimo dia de Agosto, far-se-à luz.»
Tava a ver que não. Net em casa dia 7 de Agosto. Yiiihaaa.
«Too many twits can make a twat.»
David Cameron, líder da oposição inglesa dando a sua opinião sobre o Twitter em entrevista à Absolute Radio ontém.
Encontro-me neste preciso momento num internet cafe a teclar um post de forma passageira. Restam-me 8 minutos de ligacao ao mundo e nao ha tempo de fazer as actualizacoes que a mente deseja. E tambem nao ha tempo de se orienar acentos em teclado anglo-saxano. Amanhem-se, eh eh.
A net ta a custar mais a instalar do que eu inicialmente previa. Arrisco-me a dizer que ta-se a tornar mais dificil do que as minhas experiencias em Portugal. Oh well, nem tudo pode ser bom. De resto, descobriu-se aqui na vizinhanca mais um spot Tuga. Desta feita a amiga Crisitiane deu de caras com o Nucleo Sportinguista Londrino enquanto andava perdida ‘a procura da minha casa nova. Porra, apesar de lagartos, eles ao menos hao-de ter Sporttv e jogos do Benfas ao fim de semana, nao?!?! A explorar esta quinta ‘a noite. De resto, agora ando com bronze de condutor no outro braco, fruto do lado contrario do volante dos automoveis de ca e agora dou-me ao luxo de fazer jogging canal acima e canal abaixo. Ui. Fotos a serem postadas quando a net se designar a aparecer por estes lados. Ja so me restam 4 minutos de net e eu queria responder aos comentarios e colocar o meu novo banner (o que nao faz ter tempo a mais nas maos ‘a noite sem nets e coisas do genero!). Fica para uma proxima sessao. Tres minutos, tempo para me despedir de vos e sem tempo para verificar erros ortograficos! Um minuto. Ate ja. Ou nao.
Já se encontra disponível o último programa do podcast Plutão Anão – Me & My Guitar II, segundo episódio da série dedicada a cantautores. Visitamos nomes da folk inglesa como o grande Nick Drake e John Martyn, passamos pelo blues com o The Legendary Tiger Man, pelo folk de Butcher The Bar e Devendra Banhart e acabando nos excelentes The Low Anthem, entre muitos outros. Podem passar pelo local de órbita do décimo sétimo programa aqui. Boa viagem.
Nota: para ouvir o programa, entre as várias possibilidades no site do Plutão Anão, podem ir até à última frase do post e clicar onde diz ‘Play Now’ em verde, indo aparecer um leitor (depois é só carregar no play) ou podem clicar em ‘Download’ (igualmente na última frase do post), descarregando o programa para o vosso computador ou podem clicar no link do feed do itunes, no canto superior direito do site (necessitam do itunes instalado no vosso computador para utilizarem este modo). Qualquer dúvida/problema, apitem.
Hoje consegui voltar a ter contacto com o mundo (vulgo net) por alguns instantes. Tempo suficiente para vir aqui dar uma perninha de forma rápida. Isto de se estar sem internet e sem televisão permite que se acabe por acabar (passe a redundância) coisas que se tinha pendente há uma carrada de tempo (podcast feito e pronto para entrar em órbita ainda hoje, se possível), de se pôr a leitura em dia e de se ir aprendendo umas canções novas na guitarra (na imagem, lá por casa). Tempo também para se andar a descobrir as novas redondezas. E como em quase todo o lado, aqui também há um local (neste caso até dois) Português bem perto. A cinco minutos de distância tenho o Café Lisboa (com os correspondentes toldos vermelhos do café Sical) e do lado oposto da rua, o Café Porto (com os correspondentes toldos azuis do café Lavazza). Ontém fui ate lá à noite na esperança que, tal qual um café em Portugal, estivessem abertos noite fora com o Benfica a espalhar magia na Sporttv. Népias. Fechadinhos. Resta a esperança de que às sextas e sábados a noite, o caso seja diferente. Muito bom auguro foi encontrar um pub com dois enormes párasois da Sagres. Será caso para entrar em campo, indeed.
A meio disto tudo, ontém ia tranquilo da vida passeio fora quando vejo um carro parar de repente no meio da estrada e sair de lá de dentro quatro gajos com pistolas na mão. Pensei por breves segundos que seria vítima de um típico caso de estar no sítio errado à hora errada. Mas acontece que aqueles quatro gajos eram polícias vestidos à cívil e iam dar uma visita a dois jovens que estavam a fazer negócio à janela de um automóvel mesmo ao meu lado.
E com este breve update volto ao obscanturismo da vida sem net. A previsão é para que ela volte daqui a duas semanas. Azar o meu, sorte a vossa!
Amanhã (6ªf) adivinha-se um dia bem cheio. Trabalhar, chegar a casa, empacotar e fazer a limpeza final. Sábado de matina, acabar o empacotamento e relocation em acção. Depois é desempacotar, limpar, tomar banho na casa de banho nova e ir beber uns pints com os mates & primos à noite. Domingo, dia de ressaca (que escasseiam cada vez mais, devo dizer) e continuação de personalização e limpeza do meu nosso novo canto. E isto tudo, deve-se dizer, sem o lifeline que é a net. Portanto meus senhores, amanhã (6ªf) será a minha última noite com net durante alguns dias (espero) ou semanas (desespero). Sabe-se lá. É de aproveitar, eh eh. Logo que esteja novamente ligado ao mundo, darei o ar da minha graça. Com podcast entretanto terminado, espero.
E diga-se que já não postava informação tão pessoal há uma série de tempo.
Ciaaaaao.
Adivinha-se-me uma semana bastante agitada e cheia de pouco tempo (?!). Uma mudança de poiso (W9 rules, eh eh) e o podcast para acabar (isto a meias com os jogos amigáveis do Benfas para ver em streaming – este ano é que é. Lol), pouco tempo me sobrará para postar. Aliás, os minutos que costumo passar em verborreia, passá-los-ei esta semana em momentos de prazer e tranquilidade. Quem me conhece sabe que sou louco por chocolate preto. Em tempos fui até viciado. Mas controlado que está o vício, o prazer, esse contínua lá. E apesar de muito mais esporádico, o ritual do quadrado de chocolate negro a seguir ao jantar (que é quando me sabe melhor. Go figure.) continua a ser praticado de quando em vez. E depois de jé ter percorrido todas as percentagens de cacau menos a máxima, tendo-me mantido fiel na ordem dos 80%/85%, eis-que uma a pessoa especial me presenteia com um espécimen 100% de cacau. Chocolat Pur Beurre de cacao, diz o envolcro do Chocolat Bonnat. Venha ele então. Sem medos.
A few musical notes.
Ena, tanto link.

Comecei a conduzir a sério por estas bandas há uns dias atrás e cheguei a uma conclusão rápida e, porventura, dispendiosa também: o mais difícil de se conduzir por cá não é ter que o fazer à esquerda, nem com o volante do lado contrário ou meter mudanças com a mão esquerda. É ter mesmo de cumprir os limites de velocidade, já que as câmaras (radares) estão literalmente por todo o lado. Desde das estradas com limite de 30mph (50km/h) às autoestradas de 70mph (113km/h), são mais que as mães e a quinta mudança dentro da cidade não mexe. N’existe pas. Para quem foi criado como condutor português, em estradas portuguesas, cumprir limites de velocidade não é das coisas mais naturais. Tá foda.
* Que remédio.
Ver 80 mil espanhóis a prestarem vassalagem a um português não deixa de ter um sabor deveras interessante e, quiçá, sobranceiro.
*ou nacionalismo fácil
Photo credit: Marca

Andando ontem na rua com uma camisola da selecção portuguesa, acabado de fazer jogging, dois senhores claramente à procura de algo, vendo-me com a camisola das quinas sobre o dorso, olharam um para o outro como quem diz “Este de certeza que sabe…”. Vindos então em minha direcção, lançaram-me a questão: “Onde é que fica o ‘Nandos’*?”. E sabia mesmo, mas por mero acaso. Ou será que por ser Português e estar identificado como tal, teria uma base de dados de todos os Nandos da zona? Ainda para mais, tratando-se de frango assado bem abaixo da qualidade de uma qualquer tasca Portuguesa, in my opinion.
*franchise de restaurantes de comida portuguesa em Inglaterra (e não só).
Tonight I could’ve done with the sound of crickets. That non-stop song that I truly love, that tells you when the sun has come to stay during the day and when the mosquitoes have come to play during the night. I could’ve done with a breath of fresh pine-tree air. Maybe two or three. Those kind of deep, deep breaths you take that make you feel like you’ve just cleansed your lungs, extracting all that air that makes the tissue you blow your nose with completely black at the end of the day. I could’ve done with the sound of guitar strings being plucked, as if both them and the crickets were part of an orchestra, romantically and naturally combining themselves into one big beautiful concerto. I could’ve done with the interruption of such a beautiful harmony once in a while, by the sound of a Macal riding down the rural roads that lead to a scarce number of houses, all wrapped around a blanket of green pine-trees. Tonight I could’ve done with being able to look up into the dark and actually seeing all the stars in the summer sky, sparkling proudly and brightly. I could’ve done with that cold summer night breeze that sometimes shows up, touching the skin of my face whilst my eyes get lost at the view of Venus and Jupiter. Tonight I could’ve done with all this, accompanied by the taste of home-made bread, baked in a home-made wood oven, a slice or two of home-made cheese and home-made red wine done with the help of the hands that typed this text.
Tonight I could’ve done with a bit of Portugal.
[audio:http://malibucola.ricjo.org/public_html/malibucola/Audio/7.-I-Want.mp3]
[This post’s soundtrack – I Want by Cat Power – Singing For Trees]

Excelente notícia, a de que a Ryanair finalmente vai assentar arraiais no Aeoroporto de Pedras Rubras, Porto (naquele que é, sem dúvidas, um dos melhores aeroportos da europa). A abertura de mais uma das suas bases está para breve e perspectivam-se assim ainda mais vôos de e para o Porto a preços ainda mais competitivos. Excelente também a notícia do interesse da empresa irlandesa em voar para Lisboa no futuro. Está mais que visto que ter acessos de low-costs a determinadas cidades é determinante para o desenvolvimento do turismo local e permite a emigrantes tugas como eu, muitas mais opções competitivas para ir picar o ponto a casa de forma mais regular. No meu caso particular, Braga ficou ainda mais perto. Oh yeah.
Que calor do caralhinho. Tivesse eu umas Sagres para beber e um pica-pau (porque não gosto de carcóis, pois sei bem que melhor ficaria na descrição) para o lanche todos os dias numa esplanada, acompanhado pel’ A Bola (esta altura das transferências é picanço de ponto diário obrigatório pelos desportivos!), e diria que estava em pleno Portugal. É soo atrás de soo. Não há como lhe escapar. O que vale (?) é que só dura esta semana. Apesar de 32ºC serem o pão nosso de cada dia em Portugal e chamar heatwave a este número de graus ser um bocado abusador. Mas está mesmo muito calor e eu já não estava habituado a tais andanças.
Reportagem sobre a onda de calor no ‘The Guardian’.
Reportagem do ‘The Sun’ das meninas inglesas bonitas a usufruirem do calor igual ao das Bahamas.
Brighton, “praia” (e coloco praia entre aspas, porque ultrapassa-me o conceito de passar um dia inteiro deitado em cima de pedregulhos) de eleição dos Londrinos pela sua proximidade e um misto de bimbos à inglesa (chavs), gente bonita e uma boa noite. Gays, muitos também. E gente inteligente. Passo a explicar. Andava eu há dias por lá à procura da revista ‘Time’ na hora de almoço, quando encontrei (após algum custo) uma loja da especialidade. Entrando, atirei à menina que estava atrás do balcão, “Tem a a revista ‘Time’ ?”. Respondeu-me ela com um “Que revista?”. “‘Time’”, disse-lhe eu. “Oh, ‘The Times’, claro que temos o ‘The Times’!”. “Não me estou a referir ao jornal”, respondi-lhe, “mas sim a uma revista norte americana que se chama ‘Time’”, continuei. E a pobre ficou algo confusa, respondendo de seguida que não a tinham (como se fosse necessária qualquer confirmação depois da curta conversa entretanto acabada) e que teria de ser encomendada propositadamente. Despedi-me com um “Deixe estar”, incrédulo com a ignorância de alguém que não conhece um dos maiores símbolos da imprensa mundial e cujo emprego especifico é precisamente vender esse mesmo produto. Ca’ burra.
Photo credit: Darwinek.

Deve ser mesmo esta a cara de LFV e Vilarinho neste momento, pois desta não deveriam estar eles à espera. Se se cofirmar a ordem do tribunal, LFV será impedido de se candidatar ao lugar do qual ele se demitiu por razões de proveito pessoal. Como benfiquista, espero mesmo que esta ordem tenha efeito e que se elimine quaisquer tipos de cheiros a Hugo Chavezismos no Sport Lisboa e Benfica. De apreciar as palavras do (mau) candidato Bruno Carvalho, que assume eleições dentro de 6 meses após a sua possível eleição. Não gosto da instabilidade no clube, mas ela é tão só da culpa de LFV. As regras são para se cumprirem. Assim, sim.
Este sábado, dirigi-me ao festival Hard Rock Calling em Hyde Park para ver Ben Harper, Fleet Foxes e Neil Young, entre outros. Depois de um decepcionante Ben Harper (não consigo atinar com o material novo dele e dos Relentless7) e de uns fantásticos Fleet Foxes, foi o mestre Neil Young que roubou o espectáculo, captando a minha atenção e a de milhares de pessoas que tiveram o privilégio de assistir a tão grande actuação. O homem delineou um set-list cheio de hits e tive a felicidade de ele ter passado por todos aqueles que eu queria ouvir, excepção feita à ‘Harvest Moon’. Foram mais de 2 horas de um verdadeiro embaixador do puro rock, daqueles como já não se fazem e que juntamente com Bob Dylan e poucos mais, carregam o tempo em que o rock era um modo de vida, uma fé e não apenas um meio para se atingir a fama e alimentar o ego. Por entre os seus êxitos, Young presenteou o público com puras sessões de jams, levando-nos em viagens pelos blues e até pelo jazz. Simplesmente extraordinário. Tem mais força este senhor com os seus já sessenta e tais anos (durante o concerto, várias guitarras não resistiram ao ímpeto dele) do que a larga maioria de bandas que hoje iniciam a sua vida em palco.
O concerto terminou com o fabuloso hino ‘Rocking In The Free World’, onde não havia uma alma que, apesar do longo e cansativo dia, não tivesse estado aos saltos e a berrar aos céus a mensagem de jamais deixar de rockalhar. E o ponto alto da noite (como se fosse possível elevar ainda mais o espírito que se vivia no recinto naquelas mais de duas horas…) veio no encore, de uma canção só, de seu nome ‘A Day In The Life’ dos ingleses The Beatles, quando minutos a dentro da canção, aparece em palco o Sir Paul McCartney, lenda viva do quarteto de Liverpool, a dar uma perninha ao Neil numa canção composta por si. Simplesmente sublime e surreal. Duas lendas vivas num só palco e um daqueles momentos históricos e especiais do qual eu tive a alegria e honra de poder assistir.
Qualquer dia nomes como os citados em cima deixarão de existir, e com eles levarão para sempre o tempo em que o rock era tudo. Felizmente que ainda fui a tempo de assistir a um verdadeiro momento desses antes de eles partirem. Keep on rocking in the free world. Fuck yeah.
Review da NME do concerto de Neil Young.
Vídeo do ‘A Day In The Life’ com Neil Young & Paul McCartney.
Photo credit: WEILIN WANG | WiTSiMAGE

Na noite da morte do MJ, uma das primeiras coisas que fiz foi dirigir-me à Amazon e encomendar a versão de 1982 (e não as posteriores reedições) do álbum que mais vendeu na história, ‘Thriller’. Já era algo que tinha intenções de fazer a long time ago, mas que levou um empurrão com os acontecimentos daquele dia. Fui rápido porque temia que aconcetesse o que se veio a confirmar: momentos antes da loucura MJ se instalar, consegui adquirir a minha cópia por umas meras £8 e picos (num estado Very Good). Cópias havia naquele momento em estado Good a £2 e pouco. Hoje voltei ao local. As cópias em estado Good já voaram e as que estão no mesmo estado que a minha, no mínimo triplicaram em preço pedido e na maioria dos casos sofreram um incremento de preço na ordém dos 750%, para além do stock disponível ter diminuído drasticamente. Também aqui se vê a influência de MJ.
I’m gutted. And I’m sad. Estava esta noite em pleno concerto da Dave Matthews Band quando o rumor se começou a espalhar. Depois confirmou-se cá fora com um ou dois telefonemas. Eternamente adiado está o concerto em que o iria ver pela primeira vez, a 1 de Agosto. Agora estou cansado, mas escreverei umas linhas nos próximos dias sobre a influência que MJ teve sobre mim enquanto puto. Por agora, rest in peace.
Como eu e primos meus, alguns recém-amantes do ukulele, passamos o último sábado. Recorde mundial batido. E o ukulele bem vivo! “Let me go home, I wanta go home…” 🙂
Chegou aquela fantástica quinzena do ano em SW19. Refiro-me, pois claro, ao torneio do All England Club – o Wimbledon. Sempre gostei de acompanhar este torneio, mas agora que estou mais de perto da acção, é com prazer redobrado que o faço.
No emprego estou completamente rodeado por fanáticos do golf, corridas de cavalos, cricket, rugby e remo. Deportos bastante enraizados na sociedade Inglesa, aos quais dedicam toda a atenção e respeito por todo aquele mundo de estiqueta e tradição associado a cada desporto, como os Ingleses tão bem sabem fazer.
Visto que não nutro grande amor por nenhum dos desportos acima nomeados (se bem que com tanta dose, comece a perceber um pouco a piada do golf), é com regojizo que recebo estas duas semanas de mais um desporto extra-futebol adorado por terras de Sua Magestade: o ténis. E neste caso, toda aquela pompa e circunstância tradicional Inglesa que envolve o Wimbledon atrai-me bastante, e já me via a tomar o chazinho mais as damas enquanto via uma partidazinha no Central Court. A própria estação de underground de Southfields (a mais próxima de Wimbledon) econtra-se toda ela vestida de relvado de ténis. E a obrigatoriedade da roupa branca no Wimbledon foi sempre um extra especial ao qual Roger Federer e a Nike têm dado especial atenção nos ultimos três torneios. E este ano, depois da pinta do cardigan do ano anterior, não pude deixar de deliciar-me com a linha do equipamento de Federer deste ano (foto), com especial destaque para o seu waistcoat. Muita pinta.
E para dar um toque ainda mais saboroso a este All England Club, a presença dos tenistas Portugueses, que finalmente parecem estar a construír as bases para um futuro risonho. Destaque especial para o wildcard Michelle de Brito, que já passou à segunda ronda e não para de aparecer nas back pages dos jornais de cá, embora pelas piores razões. Nao pares de berrar, miuda mulher.
Leio e oiço as notícias dos últimos dias relativamente ao Glorioso, Glorioso SLB e não há outro sentimento que me venha ao de cima que não a pena. Pena da verdadeira feira em que um dos símbolos maiores de Portugal se tornou. Vejo uma antecipação mais-que-manhosa de eleições que de democracia transparente, algo que o SLB sempre simbolizou em Portugal – vide contexto das eleições do SLB por altura da ditadura em Portugal – pouco ou nada tem. Vejo um presidente, que embora tendo alguns méritos no tempo que passou à frente do clube, se julga maior que a própria instituição, que dá sinais de presunção perigosa, que se encontra agarrado ao poder e que passa a vida a debitar uma frase bandeira tão ridícula como “… Nós sabemos o rumo que queremos seguir e ninguém nem nada nos vai demover de mantermos esse rumo”. Ora vejamos o que foi esse rumo a nível desportivo futebolístico sénior, que é, afinal de contas, a alavanca do clube, apesar do seu eclectismo. Em quase sete anos de presidência, conta-se uma Taça de Portugal (2003/2004), um Campeonato Nacional (2004/2005), uma Supertaça Cândido de Oliveira (2005) e uma Taça da Liga (2009). Ler o resto do artigo »
Na ânsia de vos provocar um sorriso tão lindo quão o do modelo usado para o mais recente cartaz do podcast Plutão Anão, mas na esperança de que deixam a camisola de natal oferecida pela avó de lado (ainda para mais porque estamos em tempo de pré-verão), o Plutão Anão regressa com o mais recente programa, o décimo sexto, de tema livre. Uma colectânea de ritmo maioritariamente elevado, até pelo rock Chinês passamos viagem neste programa. Podem ouvir o Plutão Anão #16 aqui ou descarregá-lo para vosso deleite quando bem o entenderem.
Novo feature (há que acompanhar estas modernices!) é o Facebook do Plutão Anão, onde poderão ficar a par de informação insignificante (como quase tudo no FB), como por exemplo, acerca das frustrações que por vezes tenho durante as gravações com o meu micro de, er hem, merda, ou receber informação de utilidade antecipada, como por exemplo o tema, o cartaz e o dia em que o próximo programa entrará em óribita. Quem é amigo, quem é? 🙂
Plutão Anão, a provocar sorrisos bonitos desde dois mil e sete.
Pode ter sido uma semana carregada de feriados para as únicas duas ou três pessoas que lêem este blog (eh eh), mas por estas bandas o trabalho não parou e estes dias têm sido de loucos, até. Mas após um pouco de dedicação e esforço (ah leão) e muito cansaço ao final das noites, chegou a hora de pôr cá para fora o 16º episódio do podcast Plutão Anão. No início da próxima semana terão a oportunidade de escutar 59 minutos livres de quaisqueres temáticas. Até lá, bom fds e boas escutas.
(clicar foto para ampliar)
Retrato dos minutos que antecederam o concerto de Patrick Watson no Union Chapel da semana passada. Um rebuçado para quem descobrir onde está o Wally, vulgo eu. Lol.
Citando um jornalista,
Praise be to Patrick Watson,
Amen.
Foto da photostream de Mr Bopperleaner. Outro photostream do mesmo concerto, aqui.
Apesar do provável sabor justificado a injustiça, dado o que aconteceu com o BPN, não haver injecção de dinheiro por parte do Governo no BPP não é, de forma justa, deixar o mercado funcionar? Não se sabe de antemão que quando se deposita dinheiro numa instituição bancária privada corre-se sempre o risco desta falir e se perder o dinheiro?
Scolari vai treinar uma equipa do Uzbequistão. Gareth Barry assina pelo Manchester City (depois de vários anos indicar que queria sair do Aston Villa para jogar na Champions League). Ruben Micael do Nacional da Madeira prefere o estrangeiro e não está obcecado em jogar num dos grandes.
Três exemplos do estado merdoso em que o futebol actual se encontra. O dinheiro conta muitíssimo mais do que o clube onde se treina ou joga. Longe vão os tempos de se sonhar em jogar com a famosa camisola das riscas pretas-e-brancas da Juventus ou a famosa camisola vermelha do Liverpool, por exemplo. A única cor que interessa é a cor da nota. O prestígio dos clubes de hoje em dia pouco ou nada conta. E apesar de se ser legítimo procurar o melhor contracto possível, não creio que alguém fique mal a ganhar £70.000/semana no Liverpool ao invés de receber £100.000/semana no Man City. Não me fodam.
É por estas e por outras que o futebol me desperta cada vez menos paixão.

«Remember, every goodbye is the birth of a memory.»
[Bob Dylan in Theme Time Radio Hour]
[Imagem de Hollis Brown Thornton]
Nome propício para presidente do Sporting Clube de Portugal. Tal como também o seriam Pitta, Diegues, Avillez, Baracha ou qualquer outro nome português que contenha um ‘y’ ou letras duplas.
Venha daí então o neo-liberalismo, que ainda não deu merda o suficiente. Fala-se mais na Europa na campanha das Europeias por estes bandos, onde se sabe que há uma grande tendência anti-europeia, do que em solo Português, onde só se servem destas eleições para lavagem de roupa suja. Acabar com o socialismo em Portugal? Acabem mas é com a larga maioria das tristes forças políticas que temos a reger o país e a oposição.
Ric Jo just got home from church (the venue was literally a church – Union Chapel), where he saw the best concert of his life (and he is not exaggerating). He just wishes he could share the experience. Patrick Watson and his band fucking rule.

Nem sei o que dizer deste TsimFuckus (aka Chicken Little, lol), o em breve next big thing no Youtube. Não sei se devo rir, achar bem ou achar pena. Mas uma coisa é certa – bom gosto em música não tem. Anyway, vejam o vídeo e decidem por vocês próprios (a partir dos 1:30m é muito bom). O canal do jovem TsimFuckus é aqui. Fuck man, yeah man.

Hoje é dia de mais um grande concerto. Hoje é dia de Patrick Watson no Union Chapel. Ah cidade danada para concertos. Fiquem com o belo tema de abertura do seu mais recente álbum, ‘Wooden Arms’, intitulado ‘Firewood’.
The Fixer – Pearl Jam

Quem me envia o meu ukulele de Ourém a Londres para que possa participar no recorde mundial de maior número de ukuleles a tocarem juntos? Afinal de contas o meu espírito tuga está bem enraizado, ou não andasse eu à caça de recordes do Guiness.
Aprender a canção simples ‘Sloop John B’ para o Guiness de ukulele, aqui.
Foi apresentado ontém pela primeira vez (estreia mundial) o avanço para aquele que será o novo álbum dos Pearl Jam intitulado ‘Backspacer’. A canção, chamada ‘Got Some’, foi estreada na própria estreia de Conan O’Brien no ‘The Tonight Show’, ontém à noite. Podem ouvir o mp3 no player em baixo. Se quiserem fazer o download do vídeo, cliquem aqui.
Ainda so ouvi uma vez e não tenho para já opinião formada. You have a go. ‘Got some if you need it’.
Edit: O que originalmente se achava que era o nome desta canção, ‘The Fixer’, umas horas depois veio a confirmar-se que era mesmo ‘Got Some’. O tema ‘The Fixer’ (apresentado em seguida) ‘The Fixer’ é o que se pode ouvir do leak do anúncio recém-gravado para a ‘Target’.

Thank god for Google Street View. Nem é preciso saír da cadeira para se saber se a brutal casa do anûncio é numa dodgy area ou não. Vivó pró-sedentarismo!

Este é um apelo a todos os racers e tunnings que andam por aí fora! Preciso de comprar carro e sou pouco dado a estas coisas. Acho que nunca comprei uma revista de automóveis na vida e as únicas que li foram aquelas existentes nos cabeleireiros e porque não havia mais nada para ler, eh eh.
Mas chegou a altura de eu dar o devido valor ao vosso conhecimento e paixão! Acontece que preciso de comprar um automóvel e como já referi, não sou muito dado ao dito mercado. Interessa-me apenas que ande, que dê para ouvir CDs ou ligar o ipod e que seja minimamente decente. Mais nada. Não me interessam quantos cavalos tem ou a junta da cabeça do motor. O único pormenor técnico de performance que me interessa é o consumo, ou seja, quantos litros aos cem ou quanto miles per gallon o jovem faz. Ponto final.
Sendo assim, fica o meu pedido de auxílio: no mercado dos carros em segunda mão, ou seja, com modelos até 2006 ou 2007, quais os carros mais económicos recomendados? É para andar de autoestrada em 90% do seu tempo, fazendo cerca de 80 Km por dia. Estava a pensar em qualquer coisa no segmento dos superminis, ou seja, Ibizas, Yaris, Aygos, C1s, C2s, Peugeot 107s, Fiestas, etc. etc.
E pronto. Fica aqui o apelo feito ao pessoal dos carros. Parece brincadeira, mas é mesmo a sério. Lol. Portanto todas e quaisquer propostas serão bem vindas. E desde já, o meu obrigado pela ajuda.
Os meus dois telemóveis (emigrante oblige) parecem duas meninas a viverem juntas lá em casa. Ao segundo ou terceiro mês de convívio no mesmo espaço, passaram a sincronizar as suas descargas de bateria. Mal uma se começa a quiexar, logo de seguida vem a outra a emitir exactamente os mesmos gemidos sonoros de quem tem a bateria fraca. E com um só carregador para as duas, torna-se tudo uma carga de trabalhos, suficiente para me pôr os (poucos) cabelos de pé, qual menina autêntica.

Entrando no Modelo de Ourém para comprar uma garrafa de vinho para a festança que se iria passar naquela noite de sábado, fui ‘travado’ por alguém conhecido que tomava café à entrada do hipermercado. Alguém que não via há algum tempo e por quem tenho bastante estima. Acontece que esse alguém é artista na arte de conversar, tendo obviamente como consequência a minha permanência naquele espaço por bastante mais tempo do que seria normal e de que eu desejaria. Palavra puxa palavra… naqueles cerca de 40 minutos que por lá passei, acabei por ver gente que não via há muitos e bons anos. Vi gente que gostei de ter visto e que já me deixavam saudades e outros vi que saudades nenhumas tinha deles (e muito provavelmente o inverso também será valido). Vi filhos de amigos cuja a existência nem sequer conhecia (!!) e vi casais cujo amor correspondido entre ambos ainda menos noção tinha. Não conheço outro lugar em Ourém onde tal me poderia ter acontecido. Tá visto que pela cidade pequena, imperam como ponto de encontro os hipermercados. Sinais do tempo. Sinais de uma cidade pouco inspiradora e pouco dada a espaços públicos de convívio, infelizmente.
Ric Jo bem ou mal, bloody rocked in the free world last saturday night, mais o seu companheiro de armas de sempre. Como há muito não o faziam. A voz, essa ainda recupera.
Fotos da sessão, via versão Facebook de Photoman.
Conversa de hoje, à mesa do almoço:
«Eu: B., como conheceste a tua mulher?
B.: Tinha três opções [i.e. três candidatas a esposas]. Tive um encontro de uma hora com aquela que viria a ser a minha mulher. Conhecemo-nos nesse encontro pela primeira vez. Na semana seguinte, decidimos casar.»
B. é Indiano, de famílias tradicionais Indianas. Mas nasceu e cresceu em Inglaterra, tal como os seus irmãos. Teve uma educação maioritariamente ocidentalizada e por esses valores guiou quase a totalidade da sua vida. Também andou envolvido com diferentes mulheres ao longo da sua juventude, one night stands incluídos. Também é materialista e tem ambições de carreira cooperativista como muitos. Bebe tanto ou mais do que eu. Mas na hora de casar, imperou a tradição e honra Indiana.
Damn, não percebo nada desta merda.

… porque provavelmente estarei embebido em suor no final de um concerto que se espera potente. Hoje é um bom dia. Hoje é dia de Cold War Kids no Electric Ballroom!
Apesar de ser tido como um dos países mais avançados de todos o mundo, a Inglaterra não deixa de ter os seus tristes episódios, tal qual um qualquer país do sul do continente europeu ou até, quiçá, do continente sul-americano. Domingo referi o caso das despesas dos MPs. Agora chegou o ‘momento Gustave Courbet‘ cá do bairro.
Acontece que esta capa do mais recente álbum dos Manic Street Preachers, ‘Journal For Plague Lovers’, vai levar um sleeve (capa) de cor branca em todas as grandes superfícies de supermercado, de forma a tapar a capa original, dada a aparente violência da pintura de Jenny Saville escolhida para capa do álbum. “Poderá ferir a susceptibilidade dos clientes”, defendem os supermercados. É um facto. Mas então e as dezenas de capas de revistas com três ou quatro meninas, praticamente nuas e em poses quase pornográficas, que se encontram lado-a-lado das restantes revistas do forro familiar? Esta gente só pode mesmo ser Nuts.
A minha pequena mana agora passa a ser a minha mana licenciada. E a minha vida acabou de dar um salto de dez anos sem eu sequer dar por ela. Porra.
Well done, Ulmat Warrior 😉

Estes deputados Britânicos (MPs) conseguem ser ainda mais pulhas que os deputados Portugueses. Há duas semanas seguidas, dia após dia, que sai nova notícia de despesas reclamadas por deputados da House of Commons tão úteis como o pagamento de empréstimos de casa não existentes ou kits de home cinema lá para casa. É um verdadeiro festival! Muito bom. Ainda tou à espera do primeiro MP que tenha reclamado como despesa passível de reembolso a aquisição de um lugar cativo em White Hart Lane. Esse sim, teria a minha simpatia e compreensão! Não se pode servir bem um país sem o deleite de um belo futebol de ataque, pois claro.

Estamos em semana de Enterro da Gata da Universidade do Minho, naquela que era, até este ano, a última noite de uma semana sempre muito intensa. Para celebrar aquela que era para mim e para os meus pares a melhor semana do ano, o 15º Plutão Anão dedica-se inteiramente a uma verdadeira sessão de rock de quase duas horas (!!), sem interrupções. Tal qual como se da tenda de rock se tratasse. Misto de bom som e som menos bom, este ‘Tenda de Rock’ tenta retratar a banda sonora (comercial) do início deste século.
Pelo menos não caí na tentação de passar Limp Bizkit.
Dedicado a todos aqueles que se cruzaram comigo em Bracara Augusta, Plutão Anão #15, já em órbita, no sítio do costume (respirar fundo).
O que eu queria mesmo, mesmo, era estar a Enterrá-la.
I always thought she was one beautiful murderer (presumably). Glad to find out I’m not the only one.
Inspirado pelo final da década de ’90 e início de ’00, em locais Bracarenses como o B.A., o Irish Shamrock Bar, a tenda de Rock do Enterro da Gata e o Insólito, o próximo Plutão Anão será uma autêntica sessão onde o rock, do bom e do menos bom, marcará presença em comunhão com muito pouca palavra. Acordes que definem o DNA daqueles que foram os melhores anos da vida deste burguês. Soa a egocentrismo, bem sei! Mas se saíam de casa no intervalo de tempo que defini na primeira frase deste post, em Braga ou qualquer outra cidade Portuguesa, então preparem os vossos 1.21 Gigawatts. Esta será, também para vocês, uma viagem no tempo.
*Logótipo do programa #15 inspirado num dos primeiros logótipos do Bar Insólito (clicar logo para visualizar)
Mixed-Sex toilets rule. All bars should have them. They make for a great sociological experience.
Hoje é dia de Beirut! Grande, grande dia! E este é fds de marmanjos de visita à ilha. Sejam bem vindos and “let the seasons begin”!
A única cidade do mundo onde estive em que a casa de banho dos homens tem constantemente mais fila que o das mulheres.
Dublin não é muito dotado a nível de street art. Tirando na zona de Temple Bar, nada mais se vê para além de grafitis manhosos. Entre as poucas espécies encontradas, a da foto, que faz parte de uma série de várias caixas telefónicas/eléctricas decoradas. Esta, a mais interessante de todas.

Cheguei a casa depois de fds fora e dei-me de caras com o resultado do Benfica contra o Nacional. A respeito do clube, apenas tenho uma coisa a dizer: quase 20 anos de cortar e deitar fora, despedindo (na maioria das vezes) quando a lógica parecia estar desse lado, nunca deram em absolutamente nada. Mantivemo-nos, ao longo de 20 anos, no mesmo sítio mantendo essa política. Por isso estou a favor da continuidade de Quique Flores à frente da equipa para a próxima época. Se a vida ao George (Seinfeld) lhe começou a sorrir quando começou a contrariar o seu instinto, quem nos diz que tal não poderá também acontecer ao SLB?
Seriamente, dêem, por uma vez que seja, tempo a um treinador lá para os lados da capela da Luz.
Portanto mais cedo do que no resto do mundo. Estas coisas das gripes de variados animais costumam-me passar ao lado. Aliás, assim como à larga maioria da população europeia. Sabemos da sua existência, sabemos que gente há, mundo fora (e por vezes também na Europa, mas em escala bem pequena), a ser infectada e por vezes a falecer devido a elas, mas nunca nos chegam verdadeiramente a bater à porta.
Ora, desta feita, estou a levar esta pandemia bastante a sério. Acontece que o meu colega de casa, o da pizza, é Mexicano. E daí não advem nenhum mal ao mundo. Não se é infectado com a gripe suína apenas por se ser Mexicano, obviamente. Mas acontece que este Mexicano passou o último fim de semana em Paris, em amena cavaqueira com amigos Mexicanos, muitos dos quais vindos há pouquíssimos dias da Cidade do México. Coincidência do caralho ou não, acontece também que o meu colega Mexicano veio de Paris com sintomas de gripe. Que hoje passaram mesmo a gripe. Pois. Acontece também que no escritório (onde ambos trabalhamos), gente houve que ficou altamente stressado com a situação e que se queixou ao boss dos recursos humanos, que por sua vez foi falar com o boss do meu colega, que por sua vez lhe pediu imensas desculpas, mas que ele teria de ir para casa e que seria melhor só voltar na próxima semana. Pois. E acontece que essa casa para a qual ele foi basicamente mandado de quarentena, é também a minha casa. Pois.
Ao que parece, os meus “Twitter posts” não conseguiram transmitir o sentimento que eu sentia enquanto os escrevia: sarcasmo. Terá porventura sido por falta de jeito do autor ou então, quiçá, devido ao limite imposto pela escassa quantidade de caracteres permitidos (140). Seja como for, os meus “Twitter posts” parece que foram levados mais a sério do que deveriam e isso pode, ou não, ser sinal de preocupação. Que me perdoam os (inúmeros) fãs do ‘Twitter‘, mas sou da opinião de que tal serviço, salvo as excepções de personalidades públicas ou instituições que podem usar tal sistema como forma de press release rápida, oficial e eficiente ou de agências de notícias ou canais de informação que o podem usar como serviço rápido e eficiente de lançamento de headlines – sou da opinião, dizia, de que o ‘Twitter’ não me parece mais do que um serviço de voyeurismo de baixa qualidade, concedido por aqueles que twittam.
Fim de semana passado com um sol brutal por Londres e chuva em Portugal. Eh eh.
Convenhamos que voltar a casa com mais de 80 emails numa caixa de correio (nem um de spam) e mais de 60 noutra, não é tarefa fácil de recuperar. E isto para não falar dos inúmeros posts e comentários em atraso blogosfera e sites fora. Tarefa para muito mais que uma noite. So bear with me.
Vivó 25 de Abril. E assim termino a semana Twitter. É interessante e útil, não é? 2f regresso à normalidade. Ah, afinal vou almoçar Chinês.
Só para dizer que na viagem pa baixo não apanhei ninguem mal cheiroso! E almocei outra sandes de fiambre. Fartinho de pão. Venham os pints.
Previsão de bom tempo para o fds. Cool. Vou calçar as minhas sapatilhas novas&devo almoçar Libanês amanhã. Tranquilo.
Hoje volto pa baixo. Tou feliz. Gostei, mas aguarda-me 1 grande fds. Tenho comboio as 13h. Chego a Londres às 15h. Já não tou com frio.
Oiçam a 2ª parte do Alvaro.com dedicado ao 1º Woodstock – http://tinyurl.com/ckg5sc. Yes! Já usei o tinyurl! Tenho frio e vou ver Lost.
Ric Jo is missing propper internet & food. At least he has a friend from UMinho with him. O meu quarto é o num 1234. Como a canção da Feist.
Bombas, canos, água, ulltrafiltração, sandes de fiambre pró almoço e lasanha pró jantar. Ao menos os lençois aqui são bem passados a ferro.
Tempo merdoso à chegada a Liverpool. Ao menos o hotel é jeitosinho. No entanto, os tons em roxo do corredor não lhe abonam muito a seu favor.
Voltei a ter a minha sorte brutal com lugares no comboio. 1 mulher tipo a nova estrela do Britain’s Got Talent, que cheirava muito bem. Hmm.
Amanhã espera-me uma longa viagem, prtnt hoje vou-me deitar cedinho. Lençois de cor beige e não muito bem passados a ferro. Life’s a bitch.
Vou passar a semana toda em Liverpool, ficando arredado de tempo de qualidade na net, logo, impossibilitado de actualizar o blog como deve ser. Assim sendo, vou aproveitar esta semana para fazer uma experiência e “transformar” o blog em Twitter, visto que 140 caracteres são sempre fáceis de escrever, não exigindo muito tempo ou grande atenção da minha parte. Com certeza que vos esperam informações curtas, mas de enorme interesse e utilidade. Tweet tweet.
A comemorar os 40 anos da primeira edição do festival ‘Woodstock’ (1969), Álvaro Costa no seu programa ‘Alvaro.com’ das quartas à noite na Antena 1, faz uma homenagem à data comemorativa, passando quase a totalidade da cobertura radiofónica da KCAT ao festival de paz e música, tendo Tom Donahue como homem do leme da emissão. Uma viagem no tempo muito boa, para escutar aqui (emissão do dia 15/04).
Daria o cú e as calças para ter vivido aquele tempo nos States.
Estampa de T-shirt. Muito bom. Long live the cassette.
« (…) Using micro radio [pirate radio] to broadcast alternative music is just as necessary as it is for alternative politics, since most of what’s aired is utterly awful, overplayed, or both. (…) [people are] unaware that a hit song like Nirvana’s “Smells Like Teen Spirit” has been played almost ten thousand times in four years, and that’s on a single radio station. Those are the problems I’d like to fix. There’s a lot more music out there that deserves to be heard »
[in ’40 Watts From Nowhere – A Journey Into Pirate Radio’, Sue Carpenter]

O podcast Plutão Anão está de regresso para o 14º programa, de nome ‘Live Recording Sessions’. Dedicado inteiramente a versões ao vivo, neste programa passamos por algumas interpretações de palco fabulosas, desde da década de ’70 com os Led Zeppelin e The Doors, até à década actual com os Arctic Monkeys, entre outros. Estes são alguns dos vários nomes que compõem este ‘Live Recording Sessions’. E diga-se que, na minha opinião, os primeiros 10 minutos deste 14º Plutão Anão são os mais bonitos de todos os programas feitos até agora. Para breve, o 15º programa, marcadamente influenciado plea segunda metade da década de ’90.
O concerto está prestes a começar. Entrada gratuita. Boa viagem.
Na próxima semana voltaremos a orbitar Plutão Anão, desta feita passando pelo ‘planeta concerto’ pelo caminho. Variadíssimas actuações, desde da década de 70 até aos nossos dias.
Abrindo já o ‘concerto’, fica uma versão especial, em bootleg, de ‘Betterman’ dos Pearl Jam.
[audio:http://malibucola.ricjo.org/public_html/malibucola/Audio/18-betterman-lulaby-version.mp3]Entrada gratuita. Aguardo pela vossa presença.
Mérito ao FC Porto, porque fez um jogo extraordinário em Old Trafford e mérito ao Andy Townsend, ex-jogador de futebol e actual comentador da Champions League na ITV (canal de sinal aberto que transmite os jogos da Champions em Inglaterra), por ter tido uma prestação como comentador nada tendenciosa, algo que raramente ou nunca assisti na TV Inglesa em jogos Europeus, tendo estado sempre a contrariar os seus colegas de estúdio que teimavam em darem mais demérito ao Man Utd que mérito ao FC Porto pelo resultado final da partida. Digamos que entre Andy Townsend e Andy Gray, a única coisa que têm em comum é o primeiro nome.
I had my first mosh pit this week end. It was damn cool. And it had a damn good vibe to it too.
Sabemos que não caminhamos para novos quando os álbuns da nossa adolescência começam a aparecer na secção de reedições das revistas da especialidade.
O ‘Ten‘ dos Pearl Jam e o ‘Pablo Honey‘, ‘The Bends‘ e ‘OK Computer‘ dos Radiohead são os primeiros exemplares de discos agora reeditados que facilmente ajudam a definir a minha adolescência, mas que agora só merecem atenção na secção de antiguidades das revistas de música.
E para causar ainda mais estragos, todos eles vêm com fantástico material bonus ao qual é difícil de resistir, apesar de saber que não se trata mais do que fazer render o peixe. Pa… se se fizerem reedições ‘Legacy’ de todos os grandes álbuns da minha vida, não vai haver carteira que aguente. Parem lá com isso se faz favor!
Esta foto parece retirada de uma qualquer cena do jogo Call of Duty ou Battlefield. Mas não é. É bem real. Uma série de excelente fotos do passado mês da guerra no Afeganistão, via The Boston Globe.
« – Quanto tempo demoras a chegar lá?
– Três canções. »
Dada a proliferação de aparelhos reprodutores de áudio (comprimido e de má qualidade – mas isso é outra história!) a que a sociedade assiste e dada a fraca apetência geral dessa mesma sociedade para a matemática – vamos ser sinceros, caso a “gente branca de olhos azuis” soubesse fazer contas, provavelmente não estaríamos no estado financeiro merdoso em que estamos – dada essa realidade, dizia, sou totalmente apologista de se converter as medições usadas no dia-a-dia, em unidades de medida de compreensão bem mais fáceis e com as quais todos se possam identificar. Podia-se começar logo pelas unidades de medição de distâncias. Para quê usar metros, pés, quilómetros ou milhas, se podemos usar uma canção como ponto de referência? Uma canção tem em média 4 minutos de duração. Tá feito. Não sei quantas milhas são da porta da minha casa à minha secretária, mas sei que em dias de trânsito estamos a falar de um álbum e duas canções e num dia de bom fluxo, oito canções. Isto tudo de autocarro. Já estão a ver a que distancia vivo do escritório, não estão? Nada mais simples.
Já agora, este post demorou-me 4 canções do Achtung Baby a escrever (queria perceber que “álbum de ruptura” , nas palavras do Jornal Ípsilon, era este, algo que pelos vistos o novo dos U2 não é. Já percebi.). Agora já conseguem apreender quão lenta é a minha imaginação.
Now this is just being plain stupid. Há egos que são maiores do que aquilo que a inteligência recomenda. E Billy Corgan de inteligente, ao que parece, não tem muito. Os “Smashing Pumpkins” (reticências propositadas) parecem o Cadete, quando este decidiu prolongar a sua carreira ao regressar um dia à Escócia, ingressando no Partick Thistle na esperança vã de um regresso aos dias de glória que um dia viveu no Celtic. Triste figura. Corgan só está a prolongar a agonia, enquanto vai manchando um passado brilhante.
« I’m all by myself… »
[‘Soma’, Smashing Pumpkins]
You’re so damn right.

“In high tide or in low tide,
I’ll be by your side”
[Bob Marley, ‘High Tide Or Low Tide’]
Tenho quase trinta anos e ainda estou para comprar a minha primeira cópia da Playboy. Crime capital, bem sei. Pode ser que me iliba brevemente com a saída da versão Portuguesa, prevista para amanhã, 27 de Março. A visita à família por altura da Páscoa parece-me uma bela ocasião e oportunidade para comprar a minha primeira Playboy. Eh eh.
Mas não é por causa dessa minha grande falha máscula que vim aqui postar sobre a Playboy. Já é do conhecimento geral que a Playboy Norte Americana, a original, portanto, acabou de disponibilizar online o seu espólio de entre 1954 e 2006. Tá lá tudo e podem-se ler as revistas de uma ponta a outra, de ínfimo (ou será antes íntimo?) pormenor em ínfimo pormenor.
Mais do que observar a beleza desnudada das coelhas, o que achei verdadeiramente fabuloso e um grande ensaio sociológico (perdoa-me a blasfémia, sf!) é a visualização e leitura das centenas de anúncios que se podem encontrar nas primeiras edições, com especial carinho para os do tabaco (três dos quais aqui postados). Fabulosos slogans, do género “High tar smokers applaud taste of Golden Lights” denotam bem o quão diferente a sociedade actual é comparativamente à de cinquenta e cinco anos atrás. É um verdadeiro mimo passar os olhos pelos anúncios. Se bem que aqueles ensaios da Bo Derek e Elle Macpherson não são nada de deitar fora, não senhor.
Finalmente e depois de muito esforço, o meu já chegou!!! Agora é “só” esperar até ao meu próximo voo a Portugal para lhe pôr as mãos em cima. Uns belos fonos, um sofá e uma garrafa de vinho… É isso que me espera agora, eh eh.
Está na ordem do dia um sabor de uma ceveja Sagres, servido numa caneca de alumínio, fresca desde do momento em que entra em contacto com a torneira de imperial, até ao gol final. Está na ordem do dia o sabor de uma boa francesinha (que para ser boa, não precisa de ser do Porto) ou de uma bela costoleta de carna Mirandesa, tendo como som de fundo o Benfica-Sporting da final da Taça da Liga e tendo como som da frente, os meus amigos. Tudo isto, na melhor cervejaria de Braga. Isso é que era.
Entre perguntar-me como se lavava a loiça e onde se colocava o detergente para a lavar, e ter colocado uma pizza do Sainsbury dentro de um forno pré-aquecido com a base de plástico da dita cuja, causando odores e fumos ao-jeito-de-tóxicos, diria que ter conseguido hoje aquecer uma refeição pré-congelada no microondas é um sinal de evolução positiva por parte do meu colega de casa.
Lamechices e histórias de amor à parte, este é um filme que não posso perder. Baseado na história verdadeira da rádio pirata inlgesa dos anos ’60, Radio Caroline, este The Boat That Rocked (a estrear em Abril) retrata fielmente o ambiente das rádios piratas que se vivia na altura (a fazer fé nas palavras de funcionários da Radio Caroline), espalhando ilegalmente a música imoral dos Beatles, Rolling Stones, Jimmy Hendrix & Cª., quando mais nenhuma rádio na Grã-Bretanha o fazia.
Porra, daria um rim e uma costela para ter vivido o tempo das rádios piratas no anos ’60 por Inglaterra ou nos anos’ 80 em Lisboa. “Only kidding. Now, lets rock!”

Foi notícia por cá neste fds que o governo Britânico pondera introduzir uma taxa de £0,50 por cada ‘unit’ de álcool vendido no Reino Unido. Servirá esta medida para combater o fenómeno do binge drinking. Querendo isto na prática dizer que o preço das latas de cerveja e tudo mais que é álcool que estão à venda nos supermercados e off-licences, vão sofrer um aumento brutal no preço. A adicionar a isto, as promoções do género compre 5 e leve 6 serão proibidas. Os já elevadíssimos preços praticados nos pubs não sofrerão qualquer aumento, visto o seu preço excessivo cobrir a tal futura taxa.
Parece-me a mim que o governo do senhor Brown está completamente equivocado quanto a esta questão. Parece-me ridículo que alguém possa acreditar que os Ingleses vão deixar de consumir tanto álcool devido a um aumento no seu preço. Não será um aumento de uma ou duas libras por lata que acabará por evitar a aquisição da dita cuja. Mesmo que uma lata de cerveja passasse a custar £30, as pessoas deixariam de as comprar legalmente para o passar a fazer num mercado negro paralelo, com produto mais barato e de inferior qualidade. Ou seja, não é, nem de perto nem de longe, a solução para o caso.

Students cheer as a girl goes topless on a hotel balcony [Andrew Testa, The Guardian]
É chegada aquela altura do ano em que os americanos e americanas invadem locais como Cancun. E a fazer fé nesta foto e nas estórias que um amigo meu Mexicano me conta, todos os rumores que ouvimos sobre as propaladas Spring breaks são totalmente verdadeiros. São loucos, este americanos!
Não é a primeira, nem será a última loja de música a encerrar. Mas esta era-me especial. A FNAC Musique, na praça da Batilha em Paris, vai encerrar portas até ao final do ano. É (era) a única FNAC no mundo exclusivamente dedicada à música e digo-vos que era simplesmente brutal. Passava lá horas aos sábados, paredes meias com os Emos todos sentados nas escadas da Ópera. Havia pouca coisa que não se conseguisse encontrar por lá. A secção indie/aternativo estava muitíssimo bem recheada, como poucas lojas que conheço. Mas a verdade crua e nua é que já nem a FNAC é muito competitiva em relação a preços de discos. Aliás, a nível de lojas físicas, as únicas em que ainda compensam explorar e onde ainda compensa comprar (a nível de preço) são as lojas de disco em segunda mão. Porque novos, só mesmo com brutais promoções. A net de hoje em dia compensa muitíssimo mais. É triste, pois não há nada como andar com os dedos pelos discos de uma loja à procura daquela pérola por um preço estupidamente barato. Mas são os sinais dos novos tempos.
Menos uma.
Dois dias, duas aquisições bem sucedidas de bilhetes bastante disputados. Michael Jackson, cujos bilhetes do mesmo valor que o meu estão à venda no ebay por cerca de £500 e mais (já com licitações!!!!) e Neil Young, Ben Harper & Relentless7 e Fleet Foxes, todos no mesmo dia, no festival Hard Rock Calling em Hyde Park. Produtivo. Eh eh.
… Now you don’t. Onde é que foi parar mais de metade do corpo de Faith Hill? (clicar imagem para ampliar). [Via Jezebel]
Segundo o que se noticiou na passada sexta-feira pela net (thanks Tiagão!), a famosa Velib Parisiense vai chegar às ruas de Londres a partir do dia 21 de Maio de 2010. Se é de louvar a adopção de uma política que muitos bons frutos deu na capital Francesa (apesar de ela ser quase gratuita em Paris e de vir a ser totalmente paga em Londres), é com um pouco de cepticismo que encaro esta novidade. Quem conhece Londres sabe que não é propriamente uma cidade amiga das bicicletas. É-o por ser totalmente plana e é certo que muitas zonas tem onde se pode pedalar à vontade, mas bem no coração da cidade, custa-me a crer que a coabitação entre os milhões de automóveis e as centenas de Velibs venha a ser pacífica, ainda para mais conduzidas também por turistas e do lado errado da estrada. No entanto, dou o benefício da dúvida ao projecto. Tomara que Londres se venha a tornar user friendly em relação a bicicletas e demais meios de transporte saudáveis, como os patins em linha e outros.
Ora agora venha daí então em seguida uma dose de Sacré-Coeur para cá, ó saz favor.
O The Sun é o único jornal que não começo a ler de trás para a frente.
O Michael Jackson anunciou ontem em Londres uma tournée de despedida (de Londres? De sempre?) para Julho. Dez concertos de rajada no O2. E eu vou lá estar. Não vou lá estar pelo cromo que é o actual Michael Jackson. Vou pelo old-school Michael Jackson. Vou pelo Michael Jackson que criou as melhores canções pop-pastilha-de-deitar-fora alguma vez feitas. Vou porque o seu back catalogue é simplesmente brutal. Vou pelo puto Ricardo, de 8 anos. Vou porque será a primeira vez que o vejo. Vou porque será a última vez que o poderei ver. Vou porque nunca vi ninguém dançar como o gajo dançava no seu auge. Vou porque curto cantar, seja o ‘Man in the Mirror’ do Michael Jackson ou o ‘Pó de Arroz‘ do Carlos Paião. Curto cantar e ponto final. Vou porque os seus concertos são (ou pelo menos eram) duas horas de valente espectáculo. Vou porque nunca fui a um concerto-espectáculo. Vou porque nunca fui a um chamado concerto de estádio. Vou porque quero ver o moonwalk com os meus próprios olhos. Vou porque quero. Annie are you OK? Shamone.
Fiquem com o ‘Wanna Be Startin’ Something‘, do álbum que mais vendeu na história, Thriller.
[audio:http://malibucola.ricjo.org/public_html/malibucola/Audio/1-17 Wanna Be Startin’ Somethin’ (Si.mp3]Em nova órbita está o Plutão Anão, com o Programa #13 a dominar o espaço. Num programa bem marcado pelo meu cunho pessoal, destaque para a colectânea Dark Was The Night, que chegou às lojas no passado dia 17. Passamos pelos novos temas dos Arcade Fire, Beirut, The National, e Bon Iver, entre outros. Destaque também para outros membros desta nova geração indie-folk-acoustic rock-e-mais-sei-lá-que-rótulos, como os Noah and the Whale ou os The Spinto Band, por exemplo. All in all, uma play list que espero que seja do vosso agrado. Podem ouvir em stream ou fazer o download para ouvirem quando e onde quiserem, no blog do Plutão Anão.
Que se reproduza infinitamente por Portugal fora este quadro, ou seja, aquilo a que a PSP considera de pornografia e que a levou a apreender exemplares de livros que continham este trabalho do pintor Belga, Gustave Courbet (exposto em Paris no Museu D’Orsay), numa feira do livro em Braga (incidente que se junta ao episódio, tambem ele grave, do Magalhães em Torres Vedras). É grave, preocupante e ridículo este tipo de censura e falso moralismo das nossas autoridades. A exigir um sério debate sobre o assunto.
Adenda: discute-se pela blogosfera o facto de o acto da Polícia ter apreendido os livros não significar que tenha considerado o material como pornográfico, mas sim porque a léi assim o obriga a fazer. Se é de facto assim ou não, não sei. Desconheço a léi. Mas sei que em casos como este, deve imperar sempre o bom senso e se um agente é confrontado com uma denúncia destas, deverá usar sempre a razoabilidade como argumento maior e não levar a avante tal apreensão, visto que se trata claramente da reprodução de uma peça de arte. Seja famosa ou não. O que aquilo jamais poderia ser considerado era pornografia, gratuita ou não, tal qual não é pornografia um cartaz da Triumph com a menina Cláudia Vieira (bem) despida, por exemplo. Mais grave, talvez, que a própria apreensão por parte da PSP, é saber que existem Portugueses neste seculo XXI que ainda vivem num mundo cinzento e de horizontes limitados. Vivem em Portugal.
Não damos por eles, mas os anos passam. Este sábado (e segunda) à noite celebra-se o Carnaval por Portugal. Pela Cidade Pequena, esta era (ainda é?) reconhecidamente a melhor noite do ano. Estudássemos onde estudássemos, esta noite o povo fazia sempre os quilómetros necessários para se reunir sempre no sítio do costume, mascarados como era costume, finalizando a noite no local do co22tume. Eram e foram grandes noites. Memórias envoltas de ambientes que não mais existem. E como tal, difíceis de reviver. No meu caso pessoal, quiseram as condicionantes da vida que eu deixasse forçadamente de frequentar a noite de Carnaval por Ourém antes da vontade própria ditar o fim da relação amorosa. A última vez já foi há tantos anos que já nem me recordo quando foi, ou como estava mascarado ou como decorreu o festim e como acabei a noite. Mas muitas memórias há das noites de Carnaval que as conversas que os reencontros proporcionam não deixam esquecer.
Seja ainda a melhor noite do ano na Cidade Pequena ou não, continuem a encontrar-se e a mascarar-se por lá os amigos ou não, que façam bom proveito deste fds comprido aqueles que dele têm direito a usufruir!
Thank’s Mr M pelo registo (valiosíssimo!) fotográfico.
«Feist’s appearance on Letterman a couple of years ago, where she assembled a scratch backing choir comprising members of The National, The New Pornographers, Grizzly Bear and Broken Social Scene [ndr – vídeo postado] – was the real tipping-point moment when, according to Aaron [ndr – Dessner, guitarrista, baixista e pianista dos The National e um dos produtores da colectânea ‘Dark Was The Night’], the sense of a scene or a movement seemed undeniable.»
in ‘Uncut’, de Março 2009, p 79.
É este movimento de que fala Aaron Dessner que vai dominar o próximo programa do Plutão Anão, em órbita na próxima semana. Em grande destaque estará a colectânea ‘Dark Was The Night’ (mas não só) que representa de forma não oficial o movimento alternativo desta geração actual (que teve início, também ele não oficial, no vídeo que aqui publico). Um programa bem ao meu gosto pessoal!
« Doug – I guess I’m even hornier than I thought.
Andy – Things with wifey slowing down, ha?
Doug – Oh, it used to be wild! I mean, intense. But… how do you ask the woman that makes your kids lunches, to suck your balls and spread her arse open like a geometry compass? How Andy? How?
Andy – (pausa) … I don´t like this game any more.»
in ‘Weeds’ Episódio 4, 2ª temporada.
Este Doug é oficialmente a minha personagem de sitcom favorita de sempre. Lindo!
Poucas terapias me poderiam equivaler àquilo que me equivale uma hora a sós com a guitarra e as centenas de acordes enfiados no dossier, todos eles com as marcas de muitas noites de uso e folia. Os colegas de casa podem não pensar o mesmo, but who gives a fuck. I guess I can say I’m lucky. Nem todos conhecem o seu antídoto para as más ondas.
Pode até ser coincidência ou uma mania minha, mas as capas dos jornais Público e The Times de ontém, só vêm reforçar o que disse aqui há tempos. E se pensassem pela própria cabeça, hã?
Ontem no escritório:
« Eu – This should be done in the metric system.
Ele – I resist using the metric system, because it’s a European thing. It’s a European influence.
Eu – But England is Europe…
Ele – No it isn’t. England is an island and it’s got the Imperial system, its own system. And it’s got the pound, which is worthless right now, but it’s ours.»
Será que vale sequer o esforço?
Nunca apareço no MSN, nem actualizo o meu perfil do Facebook ou Hi5. Sou totalmente passivo no que a redes sociais concerne. Não costumo estar disponível no Skype para conversas ou no chat do Gmail para trocar umas frases. Não sou de fazer telefonemas sem ter uma razão específica para tal (esta regra não vigora entre as 19h e 05h de Sábados), nem respondo a todos os emails logo nas horas que sucedem à sua chegada (embora acabe sempre por responder).
Mas isso não significa que não pense nos amigos.

Chama-se Spotify e é um conceito algo inovador em termos de acesso gratuito e totalmente legal a música na internet (existem outros sites com serviço semelhante). Um grupo de gajos chegou a acordo com várias editoras para que pudessem disponibilizar os seus catálogos online, de forma gratuita, tendo apenas como contrapartida a audição de um anúncio entre algumas canções (nada de maçador) por parte dos utilizadores. Tudo através de streaming apenas e nada de downloads. Mas as canções estao disponíveis 24 sobre 24. O serviço é inovador no que concerne ao software usado (instala-se o programa no computador), na qualidade do som apresentado, na variedade do catálogo e na legalidade. Apenas funciona com convite e nos seguintes países (de forma gratuita): Suécia, Noruega, Finlândia, GB, França e Espanha. Se houver alguma alma que queira um convite, é só pedir-me. Mais cedo ou mais tarde, também deve chegar a Portugal.
Paris é isto. É paixão. É amor. É arte. É cultura. É arrogância. São sabores. São paladares. São olhares. São imagens. É o pitoresco. É o sujo. É a merda de cão. São os connards. São as femmes. São os after-work. São os aprés-travail. É o RER. É o Metro. São os carnet. São as scooter. São as bois. É a fête de la musique. É o rio. São os alfarrabistas. São os táxis. São as praças. São os queijos. São as panquecas. São os turistas. É a Amélie. É o fondue. São os vinhos. São os kir royal. São as carafe d’eau. São as formalidades. São as hierarquias. São os discos. São os livros em cada mão, em cada canto. São as baguetes. São os pan au chocolat. São as vélib’. São as escadas. São as luzes. São as pontes. São as greves. São a revolta. São os canais. É o tektonik. São os Beirut. É a Rue Oberkampf. São os emigrantes. É a música. É a beleza, ela própria, em forma de cidade.
Qu’est ce que tu regardes connard? Eh eh.
Paris, je t’aime: Tuileries (2006), segmento (entre vários) de Joel & Ethan Coen
A colocar a seguir, o segmento 14ème Arrondissement. A minha favorita.
Hoje contribuo para a estatística dos milhões que ficam em casa. Pazienza!
Hoje (5ªf) foi mais uma dose. Amanhã (6ªf) haverá mais. E para a semana também. É caso para dizer, tou com uma overdose de branca.
Sou um ávido leitor de revistas e jornais de música. E uma das secções que curto ler são as entrevistas de resposta curta sobre os álbuns mais marcantes e influentes da vida do entrevistado. Ano após ano, passo por esta secção (que existe em qualquer revista ou jornal da especialidade, seja em que país for) e tento sempre pôr-me no lugar do entrevistado e escolher aquele que é o álbum mais importante da minha vida, ou aquele álbum que mais me marcou, ou que me influenciou mais, tarari tarará. Mas nunca consigo dar uma resposta a nenhuma das perguntas que por norma aparece nesta secção, excepção feita a uma pergunta específica e objectiva que é sempre feita: Qual o primeiro álbum que comprou?. E aí, a resposta só pode ser uma e não está sujeita a subjectivismos, obviamente. É o que é. E nunca, até há coisa de um ou dois meses, encontrei alguém que tivesse tido um primeiro disco como o meu. Não que tenha muito orgulho nele, mas porra, o primeiro disco é como o primeiro amor ou o primeiro beijo: não se esquece. Um pormenor sobre o meu primeiro álbum é que ele não era um disco. Era uma cassete. Não tem aquela pinta do viníl, mas CDs não havia (ou haviam mas eram raros e caríssimos) e o caminho a seguir naquela altura era a da banda magnética. Portanto a minha resposta à questão seria “o Bad do Michael Jackson, em cassete”. Jamais pensei que fosse encontrar semelhante resposta por parte de qualquer artista que merecesse a atenção por parte de uma revista de música (e muito menos da revista Mojo, como foi o caso). E eis que durante as minhas leituras de há dois meses, dei-me de caras com exactamente a mesma resposta que a minha. Lol. Estava encontrado o que eu julgava ser muito difícil de encontrar. Missão cumprida, portanto. É uma pergunta que posso riscar da minha lista. O mais triste de tudo, é que com a ânsia de rasgar a parte da entrevista para guardar, acabei por não fixar o nome da menina entrevistada (na foto, que pode ser ampliada clicando nela). Se alguém me conseguir iluminar (não, não é a Lily Allen, que por acaso anda com um penteado bem jeitoso, anda), esteja à vontade. You know I’m big, I’m bad. Come on. Ihi. Oh yeah.
Como à parte final, e a remeter para este meu post, recomendo uma vista de olhos por este link.
A esta hora, deveria estar num avião a caminho de Glasgow. Mas fiquei em terra. Nao há vôos, autocarros e o metro não esta a funcionar em algumas zonas. Nunca vi nevar tanto na minha vida. O meu dia comecou às 5 da matina e desconfio que vá acabar bastante tarde. Chegar a casa hoje vai ser uma aventura e tanto. E o Quaresma nos Spurs também não ajuda. Ou será que ajuda? It’s going to be a long (white) day.
Custou mas foi. Como tinha prometido há uns posts atrás, o Plutão Anão continua em órbita. E para inaugurar as viagens deste ano de 2009, fazemos uma revisão àquilo que de melhor se fez no ano de 2008. Baseado nas escolhas dos ouvintes do Plutão Anão, fazemos a contagem dos 10 melhores álbuns. Uma seleção de grande qualidade. Podem ouvir o 12º programa do meu podcast através de streaming no leitor ou fazendo o download do programa para posterior audição, aqui. Façam boa viagem.
Inventa-se tanta merdinha… E para quando um caralhinho de um rádio com ligação wireless à net, que permita predefinir em memória estações de rádio que emitem online, tal como se faz com as FMs e AMs? Toca o despertador, desliga-se o despertador, liga-se a luz, levanta-se da cama, liga-se o rádio e dali, de Londres, ouve-se a Radar enquanto se toma duche, como quem estivesse em Lisboa a fazê-lo.
Fuja para que país fugir, continuo a ser perseguido por cidades ou zonas de cidades com falta de locais nocturnos que passem som que eu gosto. É sina. Porra.
Foto de peça de arte ‘Oh No’ de Nick van Woert
«What is that feeling when you’re driving away from people and they recede on the plain till you see their specs dispersing? – it’s the too-huge world vaulting us, and it’s good-by. But we lean forward to the next crazy venture beneath the skies.»
in ‘On The Road’ de Jack Kerouac, p 141.
A net cá de casa há várias semanas que andava armada em puta. Teve 6 meses a trabalhar como um mimo e de há uns tempo para cá, decidiu mostrar a sua verdadeira faceta. O povo cá de casa decidiu adoptar a técnica da paciência para com a dita cuja durante as últimas semanas, mas hoje a tolerância acabou. Decidimos atacá-la de frente, ligando aos senhores da British Telecom na expectativa de termos tempo de antena suficiente para dizer o que nos ia na alma e com carimbo certo de ficarmos vários dias sem net, à espera que um técnico viesse cá a casa tentar tratar do assunto. Só que o que os de cá de casa não se lembraram é que não estavam mais a viver na Europa continental. Não é que com um único telefonema, ligação remota e simpatia q.b., os cabrões da Telecom conseguiram resolver o problema a todos os portáteis cá de casa e a net voltou a ser a menina dos nossos olhos? Nem hipóteses para reclamar tivemos. Que lata que os cabrões da Telecom têm.
O Tottenham tirou-me anos de vida, esta noite. Se aos 117 minutos de jogo (prolongamento) estávamos eliminados da meia-final da Taça da Liga, aos 120 estávamos mais que apurados para a final. Como me disse um fellow Spur num sms no final do jogo: “There’s the easy way, there’s the hard way and there’s the Tottenham way”. Porra, muitas destas e nem à crise da meia idade chego. Mas eis que o Tottenham estará presente na Final de Wembley, frente ao Man Utd., dia 1 de Março. Adivinha-se um domingo em grande, regado de muitos pints, e… em Wembley, se possível!
E para finalizar a noite, inciei-me hoje no mundo dos torrents e estou maravilhado. Mais vale tarde do que nunca. E agora vou-me deitar cedo, ver um episódio de Weeds e deixar este menino a sacar.
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Ontem foi dia de empossamento e não se falou de outra coisa nos media, portanto aqui também não vou fugir à regra. Obama foi finalmente empossado como 44º Presidente dos Estado Unidos da América. Espera-se, naturalmente, que a sua presidência dure pelo menos 32 dias, algo que não aconteceu com o senhor da foto, de seu nome William Harrison, 9º Presidente dos E.U.A., que morreu após 31 dias in office por ser teimoso e não querer vestir um casaco e um chapéu que lhe protegesse do frio, aquando do seu discurso de empossamento. Discurso esse que durou largas horas. Resultado: faleceu de uma pneumonia, um mês depois, resultado do frio que apanhou. Triste sina, ser lembrado para a história por tal feito. Eh eh. Sorte teve o Fidel com o clima quente de Cuba. Azar teve o povo Cubano.
Plena estação de Liverpool Street, Londres, a semana passada. Um publicity stunt fabuloso protagonizado pela empresa Saatchi & Saatchi para a operadora de telemóveis, T-Mobile. Garanto-vos, este é um anúncio que merece ser visto. Muito, muito bom.
Já escrevi no Offtune o que João Aguardela, os Sitiados e o seu segundo álbum, “E Agora…?!” significam para mim. Aqui, deixo apenas a sua música falar (“lufada de ar fresco na altura”, diz bem Zé Pedro dos Xutos em sua homenagem), num tema que me é bastante especial: O Baile. “Ainda temos a noite inteira”, João.
[audio:http://malibucola.ricjo.org/public_html/malibucola/Audio/02-o-baile.mp3]Pelos vistos, Sócrates lembrou-se que é Primeiro Ministro de um partido de Governo supostamente de esquerda. Que momento de lucidez conviniente: em ano de três importantes eleições.
Enquanto isso, o Sporting Clube de Portugal parece que mingua com o passar dos anos. Digam o que disseram, questionem o valor da Taça da Liga ou não, mas nem levar cinco mil espectadores ao Estádio José de Alvalade não abona muito em favor dos Leões. Parece confirmar-se o estudo da Futebol Finance sobre a perda de adeptos por parte de os de Alvalade nos últimos anos.
Não é todos os dias que tenho a visita de uma figura ilustre como a de Luís Costa Ribas no meu blog, em forma de comentário. Mesmo que seja para reclamar, é sempre bem vindo a esta casa.
March Of The Zapotec + EP Holland, dia 17 de Fevereiro, num só álbum, via Pompeii Records e Ba Da Bling. Se queres saber a que banda pertence este novo álbum, vê o vídeo até ao fim.
Também para dia 17 de Fevereiro, lançamento de uma colectânea de inéditos a favor da Red Hot Organization (prevenção da Sida), de seu nome Dark Was The Night, com nomes de primeira água: “Produzido por Aaron e Bryce Dessner dos The National, é uma antologia apetecível que irá proporcionar alguns encontros memoráveis – David Byrne + Dirty Projectors, The Books + José Gonzales, Antony + Bryce Dessner, Grizzly Bear + Feist – para além de temas de Bon Iver, The National, Yeasayer, Sufjan Stevens, Spoon, Arcade Fire, Beirut, David Sitek dos TV On The Radio, Cat Power, Andrew Bird ou os Blonde Rehead. Ou seja, muitos dos grupos e figuras que mais paixões têm despertado nos últimos anos na comunidade melómana mais exigente.”, in Ípsilon online.
E eis que, após a desilusão do ano passado (cancelamento da Tournée Europeia – e isto quando já tinha o bilhete para os ir ver ao Olympia de Paris em minha posse), eles, os Beirut de Zach Condon, vêm à Europa para uma fugaz passagem (5 concertos apenas), sendo Londres uma das poucas cidades bafejadas com a honra de os receber. E hoje, após enorme stress (falha de luz até às 10.30 da matina, quando os bilhetes foram postos à venda hoje a partir das 9h), consegui adquirir 2 bilhetes para um encontro que desde há muito tempo aguardava de forma bastante ansiosa. E posso mesmo afirmar que estou até emocionado com isto. Eh eh. “Let the seasons begin!”

Tenho para mim que vou ficar Dodos*, completamente agarrado, ao som destes senhores. Porra, que coisa boa. A Visiter*, sem medos.
E quase que eu conseguia passar uma semana sem postar sobre música. Naaaaa.
(Asteriscos explicados na página dois)
* Se não percebeste, foi uma tentativa de fazer um trocadilho com a palavra doido e o nome da banda, The Dodos. I kill me. E o segundo asterisco trata-se do link ao download do último álbum dos The Dodos. Porque há coisas a que as pessoas não devem ficar privadas, mesmo que implique infringir a lei.
Fim da noite. Hora de nos enfiarmos na cama. Qual a maneira ideal de aproveitar os últimos instantes do dia? Pôr um sonzinho bacano, baixinho, abrir um livro ou uma revista e queimar os últimos minutos queimando as pestanas? Ou preparar o portátil, fazer dele o nosso companheiro de cama daquela noite, apagar a luz, colocar os fones e passar 40 minutos a deliciar-nos com uma série fenomenal?
O sexo não vale neste jogo.